Você que me lê, me ajuda a nascer.

sexta-feira, setembro 16, 2016

segunda-feira, setembro 12, 2016

Crise é o nosso negócio.

Narra uma dramática aliança entre política e marketing. Em seu primeiro filme, Rachel Boynton obtém uma visão impressionante da campanha de Gonzalo Sánchez de Lozada, o "Goni", à presidência da Bolívia em 2002, a partir do trabalho da empresa americana de consultoria de James Carville, famosa por conduzir Bill Clinton ao primeiro mandato na Casa Branca. Contratada para elaborar as estratégias eleitorais de Sánchez de Lozada, a empresa põe em prática técnicas agressivas de manipulação de opinião; o objetivo é reformar a imagem de Goni e virar o jogo na reta final das eleições. Bem-sucedidos, os estrategistas descobrirão, tarde demais, que seu êxito teve um preço alto.

Mais aqui

                              Cena do filme 

domingo, setembro 11, 2016

Cachoeira (de amor).


Foto de Venilson Gonçalves. Ele, que me diz que sou dona da sua cabeça, tem meus beijinhos e meu coração.<3 p="">

Milton Santos.


(eu nunca canso de saber mais sobre ele)

quinta-feira, setembro 08, 2016

terça-feira, setembro 06, 2016

Aquarius.



Já vi melhores, inclusive do mesmo diretor.

Caroneiros.


domingo, setembro 04, 2016

sexta-feira, setembro 02, 2016

quinta-feira, setembro 01, 2016

quarta-feira, agosto 31, 2016

Montanha Cega.


Não consegui achar o trailer do filme... pena. Forte, mas necessário. 

segunda-feira, agosto 29, 2016

domingo, agosto 28, 2016

Vício.



"Meu vício é trabalhar. Estou em abstinência". Frase de muro, Salvador, BA.

sábado, agosto 27, 2016

quarta-feira, agosto 24, 2016

segunda-feira, agosto 22, 2016

Homens brancos.

(foto de Sasha Kargaltsev, Saiba mais aqui)

(esse é um texto que fala das coisas que eu penso, das coisas que eu sinto. Não tem a pretensão de universalizar nada, é só como eu consegui analisar o que sinto a partir das minhas relações com as pessoas)

Eu nunca vi muita televisão. Quando eu era pequena, nem tinha uma em casa. Não sei se por isso, nunca gostei muito de ver TV’, achava muito fora da minha realidade. Ainda hoje, o máximo que consigo ficar ali, na frente da tela, é no máximo uns 30 minutos. Fui ao cinema pela primeira vez com 18 anos e com o passar do tempo, meu olhar tem sido orientado para buscar filmes que falem sobre coisas com as quais me relaciono. Procuro não ver mais esses filmes que não mostram realidades para além de uma família branca, porque não, o mundo não é assim em nenhum lugar que eu conheço e se é em algum lugar, eu não estou interessada em conhecer.

Digo isso pra explicar parte do que sinto em relação aos homens brancos. Apesar do homem branco ser a norma – aquele cara que todo mundo quer namorar – para mim ele não fazia parte do meu sonho de príncipe encantado (eu me apaixonei por Michael Jackson em Bad quando eu tinha 14 anos!), porque ele não existia nos lugares que eu circulei quando era adolescente. Pode ser bem certo que ele não quereria nada comigo se existisse e me conhecesse, mas eu não estive tão perto deles para saber disso na adolescência e assim, como nem estavam presentes, não fui rejeitada por eles e nem me senti mal por algo que eu nem soube que poderia acontecer. 

Fui rejeitada e amada por homens negros. Lembro com carinho inclusive de um rapaz negro cor da noite – Rômulo – por quem fui perdidamente apaixonada por anos e que quando declarei o meu amor, me disse que nunca tinha percebido (depois de conversar com uma amiga, lembrei que tive uma paixãozinha por meninos brancos com 13, 14 anos. Mas nota: eu os achava fofos e inofensivos, não homens. Pelo menos é assim que eu me lembro deles). Eu tinha 16 anos e ainda hoje lembro com carinho de ter sido Rômulo o primeiro cara por quem me apaixonei. Era tudo gente preta, até que me mudei de cidade com 23 anos e depois de um tempo tive mais contato com homens brancos. Descobri o que pensavam de mim e como me hipersexualizavam. Aí entendi outras coisas, mas eu já tinha passado da fase de me sentir feia ou inferior apenas porque um cara branco não queria ficar comigo. Aí, eu já sabia como o racismo funcionava, eu já refletia sobre isso. Não é que ele tinha parado de funcionar comigo, mas eu já tinha mais de 25 anos e ele não me atingiu como atinge as meninas e adolescentes negras, naquela fase em que a gente só precisa se apaixonar e quebrar a cara por mil coisas, menos por causa de coisas como racismo e questões de classe.

Aí comecei a pensar sobre isso e descobri coisas. Que eu me lembre, assim, de cara, todos os homens brancos que eu conheci na minha vida – TODOS – tinham uma situação social econômica melhor que a minha e que a de meus amigos e namorados negros. Assim, estes meninos (eu não consegui escrever homem aqui, deixei como veio) sempre tiveram um melhor suporte das famílias para se tornarem quem são. Suporte financeiro, mas também mais carinho e uma base emocional mais sólida, com mães declarando amor e a necessidade de tê-los perto, o que mudava substancialmente o modo como eles se colocavam nas relações comigo.

Me vi pensando nisso agora porque antes de me relacionar com um homem branco – eu tive um namorado branco apenas – e conhecer alguns outros, eles não eram referência para mim. Durante toda a minha vida, foram os homens negros que constituíram a imagem de homem que eu tenho na minha cabeça. Os homens negros eram os piores e os melhores, não havia comparação com outro grupo racial. Isso tudo eu tou sabendo agora, depois de muito tempo vivendo sobre a terra e percebendo que todas as minhas referências mais próximas foram sempre de pessoas negras. Assim, esperava que o homem branco que eu conheci melhor fosse HOMEM como eu achava que um HOMEM TEM DE SER. E aí me peguei perguntando, será que eu não estava sendo sexista ao dizer que eu esperava UM jeito de ser HOMEM? Me perguntei e descobri uma resposta.

Basicamente, assim como eu penso de mulheres, para mim os homens são HOMENS QUANDO SÃO pessoas que tomam as rédeas de sua própria vida. Isso pode acontecer de várias maneiras, não há um só jeito de ser HOMEM e não precisa usar azul, arrotar na mesa ou falar palavrão. Pode usar echarpe e brinco nas orelhas, pode usar rosa e chorar. Mas para ser homem, assim como para ser mulher, eu sinto que é preciso enfrentar a vida (inclusive, conheço HOMENS NEGROS GAYS e digo que não conheço HOMENS BRANCOS).

Passei a ver homens brancos como não-homens porque todos que conheci pareciam não ter crescido, não por nenhum outro estereótipo como serem mais delicados ou coisa do tipo. Não consigo desejar esses rapazes porque gosto de gente que eu posso admirar, e não admiro gente sem coragem de enfrentar as coisas, homem ou mulher (prova disse que minha paixão atual é Claressa Shields. Meu desejo por ela não é sexual, mas um desejo que envolve força, energia, tesão de viver). Descobri assim que homem branco, diferente do que muita gente diz por aí, não me atrai. Quando isso acontece, é porque ele tem características que admiro, como coragem pra enfrentar a vida, o que pra mim, é coisa de homem preto que, querendo ou não, foi jogado nesse mundão aí sem nenhum manual de sobrevivência. Curiosamente, quando presto atenção em homens brancos, é quando eles tem características de HOMEM que, para mim, são os negros (percebo também que quando dou trela para um deles, tem a ver com a relação de poder que se estabelece ao estar sendo cortejada por um deles e, mesmo que isso não envolva desejo sexual, é excitante). Tudo isso demonstra como raça importa.

Num primeiro momento, entendi que essas qualidades poderiam fazer os homens brancos mais “sensíveis”. Mas não era bem sensibilidade o que eles possuíam. Eles não aguentavam certas coisas, certos perrengues, porque aqueles que eu conheci nunca tiveram de passar por eles, tinham um suporte que de certa forma não os ajudavam a descobrir quem eram e a prosseguir nessa longa estrada de aprender mais sobre eles mesmos e se verem em situações de adversidade – que nem precisa ser não ter grana ou não ter amor, mas pode ser sei lá, algo como enfrentar a morte de um ente querido ou ter coragem para ir naquela entrevista chata de emprego.

A falsa impressão de possuírem mais sensibilidade inicialmente me conectou a eles, porque imaginei que ser mais sensível conteria uma centelha de reflexão sobre a condição da mulher e em especial da mulher negra, algo que alguns homens negros não possuíam – pelo machismo, sexismo e racismo que infelizmente nos consome. Eles não precisavam ser machões, poderiam chorar e continuar sendo homens sem serem questionados como os homens negros, eu achei que esse privilégio de ser homem branco poderia nos fazer encontrar, no meio do caminho havia sensibilidade e acolhimento, havia acolhimento e sensibilidade no meio do caminho. 

Ledo engano. Porque isso que chamei de sensibilidade não é bem sensibilidade... É alguma coisa que tem a ver com o fato de não terem necessitado crescer e enfrentar a vida, por terem o suporte da mamãe e da família, às vezes. Continuam adolescentes, presos à barra da saia da mamãe (para os homens brancos que não tiveram nada disso, não posso opinar. Como eu disse, estou falando dos que eu conheci. Não havia nenhum entre eles que tinha sido, por exemplo, uma criança indesejada. Mesmo que isso tudo possa ser contestado, o que eu estou querendo dizer aqui é que, para mim, homens brancos que fugiram a esse modelo não estavam agindo como homens brancos e é aqui que reside a diferença de análise).

Claro que meus modos de ver homens e mulheres tem sexismo e machismo no meio, não duvido. Mas existe algo nisso tudo que escapa às definições que temos sobre o que é ser homem e o que é ser mulher: estou dizendo que, para mim, nas minhas relações interpessoais, ser HOMEM não é ser homem branco (e isso muda tudo, altera o que dizem por aí. Mas eu sei que tem mais gente que sente coisas parecidas com as minhas). Não tenho dúvidas que o sujeito universal seja o homem branco, mas é certo que eu consegui dissolver em parte sua presença na minha vida cotidiana. Ao tornar o homem negro HOMEM, eu também não resolvi nada, apenas sinto que consegui, 35 anos depois da minha existência, promover uma rotação de perspectiva emocional. 

Acho que isso só foi possível porque vivi muito tempo entre as pessoas que pareciam comigo, sem buscar referências em coisas fora do meu contexto. Eu conheço homens negros que admiro e uns que não, mas a verdade é que essa visão me faz humanizá-los, vê-los como pessoas, não esperar deles apenas violência ou sacanagens. São pessoas, com os erros e acertos de ser. Quando gosto ou desgosto, não é em relação ao que eles poderiam ser se fossem brancos, mas o que poderiam ser se pudessem ser visto como pessoas (e é lógico que eu sei que a branquitude é um dos lugares em que se pode acessar a humanidade em nossa sociedade racista, só estou dizendo que acho que pouco a pouco, eu consegui ver os homens negros também como um ponto de conexão). Acho que é por isso também que ainda acredito no amor (e estou completamente apaixonada por um deles agora mesmo).

(com isso tudo, quero dizer que entendo que a luta feminista negra só será possível de ser feita junto com os homens negros, acreditando que eles, assim como nós, precisam ser amados).



domingo, agosto 21, 2016

Todos se van.


Filme péssimo, propaganda anti-Cuba e revolucionário burguês demais pro meu gosto.

Science launches the 2016 ‘Dance Your Ph.D.’ contest


Jun. 2, 2016 , 8:30 AM


Calling all scientists! We want to know what your Ph.D. research was about. Or, if you're a current Ph.D. student, what are you working on now? But forget the PowerPoint slideshow. We don't even want to hear you talk. We want to see you dance.

The ninth annual Science/AAAS Dance Your Ph.D. contest is open! Got a free weekend this summer? Get together with your friends and labmates and make a dance video. It can be any style, from ballet and breakdancing to your own highly abstract interpretive dance. The final product should be not only fun to watch but helpful for others to gain an understanding of your scientific research. If you can pull that off, you can win a portion of the $2500 cash prize.

The deadline for submissions is 30 September. To enter the contest, and to see examples of past winners for inspiration, visit the contest homepage.

Good luck, scientists. Get your #DanceYourPhD on!

Mais aqui.

sexta-feira, agosto 19, 2016

T-Rex.


Estou completamente apaixonada por Claressa Shields. Hoje, quando ela se torna campeã olímpica pela segunda vez, aos 21 anos, eu fico ainda mais feliz. Linda. Maravilhosa. Doce e forte, não necessariamente nessa mesma ordem.

domingo, agosto 14, 2016

sábado, agosto 13, 2016

sexta-feira, agosto 12, 2016

domingo, agosto 07, 2016

quarta-feira, agosto 03, 2016

segunda-feira, agosto 01, 2016

sexta-feira, julho 29, 2016

quinta-feira, julho 28, 2016

segunda-feira, julho 25, 2016

sábado, julho 23, 2016

Leonera.


Capitais sem capital.

Eu conheço:
Salvador
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Aracaju
São Luís
Fortaleza
Belém
Porto Alegre
Curitiba
Recife
Maceió
João Pessoa
Goiânia
Cuiabá
Campo Grande
Florianópolis
Santa Catarina

Eu não conheço:
Brasília
Natal
Teresina
Boa Vista
Rio Branco
Manaus
Vitória
Palmas

quarta-feira, julho 20, 2016

terça-feira, julho 19, 2016

Nina.



Menino 23.


A tese que deu origem ao filme tá aqui.
É preciso fazer um cadastro básico, mas rola.


sábado, julho 16, 2016

Grada Kilomba - Entrevista (em inglês).




Realmente, saber mais línguas é sempre tão bom. Não aprendia inglês por achar que era imperialista demais pra mim, mas um amigo moçambicano que eu tanto amo me libertou. Disse isso pra ele e ele falou no ato:
- Imperialismo? Mas o português também é uma língua de exclusão, você sabe falar tão bem que até pensa que é nativa. 
Me libertei, estou aprendendo inglês e vendo entrevistas como essa. 
O inglês é só mais uma língua de exclusão. Como todas as outras que eu sei.

Grada Kilomba (tome e receba).


Enquanto eu escrevo, por Grada Kilomba.



Eu trocaria o "enquanto eu escrevo" por "enquanto eu amo".

quinta-feira, julho 14, 2016

Shine, Blitz the Ambassador.


Assisti umas dez vezes. Assista umas duas e já vais ser feliz por toda a vida.
A gente passa quatro anos tentando escrever uma coisa bonita e vem alguém e diz tudo que você quer dizer em um passo, um gesto, um olhar.

segunda-feira, julho 11, 2016

Votação em Campanha para Alojamento no Porto.

Em 2013, iniciei o doutorado em Educação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e desde sempre tive a intenção de realizar um semestre de estudos fora do Brasil, para aproveitar ao máximo o tempo em que estivesse realizando a pesquisa do doutorado! No mestrado, estudei as trajetórias profissionais das professoras negras de educação infantil da cidade de São Paulo, e agora, estou estudando as culturas das crianças de quatro anos de uma turma de educação infantil da Escola Municipal Malê Debalê, escola que funciona na sede do bloco afro de mesmo nome, localizada em Itapuan, Salvador (BA)
Além disso, fui professora de educação infantil durante muito tempo na rede municipal de educação de São Paulo, o que me trouxe muitas experiências e a oportunidade de vencer o 1° Concurso Geledés Planos de Aula em 2013, com um plano de aula realizado na turma de educação infantil em que era professora.
Infelizmente, desde o ano passado houve um grande corte de bolsas para a realização de parte dos estudos de doutorado fora do país (bolsas-sanduíche) e não consegui nenhum recurso para concretizar o desejo de ir para Porto (PT), cidade onde desejo estudar por seis meses, com uma professora que pesquisa as culturas das crianças já há muito tempo (Maria Manuela Martinho Ferreira). Ao saber da bolsa de alojamento Uniplaces, fiquei muito animada e decidi pedir votos a amigos e amigas via rede social e email, o que deu muito certo! Ainda assim, como preciso de mais alguns votos, pensei: “O Portal Geledés é um bom lugar para espalhar aos quatros cantos de nossas comunidades o meu desejo de continuar estudando!”. Assim, aqui estou!
Para conseguir ficar entre as finalistas, eu devo ter no mínimo 1000 votos! Por isso, peço sua ajuda para conseguir esta bolsa que será de grande valia, já que ela custeará alojamento durante os seis meses de estudo, o que não é pouco. Assim que a tese ficar pronta, com certeza, ela estará disponível não apenas no Portal Geledés, mas em todas as plataformas possíveis para download. Além da tese, aceitarei convites para palestras e debates, e também para cafezinhos e chás… 
Para votar, é preciso entrar em http://scholarship.uniplaces.com/en/u/mighiandanae25011 e cadastrar seu email. 
Logo após o cadastro, você receberá um email pedindo confirmação do voto. É só abrir o email e pronto, já votou! É possível votar mais de uma vez, basta ter mais de um email! Assim que receber o resultado, divulgarei ele aqui para vocês! 

quinta-feira, julho 07, 2016

quarta-feira, julho 06, 2016

segunda-feira, julho 04, 2016

Mr. Abrakadabra!

Um curta belezura aqui.

Mr. Abrakadabra!

Assista ao filme, leia o roteiro, comente 7, publique, Ficção, de José Araripe Jr., Duração: 13 min, Plays 13.707
Gênero: Ficção
Diretor: José Araripe Jr.
Elenco: Caco Monteiro, Edvaldo Santos Baba, Fernando Marinho, Haydil Linhares, Hebe Alves, Jofre Soares,Juliana Valente, Maria Menezes, Mr. Yesus Moreira,Paula Hiroe, Teresa Araújo, Zé Ivane, Zeca Abreu
Duração: 13 min Ano: 1996 Formato: 35mm
País: Brasil Local de Produção: BA
Cor: Colorido
Sinopse: Um velho artista já não consegue fazer suas mágicas. Desesperado, tenta o suicídio várias vezes, sem obter êxito. Decidido a morrer a qualquer preço, arquiteta um super suicídio. Porém, algo surpreendente acontece.... 

Esses moços.


E fim.

Foi quando ele disse que meus post no blog sobre homens são todos parecidos uns com os outros que eu descobri que ele quer ficar aqui por muito tempo. 
Só pude gaguejar um "é, claro, fui eu quem escrevi". 
Mas ele tem razão. Não posso mentir que me senti nocauteada por alguns segundos. 

Talvez por isso que a gente esteja junto há um ano e pense em casa, viagens, filhos, filmes e cach..., não mentiras, nada de gatos ou cachorros. 

domingo, julho 03, 2016

sábado, julho 02, 2016

L. A. P. A.


3/2 minutes, ten bullets.


Um homem branco atira (mais uma vez) num rapaz negro e diz que não é racismo, que ele é vítima. Vítima do que? Só se for dele mesmo. E nós, vítimas dele. Os linchamentos dos séculos anteriores não acabaram. 

sexta-feira, julho 01, 2016

A qualquer preço.



Straight Outta Compton.


Tá OK. Vão me dizer que estarei sendo redundante, mas o filme é machista. Dava pra ser MENOS machista, era só querer. Vou listar só duas coisas:
1) A mulher de Dr. Dre e o filho simplesmente SOMEM do filme;
2) Numa outra cena, ANOS depois de estar sendo espoliado pelo empresário, a gente descobre que a mulher de Eazy é contadora ou algo do tipo. Aí ele descobre que está sendo roubado (isso não aconteceria na vida real com uma mulher preta PELO QUE EU SAIBA);
Dava pra ser MENOS machista, porque o rap é mais do que isso.
A fotografia do filme é bonita, os rapazes parecem muito com os caras (Cube e Eazy, demais!) e o filme faz a gente se sentir na pele dos jovens negros que são abordados pela polícia MAIS DE UMA VEZ por dia nas ruas do Brasil! Vale a pena, mas ligue o radar do feminismo e vai achar todas as coisas que eu fiquei cansada de descrever aqui. 

Homem negro, pele branca.



Eu deveria ter escrito isso há mais tempo, mas vou aproveitar aqui, nesse post. Algumas pessoas me contaram que quando estão sem nada pra fazer, vem aqui no blog pra ler o que eu ando vendo. Eu preciso avisar que às vezes eu vejo coisas ruins, e esse documentário é uma dessas tais coisas ruins. O documentário era para ser sobre a história de pessoas albinas na Tanzania, mas se torna um documentário sobre um grupo de médicos dermatologistas espanhóis e o suposto bem que eles fazem a essas pessoas indo fazer cirurgias (leia-se pesquisar) numa cidade do país. 
Eu assisto coisas que não gosto até o fim, e aqui foi o caso. O documentário é ruim (com cenas descartáveis e vergonhosas, como é o caso da exposição sem critério das pessoas no momento da cirurgia), narração péssima (parece aqueles caras que dão notícia de catástrofe na TV') e cheia de tiques típicas de europeus que acham que a gente precisa da dó deles para o mundo ser mais legal. 
Desse modo, aconselho a assistir o trailer e não sair procurando qualquer filme que listei aqui achando que ele é bom. Não que eu não ache que não tenhamos de ver filmes ruins - quando me interessam, vejo todos - mas às vezes, se você quer se entreter, dá uma olhada de novo. E de novo. 

quarta-feira, junho 29, 2016

Bad 25.


Dores.

A gente vai passando os tempos e conhecendo coisas. Gentes, mais gentes. Sente as dores delas também, mesmo quando só é uma viagem de trem. Vai, vem. 

Before Stonewall.



O balão branco.

 
 

sexta-feira, junho 24, 2016

quinta-feira, junho 23, 2016

sábado, junho 18, 2016

Ilegal.


(Entre)

(eu queria escrever uma coisa bonita e romântica sem parecer boba ou piegas, não consegui. decidi então ficar entre. Entre nós, entre os parênteses, entre)

sexta-feira, junho 17, 2016

Favela.

Bom saber das coisas, saber como foi e como será. Assistindo esse vídeo, aprendi mais ainda.

quarta-feira, junho 15, 2016

terça-feira, junho 14, 2016

segunda-feira, junho 13, 2016

terça-feira, junho 07, 2016

sexta-feira, junho 03, 2016

Ilha das flores depois que a sessão acabou.


Vale a pena conferir a entrevista do diretor Jorge Furtado à época. Procura por Jorge Furtado nesse site, matéria "Ilha das flores depois que a sessão acabou".
Quem nunca viu Ilha das Flores, lá vai:

Casa de Insetos.


Casa de insetos, desejos de criança
Como as crianças se relacionam? O que elas pensam? Essas parecem ser as perguntas que guiaram a realização do curta Casa de Insetos de Fernanda Heinz, extraído das 500 horas de gravação feitas por 04 anos numa centro de recreação infantil de classe média alta na zona oeste de São Paulo, para a produção do longa-metragem Sementes do nosso quintal. Apesar do espaço não ser reconhecido pela secretaria municipal de educação de SP como escola por não adequar-se às normas técnicas de estrutura e funcionamento aplicada a todas as escolas da cidade, ele existe há mais de 40 anos. A contradição é ainda maior quando lembramos que a palavra escola, do grego skhole (σχολή), pode significar também lazer, termo bastante associado ao brincar das crianças. E não é justamente isso que se faz ali, nos mostram as cenas?
Além do Casa de Insetos, Fernanda Heinz é diretora de mais dois curtas, chamados Música e Festa do Divino. Todos eles surgiram a partir do mesmo material. Em todos eles, a ideia é o registro cotidiano das crianças que frequentam o lugar. Especificamente no curta Casa de Insetos, a diretora debruçou-se sobre uma casa feita pelas crianças de 04 a 07 anos numa área externa da escola durante um semestre letivo. Com uma trilha sonora que inclui Villa-Lobos, Bach e Chico Buarque, captada em recitais realizados por musicistas parentes das crianças frequentes à escola, a câmera posiciona-se mais baixa, ora nos mostrando um ponto de vista que sugere ser o mesmo das crianças, ora nos fazendo encará-las frente a frente. Recurso bastante utilizado quando o assunto em pauta são as crianças, como no caso do filme francês Bebês, de Thomas Balmes ou no curta O fim do recreio, de Vinícius Mazzon e Nélio Spréa. Por conta dessa escolha, a diretora conta que houve a aquisição de um banco de tirar leite, para adaptação das pessoas que seguravam a câmera. Com o aumento de produções cinematográficas que privilegiam o ponto de vista das crianças há que se pensar se não seria já a hora de serem produzidos instrumentos de trabalho pensados para esse fim.
Um outro fato que chama a atenção é que, em que pese a diversidade presente nos recursos materiais disponíveis para as crianças terem contato na escola, não vemos nenhuma diversidade nos recursos humanos presentes no filme: todas são brancas e a maioria loiras, aparecendo apenas duas ou três crianças com alguma ascendência japonesa. Poderíamos nos perguntar se essas crianças, na escola, estão realmente vivendo um mundo real, apartadas do convívio com um mundo de pessoas diferentes delas. Lembrei-me imediatamente do filme Apenas o começo, dos diretores franceses Jean Pierre Pozzi e Pierre Barougier, lançado em 2010. Partindo das aulas de filosofia ministrada por uma professora de uma escola de educação infantil pública em Le Mee-sur-Seine (interior da França), o filme mostra crianças de todos os lugares do mundo expressando suas opiniões sobre temas espinhosos como morte e racismo. Logicamente, este não é o objetivo do curta em questão. O que me incomodou foi sentir-me mais próxima do filme francês, em termos de representatividade.
A casa, que talvez não seja só de insetos para as crianças, vai sendo produzida com pedras, por folhas, terra e brinquedos, materiais extraídos do entorno das crianças. O curta mostra estas alterações sendo feitas mês a mês, além das intensas negociações que as crianças faziam entre elas para mantê-la de pé ou modificá-la. Há muita conversa entre as crianças durante as cenas, mas ela não parece ser a tônica do filme, já que com as sobreposição de vozes e sons elas fiquem em segundo plano. Esse também foi um recurso utilizado no filme Território do Brincar, de Renata Meirelles, que por sinal aparece nos créditos como consultora do roteiro. Neste, as imagens são o que mais importam, e as crianças brincando ao redor do país inteiro diz muito mais do que qualquer tese sobre a importância do brincar. É possível, ainda assim, compreender que as crianças estão na maior parte do tempo elaborando respostas para elas mesmas sobre as coisas que acontecem à sua volta. E é também o que fazem quando, no mês de novembro, as crianças chegam à escola e veem que a casa não está mais lá. Elas conversam entre si e pensam nas principais possibilidades, mas nenhuma delas imagina o que realmente aconteceu. Talvez porque, por algum tempo, as crianças tenham acreditado que seria possível ter suas opiniões respeitadas ali, num espaço  que se pretende menos impositivo. Ao fim e ao cabo, Num mundo ditado pelas/os adultas/os, para as crianças, a liberdade é um desejo de criança.

quinta-feira, junho 02, 2016

segunda-feira, maio 30, 2016

Super-heroínas negras.

Nem sou muito chegada a quadrinhos da Marvel e da DC Comics mas estava fazendo uma pesquisa e descobri um post no Blog É só mais um falando de moda falando sobre Super-heróinas negrasO texto é adaptação do blog!
Gosto de imagem, por isso achei massa e resolvi divulgar.


Em 1973 A DC Comics apresenta a primeira super heroína Negra da história da HQ, Seu nome é Núbia/ Nu’Bia Criada por Robert Kanigher e Don Heck, sua primeira aparição foi em Janeiro de 1973 na edição Wonder Woman – vol. 1 # 204


Depois da aparição da Núbia, é claro que a Marvel não poderia ficar atrás e em agosto do mesmo ano a Marvel cria Deadly Nightshade, apresentada na capa da revista do lendário personagem Capitão América.  


Depois de Deadly Nightshade, a Marvel não parou por aí e em março de ano seguinte ela cria a primeira Mulher Aranha! Ela é Negra e a sua aparição acontece na edição de Spidey Super Stories #6 de 1974. Criada por Jean Thomas, Winslow Mortimer, Mike Esposito e Tony Mortellaro Baseado no roteiro de Sara Compton, Spider Woman é o Ater Ego de Valerie.

Curioso é que nenhuma dessas super-heróinas viraram filme... 

domingo, maio 29, 2016

sábado, maio 28, 2016

quarta-feira, maio 25, 2016

terça-feira, maio 24, 2016