Você que me lê, me ajuda a nascer.

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Presente.

Ganhei de presente o livro "A Contagem dos Sonhos", o novo livro de Chimamanda Adichie. Fiquei toda boba e lembrei que faz tempo que eu não ganho livros, a não ser de mim mesma (enquanto conversamos, uma cesta de compras de dez livros me espera para saber quando a finalizarei). Olho para ele e penso: o livro é o meu melhor amigo, não tenho como pensar outra coisa. 

Viajei para o México, levei três livros e um Kindle com mais dois na agulha, voltei com mais cinco livros. Para que isso? Me dá um conforto danado estar rodeada de livros, é uma coisa que faz parte de mim faz muito tempo, ler sempre foi algo que me salvou de coisas que ainda nem sei o nome, então ler sempre vai estar aqui. 

Eu sei que posso estar com eles por muito tempo e não me sentir sozinha, esperar o vendaval passar. Eu sei, eu já passei por isso algumas vezes e o que ficou foi a lembrança de que naqueles dias, consegui terminar um livro de 900 páginas ou coisas assim. Eu sei, eu sinto que os livros, as histórias, elas sempre vão ficar aqui e assim eu sempre as escolho, porque elas nunca me abandonaram.

Essa certeza me faz olhar para um livro de presente e pensar que sim, a vida pode e é bonita, a vida é porque existem livros. 

terça-feira, dezembro 30, 2025

Roda Viva: João Gomes.


 

Andressa Urach VS 31 cristãos.

 Esse foi um dos melhores entretenimentos que eu vi esse ano. Que ideia maravilhosa essa daqui.

segunda-feira, dezembro 29, 2025

Prisioneiras do Espelho: um guia de liberdade pessoal para filhas de mães narcicistas, de Michele Engelke.


Publicar esse livro aqui já diz muito sobre a gente. Eu só cheguei a esse conteúdo porque comecei a pesquisar sobre o tema e identifiquei muita (mas muita) coisa mesmo presente na minha vida desde sempre. 

Uma dor, mas agora eu sei o nome. Ainda dói, mas tem um frescor da esperança de dias melhores só por saber o nome, só por poder dizer o nome e por ordem nas coisas aqui dentro da minha cabeça. 


 

sábado, dezembro 27, 2025

Lulu vai para a escola, de Anna Mquinn.


Amo os livros dessa série.


Anna McQuinn



 

O quarto de Giovanni, James Baldwin.


Senti angústia quando pensei no quarto de Giovanni. Por vezes acreditei que toda a homofobia e o medo de não ser heterossexual ou estar fora da norma não poderia caber dentro dele e poderia explodir o mundo. Achei que a vida de Giovanni estivesse em risco, mas não apenas a dela como também a do rapaz que  só consigo imaginar como um homem branco de olhos azuis cor de céu. Já Giovanni, quando eu pensava nele, para mim só poderia ser James Baldwin, ainda que ele seja estadunidense, tal qual o homem branco descrito no livro. Minha mente tinha de fazer malabarismo para a história caber na imaginação que teimava em querer dar as cartas na leitura do livro.

E que livro. Vale muito a pena ler. Demais.


James Baldwin



 

Casamento às Cegas: Suécia, T1.