
Você que me lê, me ajuda a nascer.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Somos feias, mas estamos aqui.

domingo, janeiro 17, 2010
Sem título.
A questão parece ser: somos o que dizemos ser? O que escrevemos?
Somos o que pensamos ser ou o que pensaram sobre nós?
Fico pensando, pensando... por que eu realmente não sei se é só isso ou tem algo mais.
Acho que depois que entendi que o que importa é o método, o meio, e não a mensagem, as coisas ficaram mais simples.
Mas, ainda assim, não sei quem sou. E isso agonia de vez em quando.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Pezinhos.

Tana.
Encontros.
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Terreiro de Mãe Stella sofre assalto em São Gonçalo do Retiro.
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quarta-feira, janeiro 13, 2010
Sabe?
Sabe como chama o sorvete de chocolate com pedaços de chocolate? Chocolate africano.
Sabe como chama saudade de uma pessoa só? É vontade.
Sabe o que eu tenho? Não é preguiça, é lassidão. E eu me entrego tanto...
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Do jeito que sua nega gosta.
Hoje não fiz nada o dia inteirinho que deus deu. Não fazer nada é ficar em casa, escrever cartas e textos, dormir, dormir, comer, conversar com mainha. Não ir à praia, enfim, nem cinema. Nem amigo chamando para ir ao Pelourinho. Isso incomoda um pouco, mas incomodava mais no começo das férias. Me sentia meio inútil. Mas a gente acostuma com o que é bom. Ficar sem fazer nada. É bom ter algo para fazer - eu queria ser escritora por que sonho que algum dia na vida eu poderia ficar só escrevendo na maciota, nada tipo mil livros por ano, miacoutamente falando - é bom não fazer nada para fazer o que quiser.
Mas quero ser diplomata.
Escritora.
Cantora.
Dançarina.
Professora de pilates (inspirada no filme As Leis de Família, de Daniel Hirzman).
Eu escrevi certa vez um conto quando estava aqui em Salvador. Perdi o rascunho. Era um texto sobre mangas e desejo. Manga è sempre bom para falar de desejo, vai saber. Mas eu morava em outra casa. Era outro calor e outro jeito de sentir o mundo. Aqui não sinto a mesma coisa. Se um dia encontrasse o rascunho... lembro vagamente da sensação quando escrevi o conto, um dia, se ela passar por perto, aprisiono o sentido e tento escrever coisa parecida. Là era tenso, aqui è mais calmo. Mas nem por isso menos desejo.
Fui eu quem parei para enxergar outras coisas. E o desejo mudou.
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Minha vó diz:
minha fia, como passou de ontem pra hoje?
Eu lembrei do Ano-Novo. As pessoas me perguntam como a gente passou a noite do ano-novo e eu digo
dormindo
Elas não gostam muito. Em qualquer outro dia do ano, seria comum.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
As plantas de Dona Lindú.
Uma cena no filme Lula, o filho do Brasil me fez chorar. Nada não. É a hora em que Dona Lindú recebe a notícia que seu filho Ziza foi preso. Ela está fora de casa, num pátio externo, lado esquerdo da casa. Ela chora, e na sua frente, muitas plantas. Fiquei pensando na doçura da cena, por que essa coisa de ter planta em casa parece coisa de antigamente. Muitas plantas eu digo, e não uma plantita aqui ou ali. Pensei como a cena foi montada, quem deu ideia das plantas, a feliz ideia, agora o filme vai, pensei eu, digo, emplacou, não ficou fake nem apelativo, é só ela chorando e as plantas, entendam o que quiserem, fui eu quem entendi assim. Talvez ninguém ligue para isso. Talvez apenas eu perguntasse isso numa entrevista coletiva com o diretor. Talvez nem ele soubesse responder.
Fiquei emocionada só por que lembrei de minha mãe – hoje ela voltou para casa serelepe por que encontrou uma muda de uma roseira na rua dando sopa, veio trazendo animada me contando como é que a planta vai crescer, onde vai por, detalhes. Fiquei lembrando da minha casa cheia de plantas. E como essa cena diz muito sobre Dona Lindú e Caetés. Em Pernambuco e Bahia, em pessoas que gostam de plantas e não, isso não é bobagem.
Quem cresce vendo planta e bicho crescer não consegue se desvencilhar disso fácil. Tenho por perto pessoas que são assim, que saem da roça e substituem o bode que criavam por algum animal doméstico – fiquei surpresa quando uma aluna minha de seis anos disse que tinha uma galinha que se chamava Brenda –, vão se arranjando com essas mudanças que a cidade grande traz, para não empedrar o coração, para não esquecer de vez como é a canção e a história com final feliz.
Eu cá no meu canto fico me perguntando quando e onde foi que a gente perdeu essas coisas todas. Esses costumes, conexões. Fico me perguntando também onde viveram quando crianças as pessoas que hoje acham tudo isso uma grande bobagem e não veem sentido na vida. Bom, não ver sentido na vida pode até ser compreensível para alguém que pensa assim.
Aproveitando o ensejo, vem aí O Jardim das Folhas Sagradas, de Pola Ribeiro.
terça-feira, janeiro 05, 2010
A-pegação.
Me apego, me apego. Números, cadeiras de cinema, copinhos de café. Presenticos, adesivos, pedacinhos de papel, letras. Sou uma romântica inveterada, embora não acredite no amor. Sou uma velha rabugenta também. Não me peçam para trocar o número do meu cartão de dois anos atrás – eu quero que seja o mesmo –, quando me roubaram a bolsa dentro de um restaurante eu fiquei triste por que minha carteirinha de natação mudou, minha identidade também, tinha foto de 10 anos atrás, tinha uma história, entende? Agora é desde 2009, e não tem graça nenhuma. Respiro fundo, eu que falo tanto em mudanças, me apego, me apego. Gosto dessas coisiquinhas por que talvez me lembrem mesmo com as mudanças todas de vida, de amor, de paixão e cidade, eu ainda continuo aqui, são minhas referências, mesmo café Bahia, mesma sandália de couro, nesse pedaço de papel sou eu e meu amigo de anos atrás, tenho medos de me dissolver.
Por que não, eu não sou forte. Ligo pra ele e minto coisas. Digo que estava meio alta. Mas resisto. Agora não faço mais isso não. Nem é porque mudamos de ano. É que digo para mim que criei vergonha na cara. Mas acho que criei mesmo. Num chora pelo que tu nunca teve, fia.
Escrever melhora. Conversar também. Mas tem gente que não gosta de conversar. Mainha gosta. Tem horas que eu não gosto. E aqui eu aprendo a conviver com essa diferença toda, dividir coisas e casa e quartos e computadores. Não é fácil. Mas é gostoso. É gostoso ter tentado e conseguir, outras vezes não conseguir. Esse balanço todo de tudo embala a vida. A gente quer ir dormir contente do serviço feito, mas nem sempre é possível. Aí tem o outro dia que tem mais coisas para se fazer. E você esquece da dor de ontem. Das decepções e das coisas que tinha para fazer. Tem coisa que era para fazer ontem. E ontem já foi... não dá vontade de fazer mais. Acontece.
Aliás, parece que a vida gira sempre nessa toada. Drummond até já disse isso. Vaievemviraporquetornaahistóriaésemprequaseamesma. Amor, ódio e uma pitadinha de inveja. Às vezes é só amizade. Acho que é a parte mais legal de tudo. Se você conseguir isso, bata palminhas e seja feliz.
domingo, janeiro 03, 2010
vintedez.
Não sou nacionalista. Matar e morrer pela pátria. Mas não gosto dessa classe mé(r)dia imbecil – perdoem-me a reiteração – que vive a falar mal do Brasil. Que aqui não presta, que as coisas não funcionam, essas coisas. Que nos EUA as coisas são assim, na França são assado... dá vontade de responder que eu gosto de cozido, principalmente o que mainha faz, mas fico na minha. As pessoas tem direito de falar o que pensam, eu mesma não falo aqui, não falo por aí quando me dá na telha?
Também não sou louca e digo vaiembora assim do nada. Mas as pessoas parecem que não sabem das coisas e não lembram que o Brasil teve a constituição de 1988 feita de um modo que nunca foi feita uma constituição no mundo, utilizando a tecnologia mais acessível da época – a tv’, como ainda é hoje – para divulgar o que estava acontecendo e como as pessoas podem participar.
E depois falam mal do Lula. Eu não tenho medo de falar que gosto dele, mesmo muita gente apontando os grandes erros que ele fez. Mas é comodíssimo – quis escrever comodíssimo mesmo, e não comodismo. Aliás, esse blog é revisado. Qualquer erro gramatical será sempre intencional –, a classe mé(r)dia adora aproveitar os bancos de universidade pública para virarem críticos de qualquer coisa, inclusive crítico do governo. Tem jornalista por aí que acha que isso é até mesmo um trabalho digno, de plantão nas escorregadas do Lula ou coisa parecida. Esqueceram-se que o presidente sociólogo com cátedra não-sei-aonde-e-não-me-interessa não abriu uma universidade pública em oito anos de mandato e ainda abriu as portas para que empresários como Ormetto (barão do café de Araras) dominasse o ramo educacional com essas unijoana, unipaula e unifernando – com o perdão a quem tem esses nomes – da vida. Se é preciso um presidente analfabeto para que a gente tenha universidades públicas abertas, filho de pobre chegando à universidade, espero que a/o próxima/o seja indígena e não tenha aprendido a escrever, quem sabe assim a gente recupera uma de nossas línguas-mãe, o tupi guarani, coisa que o Paraguai que é bem menor que o Brasil e teve metade de sua população masculina assassinada por nós conseguiu fazer com muita coragem e respeito às tradições, além de enfim, fazer a classe me(r)dia entender que sim, não se deve governar para os ricos, já que estes, quando a bomba estourar, tem jatinho para voar para Marte.
Ah, e não é chique falar que gosta do Lula também, sabe, em roda de amigos. É pobre, é out, é brega. É a burrice da classe mé(r)dia que quer contaminar o proletariado, empregadas domésticas que não entenderam ainda que elas são bem mais importantes que seus patrões e ficam repetindo as asneiras deles. Elas tem pena. Mas um dia, não terão mais. Ihaveadream, eu diria.
Filmes apelativos à parte – para o qual Lula vetou subsídios públicos, diga-se de passagem – eu gosto dele. E não tenho a mínima vergonha de dizer isso.
Engraçado, mas essa matéria aqui não foi capa de jornal...
quinta-feira, dezembro 31, 2009
31 de dezembro de 2009.
Gostando ou não, a gente acaba um monte de coisas quando o ano acaba. A gente programa para não fazer algumas coisas, para fazer um monte de coisas novas, a gente se promete. Mas nunca dá. Por isso, não fico paranóica com projetos para o ano seguinte. Vou devagarzinho vivendo. Acho mesmo que seria ótimo se na noite do dia 31 de dezembro todo mundo ficasse em silêncio, nas suas casas, como nos outros dias. Dormindo, lendo, cozinhando, sei lá, mas em silêncio. Ia ser bem diferente, divertido.
Essa coisa de Ano-Novo põe a gente numa expectativa e tal, acho até gostosa essa sensação que dá de recomeço. Mas ela não pode ser falsa. Muitas vezes é só fogo de palha e aí não tem graça nenhuma. Toda hora a gente pode recomeçar, pode perder e ganhar, desculpa, por favor, licença e obrigada. Tem coisa legal acontecendo o tempo todo, tem coisa que não espera 2010 chegar, sempre tem coisas.
E eu gosto delas.
Fico aqui pensando nele por estar aqui. Essa cidade cheira a saudade. Aí vem saudade de muitas coisas que eu finjo querer muito, até para querer voltar mais depressa. Eu construo os sonhos também, eu minto até para mim, para que pareça bonito querer alguém como quando eu era adolescente, ler poesia, lambreta e cerveja e ele na cachola. Combina mais. Mas ele nunca vai entender, e nem quer, e acho que nem eu, e talvez fim. Talvez exista só para escrever palavras desesperançadas, para mexer as coisas aqui dentro e botar perigo na vida, a gente sempre gosta de um pouco de perigo, aventura e desejo, excitação. Só não entendo por que ele me toma assim, arremata, arrebata. E não me redime. É simplesmente constrangedor esse sentimento. Mas é só para mim. E eu tenho certeza que por isso, nada acontece. Eu nem fico mais ansiosa. Eu fico sem entender só a sensação de que não precisava ser assim, que eu vou conseguir resistir, mas eu venho aqui e ele me toma de novo, e sempre, e mais. E sempre e mais, e nunca é diferente, por mais experiência que eu tenha na vida, por mais historinhas que eu colecione, é sempre a mesma droga de sensação de que poderia. Essa hesitação da angústia, essa poesia do gostar. É mais forte do que eu.
Tento não fazer nada além de pensar e escrever aqui. Mas às vezes, me perdoem, eu não consigo. Tento não estar presente, sair de fininho, sem proposições. Mas, creiam, é difícil. Igual bicho-de-pé de Gena Guimarães em A Cor da Ternura (livro): fica ali, coçando, e quando ele morre a gente sente falta, e quer coçar, é uma coceguinha boa de sentir, e depois, ele está ali, ao meu dispor, minhacoceguinha. Egoísmo? A gente nunca sabe amar mesmo. Desvontades.
Someaparecesomesomesomesomeaparecesorrisomesomesome!
Some... (!)
terça-feira, dezembro 29, 2009
godozinho.
Acabei de receber a ligação de um amigo. Nos veríamos numa praia aqui no interior da BA. Ele me liga e ouço barulho de metrópole. Me assusto. Voltou correndo pra São Paulo, a empresa chamou-o de volta no meio das férias – coisa que para mim só acontecia com executivo ou gente rica –, pagou a passagem dele por que só ele saber fazer uma coisa lá para eles. Ele tava zangado, mas orgulhoso. Imaginei o sorriso escondido nos becos da zanga. Ficamos conversando quando é que enfim iríamos conseguir nos ver. Cruzamos as agendas nos próximos dois meses para saber se enfim teríamos paz.
Aí caímos de lembrar nossa adolescência juntos andando de skate numa cidade pequena no sertão da BA – eu nunca me esqueci o shape que ele destruiu, mas acho que hoje um jantar paga tudo – quanto tempo, quanta coisa mudou. Me emocionei também por que fico pensando no quando somos importantes para a “locomotiva do Brasil”, mas ainda assim, somos vistos por muitas pessoas como micos de auditório – olha lá como ela anda/fala engraçado, baiano é sinônimo de gente brega – e ninguém nem imagina que ainda hoje, 29 de dezembro de 2009, as pessoas nos ligam, nos chamando para trabalhar nessa cidade que não para, não para, não para. Se antes era para construir o prédio, acho que talvez agora seja para fazê-lo funcionar. Mas ainda não nos deixaram em paz.
Esse post é em nossa homenagem, godozinho.
domingo, dezembro 27, 2009
Olha a minha cara descarada.
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Mainha e cinema.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
terça-feira, dezembro 22, 2009
Casamento.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Chuva e lotações.
Pequena Princesa.
O Pequeno Príncipe e nossa desleitura.
domingo, dezembro 13, 2009
Vá.
Ruth de Souza e a infância.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Abacaxi.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Outros feminismos.
Não, eu não quero. O feminismo que “nasce” com a sociedade capitalista só me trouxe problemas. Prefiro outros feminismos. Aquele da mulher que entende da luta, mas não acha que seu trabalho numa empresa é mais importante que o daquela senhora que ela contrata para ser sua empregada doméstica. Por que agora ela é uma “mulher independente” e não pode mais ocupar-se das “tarefas de casa”.
Ora, mas de que casa a gente está falando? Da casa dela! Se a casa é dela, as tarefas deveriam ser também, não? Pois sim, esse feminismo de araque só serve para que a máquina do capetalismo continue funcionando a todo vapor, e desse eu não gosto.
Fico bufando de raiva contra essa mulher que nasce com o capetal que se acha “a” gostosona e não sabe que os homens adoram o feminismo, contanto que dê mais lucro para eles! Ainda bem que existem outros feminismos.
O que não se divide pela classe social. O que entende que ser mulher não é trabalhar fora, cuidar da casa, dos filhos e do filho grande que é o marido – que dá mais trabalho por que já vem criado por outra mulher e cheio dos costumes demora mais a entrar no jeito. Se ser mulher é isso aí, desisto de tudo e vou-me embora. Se antes já fazíamos muito, cuidando da casa e das crianças e do marido, agora para ser mulher tem que trabalhar! E tem mulher que se gaba, acha mesmo que é isso aí, sua função é ser multi. Não pode ter tempo pro não fazer nada, acordar tarde e pensar na vida: ser mulher é ser tudo que era antes, com mais algumas qualidades: prover a casa e não fazer cara feia na hora do vamos ver. Entre a cruz e a caldeirinha, pulo fora e tomo banho de água fria.
Pior ainda é se as mulheres negras, historicamente já vistas como empregadas de forno e fogão, entrarem nessa paranóia e acharem que para ser mulher no século 21 precisa passar por essa bateria de exames. Entrarem nessa loucura de quererem ser “as melhores”: e as melhores, nesse caso, só alimentam a chama do capetalismo.
Ser mulher é respeitar seu corpo. Seu tempo. Seu compasso. Ser mulher é isso. É ser.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Mudança.
terça-feira, dezembro 01, 2009
Gravidez.
sábado, novembro 28, 2009
Sábado.
sexta-feira, novembro 27, 2009
Horário de Verão.
quarta-feira, novembro 18, 2009
domingo, novembro 15, 2009
Declaração de Amor.
sábado, novembro 14, 2009
Acarajé.
terça-feira, novembro 10, 2009
Futuro.
domingo, novembro 08, 2009
Chore a chuva.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Arruda.
Besouro?
domingo, novembro 01, 2009
Pessoas e caixas.
quinta-feira, outubro 29, 2009
quarta-feira, outubro 28, 2009
Epifania.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Aniversário.
Vou fazer 29, e, pela primeira vez, me peguei fazendo lista de presentes.
Nunca liguei pra presente, mas esse ano, defini presente assim: "tudo aquilo que você quer, mas acha supérfluo demais para comprar". Mas, contraditoriamente, na minha lista - que só vai ser feita, nunca divulgada - só tem coisa pra usar, nada de supérfluo.
É que na verdade, só descobri agora, faz bem saber aquilo que você gosta. De ganhar, de comprar, de ter, de perder.
É isso.
Balancê.
sábado, outubro 24, 2009
Sara Tavares.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Senhorinhas.
quinta-feira, outubro 22, 2009
Mostra, amostra.
Mulher solteira procura.
sexta-feira, outubro 16, 2009
Angela Davis.
quarta-feira, outubro 07, 2009
avemaria.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Amigos.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Novela.
Morte.
quarta-feira, setembro 23, 2009
Passista.
Ela traz samba dentro dos olhos Um acorde perdido pelos morros No coração swing e cadência Ritimicado e sem falha Abandonei revólver e navalha Pra adormecê no seu batuque Minha preta.
(Akins Kinte)terça-feira, setembro 22, 2009
Racismo.
Eu canto.
Não resisti quando vi essa menina preta
Roubei pra mim.
Lembrei quando mainha penteava meu cabelo pra ir à escola e eu ainda nem sabia que ia precisar usar óculos, precisava sentar bem na frente e minhas colegas lá do fundo reclamavam do meu cabelo, davam risada dos meus pompons. E eu tinha - ou tenho? - um narizinho assim, mainha falava que era
narizinho que o boi amassou
Não sei de onde ela tirava essas coisas. Mas ela é mãe, não precisa se explicar.
Liiiindo.
segunda-feira, setembro 21, 2009
Tudo bem.
Mãe Hilda Jitolu.
Foto extraída do site Ilê Aiyê
domingo, setembro 20, 2009
Tristesse.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Questão.
segunda-feira, setembro 14, 2009
Chuva.
domingo, setembro 13, 2009
Nostalgia.
sexta-feira, setembro 11, 2009
De novo.
Malcolm X.
Eu também posso ser tiete, né? Mas só um pouquinho. Além de lindo, inteligente. Sensível e bem-humorado? Não dá pra ter certeza, mas eu finjo que posso ver isso por detrás das lentes e suspiro, suspiro.
Candidatos a namorado de Migh não precisam ter ciúmes de mais ninguém. Ninguém.





