Ontem foi um dia difícil e eu só queria ficar em casa, cuidando das folhas no quintal e vendo um reality show de música francês (além de tomar café com minhas amigas). Conversamos sobre o fato de que, se o pior acontecer, precisamos ficar juntas. Mas, se o pior acontecer, algumas de nós precisará ir para longe procurar serviço ou trabalhar mais. Ainda assim, fizemos promessas de não desistir do amor.
Elas foram embora e eu disse
O amor vai vencer, gente
Um mantra mais para mim e para elas para aguentar a vida. O que entristece a gente é saber que pessoas como nós votaram em um cara que odeia gente como nós. E por isso acontece? Tem gente que diz que a psicanálise explica, mas eu, como não sou muito chegada em psicanálise, prefiro as respostas da história e da sociologia. Não resolve nada, a gente continua triste, mas pelo menos a gente não morre de ódio por pessoas que parecem com a gente, coisa que é o que mais funciona para nos destruir.
Temos uma chance ainda, ainda que tudo pareça estar contra nós: os números, a história, a narrativa. Temos uma chance ainda e vamos escolher acreditar até chegar o último minuto. Depois dele, a gente reorienta a rota. O importante é que já decidimos o mais necessário: estaremos juntas.
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