Você que me lê, me ajuda a nascer.

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Eu, ele, o sol e o mar.


 

Filho Nativo, de Richard Wright.

 


Tenho resistido bravamente aos shorts e vídeos curtos e tentado voltar a ler com a frequência de antes. Acho que tem funcionado: agora, quando tenho alguns minutos de sobra entre uma atividade laboral e outra, eu penso: o que será que vai acontecer com o protagonista do livro que estou lendo?

Este livro é uma bomba. Me deixou extasiada com as primeiras 100 páginas e quando eu achava que nada mais incrível poderia acontecer, começa a segunda (e a terceira) parte. A história nos prende do começo ao fim e ficamos meio sem respirar, com medo e na torcida por Bigger, ainda que não concordemos com tudo que ele faz ou ainda que nos vejamos nele. Não sei dizer bem, mas eu mais entendo e abraço Bigger do que qualquer outra coisa, eu já vi o olho de Bigger me olhando em muitos lugares por aí, não saberia julgá-lo, mas ainda assim, eu o perdoo.

O autor consegue rechaçar a religião cristã em 1940, num país infestado de protestantes entre as pessoas negras. Só por isso o livro já vale muito, mas vale também por Bigger e pelo discurso de Max, que só tem a valia que tem por ser feito por um homem branco, que é judeu, que vale menos para muita gente, mas ainda assim manda no mundo (vai entender como funciona). A história toda é tão atual, mas o filme fica muito aquém do livro. É assim: o filme é outra história. Quer ver? Pode ver, mas não é o livro. O filme só se inspirou mesmo. Acho que ninguém patrocinaria um filme se alguém fosse filmar esse livro na real, ainda que ele seja um roteiro pronto e Bigger seja uma personagem e tanto. 

Vocês sabem, né? Eu não faço resenha de livro aqui, eu só registro o livro que li. Não esperem muita coisa desses escritos. 

Richard Wrigth



sexta-feira, janeiro 30, 2026

quarta-feira, janeiro 28, 2026

domingo, janeiro 25, 2026

terça-feira, janeiro 20, 2026

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome.

Não achei trailer para a série Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome (direção Rafael Pirrho), então acabei vendo esse documentário que está no Youtube.


A série é ótima, recomendo também. E eu, que nem sabia que Magilla era um gorila de um desenho animado (na série descobri que Adilson não queria ser chamado de King Kong, por isso lhe deram outro apelido. Ele aceitou, sem saber que era na verdade o nome de um outro gorila), cada dia e toda hora me espanto como o racismo está entranhado na cultura brasileira. 


quarta-feira, janeiro 07, 2026

1 ateu VS 30 cristãos feat Daniel Gontijo.


 

Família.


Pensa numa felicidade. Agora multiplica por quatro. Não, por cinco. vai.

 

domingo, janeiro 04, 2026

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Presente.

Ganhei de presente o livro "A Contagem dos Sonhos", o novo livro de Chimamanda Adichie. Fiquei toda boba e lembrei que faz tempo que eu não ganho livros, a não ser de mim mesma (enquanto conversamos, uma cesta de compras de dez livros me espera para saber quando a finalizarei). Olho para ele e penso: o livro é o meu melhor amigo, não tenho como pensar outra coisa. 

Viajei para o México, levei três livros e um Kindle com mais dois na agulha, voltei com mais cinco livros. Para que isso? Me dá um conforto danado estar rodeada de livros, é uma coisa que faz parte de mim faz muito tempo, ler sempre foi algo que me salvou de coisas que ainda nem sei o nome, então ler sempre vai estar aqui. 

Eu sei que posso estar com eles por muito tempo e não me sentir sozinha, esperar o vendaval passar. Eu sei, eu já passei por isso algumas vezes e o que ficou foi a lembrança de que naqueles dias, consegui terminar um livro de 900 páginas ou coisas assim. Eu sei, eu sinto que os livros, as histórias, elas sempre vão ficar aqui e assim eu sempre as escolho, porque elas nunca me abandonaram.

Essa certeza me faz olhar para um livro de presente e pensar que sim, a vida pode e é bonita, a vida é porque existem livros. 

terça-feira, dezembro 30, 2025

Roda Viva: João Gomes.


 

Andressa Urach VS 31 cristãos.

 Esse foi um dos melhores entretenimentos que eu vi esse ano. Que ideia maravilhosa essa daqui.

segunda-feira, dezembro 29, 2025

Prisioneiras do Espelho: um guia de liberdade pessoal para filhas de mães narcicistas, de Michele Engelke.


Publicar esse livro aqui já diz muito sobre a gente. Eu só cheguei a esse conteúdo porque comecei a pesquisar sobre o tema e identifiquei muita (mas muita) coisa mesmo presente na minha vida desde sempre. 

Uma dor, mas agora eu sei o nome. Ainda dói, mas tem um frescor da esperança de dias melhores só por saber o nome, só por poder dizer o nome e por ordem nas coisas aqui dentro da minha cabeça. 


 

sábado, dezembro 27, 2025

Lulu vai para a escola, de Anna Mquinn.


Amo os livros dessa série.


Anna McQuinn



 

O quarto de Giovanni, James Baldwin.


Senti angústia quando pensei no quarto de Giovanni. Por vezes acreditei que toda a homofobia e o medo de não ser heterossexual ou estar fora da norma não poderia caber dentro dele e poderia explodir o mundo. Achei que a vida de Giovanni estivesse em risco, mas não apenas a dela como também a do rapaz que  só consigo imaginar como um homem branco de olhos azuis cor de céu. Já Giovanni, quando eu pensava nele, para mim só poderia ser James Baldwin, ainda que ele seja estadunidense, tal qual o homem branco descrito no livro. Minha mente tinha de fazer malabarismo para a história caber na imaginação que teimava em querer dar as cartas na leitura do livro.

E que livro. Vale muito a pena ler. Demais.


James Baldwin



 

Casamento às Cegas: Suécia, T1.


 

quinta-feira, dezembro 25, 2025

O perigo de estar lúcida, de Rosa Montero.



Nas férias, é o momento de fazer as pazes com a leitura. Passo o ano inteirinho lendo coisas que não quero ler e fico com medo de perder esse prazer delicioso que um livro me faz sentir toda vez que chega as férias. Aí fico pensando que preciso acertar no livro, que ele precisa me pegar. Tenho uma lista de livros escolhida no começo do ano que nunca foi respeitada, mas me olha de cima da cômoda quando as férias chegam. Quase nunca eles saem para passear. 
Dessa vez, o livro que inaugurou as férias chegou uns dois dias antes da viagem. Sim, isso mesmo, eu vivo cometendo esse delito: passar livros na frente (agora mesmo passei o de Chimamanda que ganhei de presente, quem diria que ela passaria na frente de Lebron). 
Nunca tinha lido nada dela, mas agora parece que ela é minha melhor amiga. Leio e dou gargalhadas, leio e fico rubra, como se ela estivesse me lendo e não o contrário. Estou em viagem, sozinha, mas acompanhada dos meus próprios pensamentos que ganham vida com a leitura deste livro incrível. 
Eu não quero que acabe o livro, mas eu quero ler mais e mais. Não sei o que fazer.

O livro é tudo que disseram, mas precisa ler, ler e sentir, ler e refletir, ler e reler, ler e sonhar. Ler e esquecer. Ler e continuar. Eu sou feliz porque leio. 

Leiam e me digam o que sentem com essa leitura fluida e maravilhosa vocês também. 


Rosa Montero








 

Invejosa, T3.


 

Nómadas de la 57.


 

A grande mentira.


 

The Alto Knights: máfia e poder.


 

Fue solo un acidente.


 

Bugonia.


 

domingo, novembro 23, 2025

sábado, novembro 22, 2025

sexta-feira, novembro 21, 2025

segunda-feira, novembro 10, 2025

quinta-feira, novembro 06, 2025

Há mais coisas que Netflix e Prime Video.

Estou me esforçando a usar menos telas (paradoxal quando aqui eu escrevo usando tela, mas é notório o quanto diminuí a escrita aqui). Fico assombrada como a gente coloca tela em tudo, até para afugentar a solidão (e ela nem sempre precisa ser mandada embora). Estou me esforçando a ver coisas em outros streamings, como Mubi e Filmmica. Nem só de Netflix e Prime Video a gente vive. O resultado são os últimos filmes postados aqui, todos muitos bons e muitos diferentes entre si, bagunçam muito minha cabeça. Com Netflix, eu estava esquecendo o quanto eu amo cinema e passando a viver de entretenimento. Blergh.

Depois de um tempo, você cansa da linguagem, da mesma linguagem em todos os formatos. É sempre o mesmo jeito de fazer e filmar, mesmo enquadramento, começo, meio e fim. Não é cinema, é audiovisual que chama agora, né? Estou vendo coisas que desconcertam a vida e me põem a pensar em coisas que preciso, que não quero, que eu gosto, que estão na vida para serem vistas também. Uma cena ontem no filme Estranho Caminho, uma cena, e eu vi o filme da minha vida passar na minha frente. Fiquei como? Cabeçuda até agora. 

Do alto de um flat em Brasilia, décimo sétimo andar, Madison Ryan Ward cantando I'll wait para mim. Essas foram as decisões de hoje. 

Estranho caminho.


 

Filipe eu te amo.


Um ano de namoro e um ano de vida do meu amor, colocar ele no mapa foi fácil. Difícil é aguentar a saudade dele e da gente. A gente sempre está contando dias (agora faltam 3, mas ele sempre teima que faltam 2, porque o dia que a gente se vê não conta. Ah, o amor, sempre desafiando as lógicas). 

Se eu tou feliz? Tou amada, tou feliz. Um ano (mais de um) e querer continuar e estar apaixonada e tudo isso é coisa que nunca vivi. Nunca vivi. 

 

terça-feira, novembro 04, 2025

segunda-feira, novembro 03, 2025

sábado, novembro 01, 2025

terça-feira, outubro 28, 2025

quarta-feira, outubro 15, 2025

quinta-feira, outubro 09, 2025

domingo, setembro 28, 2025