Migh Danae.
Vida de Míghian Danae, cores e nomes.
Você que me lê, me ajuda a nascer.
terça-feira, outubro 06, 2026
Segunda-feira.
Ontem foi um dia difícil e eu só queria ficar em casa, cuidando das folhas no quintal e vendo um reality show de música francês (além de tomar café com minhas amigas). Conversamos sobre o fato de que, se o pior acontecer, precisamos ficar juntas. Mas, se o pior acontecer, algumas de nós precisará ir para longe procurar serviço ou trabalhar mais. Ainda assim, fizemos promessas de não desistir do amor.
Elas foram embora e eu disse
O amor vai vencer, gente
Um mantra mais para mim e para elas para aguentar a vida. O que entristece a gente é saber que pessoas como nós votaram em um cara que odeia gente como nós. E por isso acontece? Tem gente que diz que a psicanálise explica, mas eu, como não sou muito chegada em psicanálise, prefiro as respostas da história e da sociologia. Não resolve nada, a gente continua triste, mas pelo menos a gente não morre de ódio por pessoas que parecem com a gente, coisa que é o que mais funciona para nos destruir.
Temos uma chance ainda, ainda que tudo pareça estar contra nós: os números, a história, a narrativa. Temos uma chance ainda e vamos escolher acreditar até chegar o último minuto. Depois dele, a gente reorienta a rota. O importante é que já decidimos o mais necessário: estaremos juntas.
quinta-feira, outubro 01, 2026
Revelando.
Casamento às Cegas: Países Baixos.
Se tem uma coisa que eu gosto é ouvir língua que não entendo e desconheço (mentira, eu gosto de reality mesmo).
terça-feira, setembro 29, 2026
sexta-feira, setembro 25, 2026
Time Lula, em inglês ou português.
Fui procurar uma imagem que deixe bem explícito para que time eu torço, aí encontrei essa. Ah, a linguagem. Sempre maravilhosa. Time Lula, em inglês ou português, é agora:
Mania estranha de ter fé na vida.
Eu me forço a rir de coisas estúpidas, como quando a roupa é levada pelo vento quando estou fugindo com ela da chuva. Ainda acho que achar graça de tudo pode ajudar meu cerébro a lidar mehor com a vida, em outros momentos e situações de dureza e tristeza.
Eu acho que está dando certo. O que mais me anima com a minha vida é ver como meu corpo reage rápido quando não estou bem, dando logo sinais que sim, ele já entendeu tudo e precisa me forçar a tomar uma decisão, para o nosso próprio bem. Uma gripe sem sentido, mas era só tristeza e incompetência de ser submissa o suficiente para aceitar relações de poder num relacionamento.
O que a gente faz? Estou aprendendo que é ótimo não saber o que fazer. Deixa espaço para que a minha cabeça pense melhor e eu possa respirar um pouco antes de decidir. Um passo, outro passo, paciência.
terça-feira, setembro 22, 2026
domingo, setembro 20, 2026
Coisa de Rico: a vida dos endinheirados brasileiros, Michel Alcoforado.
sexta-feira, setembro 18, 2026
terça-feira, setembro 15, 2026
Um casal negro.
Eu nunca pensei sobre isso, mas eu agora acho que um casal negro, mais do que tudo, deve pensar como parceiros sempre. Sabe aquela coisa de "a gente fecha aqui, o mundo não precisa saber que a gente está brigando porque não tem nada aí fora querendo que a gente fique bem"?. Bem isso.
Mas não é fácil. Há muitas entradas por onde o racismo transborda e a gente nem conhece. Pode ser uma amizade, uma música, um silêncio. Pode ser a vida dura, imposta por um modelo que a gente não escolheu. Pode ser. Mas eu acho que pensar como um casal negro é pensar que vamos enfrentar durezas, durezas antes que a gente resolvia sozinho mas que agora a gente quer aprender a enfrentar junto.
As estratégias, nesse caso, mudam e às vezes pode ter a ver com passar por cima de coisas que acreditamos, como ensinar às pessoas brancas sobre antirracismo e sobre classe.
Acho que pessoas negras deveriam namorar pensando nisso, em como conseguir criar um lugar de parceria frente ao mundo que não as querem bem.
sábado, setembro 12, 2026
Ser professora é...
Irromperam porta adentro no meio da reunião com um buquê de flores vermelhas, um bolo amarelo, presentes e palavras. Não consegui conter as lágrimas: chorei imediatamente ao ver as rosas, uma coisa que mexe comigo de um jeito que não sei explicar direito. Acho que é pelo fato de pensar o quanto a pessoa se dedicou em escolher um presente que guarda seu valor na beleza, algo que muitas vezes parece que não conseguimos desfrutar direito, com essa vida tão corrida e todas as dores que passamos.
Elas me disseram que volta e meia reclamo de quando exonerei do cargo de professora de educação infantil e fui para a universidade, porque lá eu recebia muito amor das crianças. Elas então queriam que eu soubesse que era amada por elas também, que eu era importante, especial, mesmo exigente, detalhista, mas atenta, preocupada. Chorei de soluçar.
De fato, não esperava. Até imaginei que iriam falar alguma coisa do tipo "como é grande nosso amor por você", mas elas foram além demais do que eu poderia imaginar. Me contaram que todas as bolsistas contribuíram, até mesmo aquelas que já tinham saído do Programa. Fiquei boba e só conseguia chorar mais (e pensar em quem foi que ficou cobrando todo mundo, muita gente já se formou, está fora da cidade, do estado, no mestrado, trabalhando, imagina, rs).
É muito maravilhoso quando você descobre seu lugar no mundo, encontra sua voz. Eu me sinto assim no lugar onde estou hoje: cada dia tenho mais certeza de que estou no lugar certo, faço uma coisa que me faz bem e que outras pessoas também gostam, não quero parar e sou feliz. Essas estudantes são a prova viva de que as minhas escolhas foram as mais acertadas e essa emoção de ontem vai me acompanhar por muito tempo - talvez os últimos quinze anos que me faltam para deixar essa vida de trabalho.
Não consigo escrever sem chorar, lembrar sem chorar. Elas todas se parecem comigo em alguma coisa, alguma história, um sorriso, uma piada, uma lágrima. Se eu pudesse, eu só queria todos os dias poder dizer para elas que vai passar, vai ser melhor, elas vão conseguir (porque ainda que não consigam bem do jeitinho que querem, a vida vai mostrar outros caminhos e vai ser incrível, mas tem que acreditar).
Obrigada vocês por me fazerem feliz sendo quem sou.
quinta-feira, setembro 10, 2026
domingo, setembro 06, 2026
segunda-feira, agosto 31, 2026
sábado, agosto 29, 2026
quarta-feira, agosto 19, 2026
segunda-feira, agosto 17, 2026
sexta-feira, agosto 14, 2026
terça-feira, agosto 11, 2026
sábado, agosto 08, 2026
sexta-feira, agosto 07, 2026
Como nasce um miliciano: A rede criminosa que cresceu dentro do Estado e domina o Brasil, Cecília Olliveira.
quinta-feira, agosto 06, 2026
Um traço até você, Olívia Pilar.
terça-feira, agosto 04, 2026
Era uma vez no Contestado, André Caliman.
segunda-feira, agosto 03, 2026
domingo, agosto 02, 2026
sábado, agosto 01, 2026
sexta-feira, julho 31, 2026
De onde eles vêm, Jeferson Tenório.
quarta-feira, julho 29, 2026
Vício de amor, Delacruz feat Luccas Carlos.
Hoje me peguei rindo sozinha lembrando dele
porque qualquer lugar com você é casa
E descobri que lugar com ele não é apenas quando estamos juntos, mas também quando penso nele e sei que estamos juntos, mesmo longe. Quando sinto que ele me ama e ainda quer continuar junto, mesmo longe. Quando rimos por coisas estúpidas em ligações intermináveis (que sempre achei que iria acabar no primeiro semestres), quando ele sabe o que vou dizer (e eu também), quando o escorpião reina lá e cá, quando estamos ali, olhando um para o outro, ou juntos e ele diz
é tão bom estar com você que eu quero tudo
Invade e fim (e nem é música do Djavan)
domingo, julho 26, 2026
Triste Tigre, Neige Sinno.
sábado, julho 25, 2026
Apaixonada, sim.
Estou apaixonada há quase dois anos e feliz também. Como pode isso? Nem me pergunte. A Míghian de dez anos não acreditaria nisso se eu mesma voltasse ao passado e contasse a ela. Sem brincadeira nenhuma.
Apaixonada, ouvindo música de amor, lendo história de amor e chorando, indo a shows românticos com ou sem ele e cantando a plenos pulmões. É isso que é paixão? Para mim, é sim. Contando os dias para ver e os dias em que o deixei ali para fora do carro que me buscou e me levou embora.
Amo muita coisa nele e tem coisa que eu gosto, tem coisa que eu sou admiradora. Gosto do sorriso e porque ele me faz rir com coisas estúpidas, como passa um tempo enorme contando histórias em detalhes do dia do trabalho, do livro que está lendo, do filme que viu, dos que quer ver, da vida dele com ou sem mim, antes ou depois, eu gosto demais.
Adoro quando ele repete promessas que não cumpriu - ainda -, eu incentivo, eu gosto de tudo isso porque tudo isso é ele também. E quando fico chateada e a gente conversa e ele reconhece que pode ser diferente, que pode ser melhor, isso me renova e eu começo de novo a achar que vale a pena.
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