Migh Danae.
Vida de Míghian Danae, cores e nomes.
Você que me lê, me ajuda a nascer.
sábado, junho 06, 2026
sexta-feira, junho 05, 2026
Capoeiras.
segunda-feira, junho 01, 2026
Míghian Danae, LiteAfro.
Um dia eu pesquisava autoras ali e, noutro, eu estou lá. Das surpresas escondidas dentro de uma segunda-feira à tarde.
A contagem dos sonhos, Chimamanda Ngozi Adichie.
Ganhei este livro de presente no fim do ano. Li aos poucos, devagar e sempre. Eu gostei? Gostei sim, gostei muito. Agora, talvez seja o livro de Chimamanda que eu mais goste. Antes, era o Hibisco Roxo. Mas não sei. Só queria um pouco menos imigração, mas parece que não tem muito jeito: esse é o mundo onde ela vive, numa ponte entre Nigéria e Estados Unidos. Eu gosto de coisas que ela percebe e escreve sobre as diferenças entre Nigéria e EUA que a gente não consegue mensurar e parece intangível, mas ela vai lá e descreve. Ela é muito boa nisso, como quando explica o ranço de palavras em inglês dos Estados Unidos ou um meneio de cabeça. Ela é realmente muito boa nisso, uma observadora dessas diferenças pequenas mas que agoniam a gente no dia a dia.
No final do livro, ela explica coisas que poderiam não ter sido ditas, mas que, quando ditas, desvelam tanta coisa da literatura e da gente que sempre fico em dúvida se queria ler ou não aquilo tudo. Me sinto nua. Com frio.
Mas tudo bem. Como a paixão e o calor, essas emoções também passam.
domingo, maio 17, 2026
Sanduicheira e fim.
Ganhei de presente uma sanduicheira usada de um namorado de minha mãe há muito tempo atrás. Ela deveria ter uns dez anos de vida quando chegou em mim e deve ter mais ou menos um doze anos que ela está comigo. Sim, é isso mesmo. Ela funcionou todo esse tempo muito bem, ainda que não tenha sido usada todos os dias durante esse tempo.
Hoje ela deu aquele último suspiro que as sanduicheiras devem dar quando querem morrer. Aquele leve curto-circuito com um estalido que é comum chamarmos de pipoco, sem fumaça, sem fedor de queimado. Só avisou que ia e se foi.
Não é que ela não possa ser consertada, mas fico aqui pensando se ela realmente quer isso. São mais de duas décadas trabalhando, talvez seja hora de ir. Ela me lembra um tempo bom e uma conexão que não gostaria de ter perdido, mas perdi. Porque? Nada é autoexplicativo, mas nem sempre é explicativo com explicação. É isso.
Emoções.
Tenho lido e ouvido coisas que tem me emocionado muito ultimamente. Tenho falado também. O choro tem sido constante mas quase nunca ele é algo que não deveria existir. Eu choro lendo uma matéria sobre trabalho escravizado nos dias atuais e choro na mesma medida ao ler a história de um rapaz que decidiu falar sobre as violências sexuais que sofreram na infância.
Choro também com uma senhora contando que adotou dois meninos que moravam na rua ainda em meados dos anos 80. Imagina. Eu choro mesmo, sem pudor. Chorei também quando uma estudante contou a história dela até entrar na universidade, que no caminho perdeu mãe e pai (com o pai dizendo "filha, não prestei atenção em você" para ela antes de falecer e indo levá-la ao ENEM mesmo ela com mais de 20 anos nos dias de prova).
Eu choro sem vergonha porque amo ser humana e me afetar, me comover, me mover ao encontro das minhas emoções. Eu quero todas elas, eu as abraço e me sinto confortável até mesmo dentro daquelas que são estranhas, porque eu estou aprendendo a amar até o que não conheço de mim para me preparar para o que vem.
Eu agradeço por existir.
sexta-feira, maio 15, 2026
segunda-feira, maio 11, 2026
domingo, maio 10, 2026
domingo, maio 03, 2026
sexta-feira, maio 01, 2026
O lenço de cetim da mamãe, de Chimamanda Ngozi Adichie (ou Nwa Grace-Jones).
Histórias da Preta, Heloísa Pires Lima.
Li esse livro faz tempo, muito tempo. Uns dez anos, talvez. Alguém poderia sugerir a troca dessa capa? Seria ótimo, para começar... sobre o conteúdo, que dizer? Ainda bem que hoje temos muitas opções de lietratura infanto-juvenul negro brasileira, sim? Isso faz com que possamos escolher bem e analisar livros que estão no mercado há muitos anos (e que seguem nele, a despeito dos problemas que apresentam).
sexta-feira, abril 24, 2026
domingo, abril 05, 2026
sexta-feira, abril 03, 2026
segunda-feira, março 23, 2026
quarta-feira, março 11, 2026
terça-feira, março 10, 2026
Não é pelo sobrenome, a luta é por justiça.
domingo, março 08, 2026
sábado, março 07, 2026
Banzeiro Okotô: uma viagem ao centro do mundo Amazônia, Eliane Brum.
quinta-feira, março 05, 2026
segunda-feira, março 02, 2026
sábado, fevereiro 28, 2026
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
terça-feira, fevereiro 24, 2026
Ouro Marrom.
A primeira vez que ouvi essa música foi ao vivo. Imagina. Essa beleza toda por aí há tanto tempo. Mas assim, foi maravilhoso assim também, essa emoção que me pegou em cheio ao vivo, sem pudor algum. Um dádiva, um presente.
domingo, fevereiro 22, 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
Maldito invento de um baronete, Luís Antonio Simas.
O livro é bem mais lúdico que a série em que o autor dá depoimentos sobre o jogo do bicho, veiculada e produzida pela mesma emissora que lucrou (e lucra) milhões com o jogo do bicho ainda hoje. Quer entender o Brasil?
Brasil é caso de amor, não para entender. Deixa disso.
O que mais me fascina é Simas dizer em alto e bom som para todo mundo ouvir: o jogo do bicho só não foi legalizado porque é coisa de preto, pobre, de gente que não era vista como civilizada no Rio de Janeiro do começo do século passado (e ainda não é). E hoje, não é legalizado por isso e também porque dá bem mais dinheiro para todo mundo que quer dinheiro do jeito que está, né?
Como uma tal plantinha que não faz mal à ninguém.










