Você que me lê, me ajuda a nascer.
sexta-feira, junho 27, 2014
quarta-feira, junho 25, 2014
sábado, junho 21, 2014
Tarja Branca.
Certeza que o nome do filme deveria ser Tarja Preta, por outros motivos que não os medicalizantes. Alíás, mais uma vez, a palavra preta é usada pejorativamente.
sexta-feira, junho 20, 2014
quarta-feira, junho 18, 2014
terça-feira, junho 17, 2014
segunda-feira, junho 16, 2014
Coletivo teatral Os Crespos.
Eu poderia escrever muito aqui sobre as peças ("Além do ponto", "Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas e Cartas a Madame Satã ou me desespero sem notícias tuas"). Fico devendo. Leiam mais aqui e aqui.
(Da peça Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas)
domingo, junho 15, 2014
Da arte de não endurecer.
Agora, deitada nessa cama, ouvindo o barulho de uma festa lá fora, tudo parece menos dolorido. Agora aqui só eu e minha respiração. Essas novas tecnologias roubaram de mim até o barulho das teclas.
Agora é mais confortável, e talvez nem doa mais tanto. A lucidez me faz ter certeza que as melhores decisões foram tomadas, agora (e por pouco tempo) aquilo que digo que é racionalidade impera e é ela quem dá o tom das coisas. Mas não me acanho de lembrar, inventar outros finais. Não me acanho de ligar, escrever, também não me arrependo de me arrepender de tudo e depois fazer de novo. Nunca deixo de fazer o que eu tenho vontade em matéria de coração. O que acontece é que há muito tempo eu não quero nada, além das eventuais coisas como a confirmação das previsões.
Saber o que vai acontecer dá uma sensação de auto-suficiência, mas parece impossível não saber. Eu quero uma coisa que me surpreenda. Eu quero, talvez, estar errada, pelo menos uma vez.
Difícil de entender? Não pra mim. A verdade é que eu gosto de ser eu. Isso pode ser bem clichê, mas eu continuo me virando bem sozinha. Sempre gostei de mim, minha pele, cabelo, cheiro. Passo horas me olhando no espelho, vendo bem dentro de mim. Horas. Às vezes perco até compromisso. É isso.
Perdoei todos os meus erros cometidos contra mim mesma, chorei, ouvi outras mulheres falando. Posso dormir em meio ao barulho e ainda assim acordar em paz.
sábado, junho 14, 2014
quinta-feira, junho 12, 2014
quarta-feira, junho 11, 2014
Dorzinha de nada.
Eu acho tudo muito engraçado. Como a gente se distancia da gente mesmo e depois fica querendo voltar atrás, mas de um jeito superficial e controlado. Acupuntura, yoga e meditação. Esse caos que é a vida urbana e moderna.
Eu preferia uma casa no campo, crianças, bichos e mato. Mas ainda não dá. Vou me entorpecendo com esses passatempos, esperando a hora.
terça-feira, junho 10, 2014
segunda-feira, junho 09, 2014
De dentro pra fora.
Há algumas coisas que precisam ser feitas. Como ir embora, por exemplo.
Seguir em frente, mesmo parando para olhar para trás.
A gente tem mania egoísta de querer quem a gente quer e do nosso jeito na nossa hora. Acaso seria isso mesmo o tal do amor? Desconfio que não. Amor é mais, como a vida também.
Mas é preciso olhar pra dentro. Bem pra dentro. Às vezes dói, às vezes nunca passa. Mas não é ruim também. Ruim é não sentir.
Disso eu não morro.
domingo, junho 08, 2014
sábado, junho 07, 2014
sexta-feira, junho 06, 2014
Tempo.
Coisas miúdas.
Olhar no espelho por horas, experimentar roupas, ouvir músicas, dançar vendo um show, acender velas, arrumar papeis, fazer a unha, escrever cartas, escrever longos emails, lavar roupa, fazer uma salada, limpar o quarto, pregar um botão, costurar um furo da roupa, remendar calcinha preferida, ver fotos, ligar pra mainha, atender mainha, mandar mensagem pra mainha, dormir de tarde (sem despertador), ver um documentário, repetir o show pra dançar de novo, arrumar o guardarroupa, doar roupas, trocar as fronhas, olhar pela janela, tirar fotos, conversar com Laisa, ler o jornal, gritar "canalha", paquerar o da outra, conversar com o porteiro, comer bombom de cupuaçu, fazer chá de camomila, escrever no blog, ler o blog, inventar penteados, cantar música.
Pecadinhos.
São Paulo tá olhando, toma cuidado. Ele castiga quem perde tempo.
terça-feira, junho 03, 2014
Dor de cabeça.
É quando as pessoas se aproximam muito que você sente: cheiro, suor, pele, cabelo, olhos e peso. Aí você entende mais coisas. E pode dizer não com mais força e de verdade.
E essa dor de cabeça que não me deixa.
Eu queria passar um grande tempo do dia dentro de uma sala de cinema. Envolvida pelo escuro, olhando pra frente, acreditando em mentiras.
Escondida de mim mesma.
Há alguma coisa que não está indo bem, mas eu ainda não sei o que é.
E essa dor de cabeça que não me deixa.
Eu queria passar um grande tempo do dia dentro de uma sala de cinema. Envolvida pelo escuro, olhando pra frente, acreditando em mentiras.
Escondida de mim mesma.
Há alguma coisa que não está indo bem, mas eu ainda não sei o que é.
segunda-feira, junho 02, 2014
Destino.
Semana passa inteira passei pensando nele, depois de ter contado sobre nossa história para uma nova amiga. Lembrei de tudo que ele fez por mim e seu carinho especial, seu jeito de me amar que até hoje sei que era de verdade.
Eu sinceramente não sei porque não deu certo. Há quase dois anos atrás, quando procurei por ele novamente, estava decidida a voltar. A pedir. Ele tinha acabado de firmar compromisso. Passou.
Depois de tanto pensar nele, ele me escreveu se dizendo saudoso. Eu também estava. Acho que sempre vou estar. Eu gostava do jeito homem dele, cheio de problemas e ainda assim me amando. De um jeito torto e quase errado, mas era amor.
Nunca vou esquecer.
domingo, junho 01, 2014
quinta-feira, maio 29, 2014
Infância.
[...] sempre nos nasce uma criança, a vida toda.
Porque a infância é o acontecimento que impede a
repetição do mesmo mundo, pelo menos a sua
possibilidade, um novo mundo em estado de
latência. Somos nascidos a cada vez que
percebemos que o mundo pode nascer novamente e
ser outro, completamente distinto daquele que está
sendo. O nome de uma faculdade chamada
criação, transformação, revolução, isso é a
infância (KOHAN, 2009, p. 47).
segunda-feira, maio 26, 2014
Você Não Sabe O Que Amor É.
Eu poderia escrever algo como
"e a chuva fina molhava meu rosto junto com as lágrimas"
Mas era tudo mentira. Não chovia muito, era eu quem chorava.
E chorava.
"e a chuva fina molhava meu rosto junto com as lágrimas"
Mas era tudo mentira. Não chovia muito, era eu quem chorava.
E chorava.
terça-feira, maio 20, 2014
Colo e cafuné.
Eu só quero deitar no colo, só quero um cafuné. Não quero perguntas, não quero conversas. Só colo e cafuné. Coisas como carinho e amor. Sem precisar explicar nada. Só sentir. Respirar e sentir. Pouco, né?
domingo, maio 18, 2014
Eu só quero chocolate.
Às vezes eu quero desistir de tudo. Tudo mesmo. Aí aparecem pessoas como ele, lindas, educadas e pacientes. Que me elogiam e me fazer acreditar que conversando tudo dá.
Eu tenho saudade dele, eu acredito nele.
Eu tenho vontade dele, eu acredito nas palavras dele.
Ele me faz tão bem, ele me faz tão mal. Ele é essa coisa chamada gente por quem eu sou completamente apaixonada. Ele, que sempre descobre suas faltas e nunca esquece de pedir desculpas. Ele, que passa a noite abraçado comigo tentando entender palavras em outras línguas e matrizes de pensamentos totalmente diferentes da dele. Ele, aprendendo de mim e dizendo eu preciso de você so much.
Ele.
domingo, maio 11, 2014
sábado, maio 10, 2014
segunda-feira, maio 05, 2014
Pessoas e criaturas (com algumas descoragens no caminho).
Sabe aquela pessoa que te procura, quer conversar, mas nunca quer admitir onde ela errou ou no que está errada?
Quer que você apenas perdoe e não quer que você toque em assuntos difíceis ou espinhosos para ela?
O que você faz?
Eu desisto.
Quer que você apenas perdoe e não quer que você toque em assuntos difíceis ou espinhosos para ela?
O que você faz?
Eu desisto.
A escravidão venceu no Brasil. Nunca foi abolida.
Eu vou destacar as partes que mais gosto desta entrevista com Eduardo Viveiros de Castro (algumas coisas que não estão aqui eu não concordo completamente, mas ainda bem), leiam a entrevista toda dele aqui:
Num país como este, em que a desigualdade, a violência, continuam, porque é que as massas não saem?
Quem dera que eu soubesse a resposta. Essa é a pergunta que a esquerda faz desde que existe no Brasil. Acho que há várias razões. O Brasil é um país muito diferente de todos os outros da América Latina, por exemplo da Argentina. Basta comparar a história para ver a diferença em termos de participação política, mobilização popular. Tenho impressão de que isso se deve em larga medida à herança da escravidão no Brasil. O Brasil é um país muito mais racista do que os Estados Unidos. Claro que é um racismo diferente. O racismo americano é protestante. Mas no Brasil há um racismo político muito forte, não só ideológico como o americano, interpessoal. O Brasil é um país escravocrata, continua sendo. O imaginário profundo é escravocrata. Você vê o caso do menino [mulato] amarrado no poste [no bairro do Flamengo, por uma milícia de classe média que o suspeitava assaltante] e que respondeu de uma maneira absolutamente trágica quando foi pego: mas meu senhor, eu não estava fazendo nada. Só essa expressão, “meu senhor”... O trágico foi essa expressão. Continuamos num mundo de senhores. Porque o outro era branco.
[...]
Depois do garoto do Flamengo ter sido amarrado por aquela milícia, ouvi trabalhadores negros pobres dizerem: tem mais é que botar bandido na cadeia, fizeram foi pouco com ele.
Ou seja, é um país conservador, reaccionário, em que os pobres colaboram com a sua opressão. Não todos, mas existe isso. A escravidão venceu no Brasil, ela nunca foi abolida. Sou muito pessimista em relação ao Brasil, digo francamente. Em relação ao passado e ao futuro. Em relação ao passado no sentido de que é um país que jamais se libertou do ethos, do imaginário profundo da escravidão, em que o sonho de todo o escravo é ser senhor de escravos, o sonho de todo o oprimido é ser o opressor. Daí essa reacção: tem mais é que botar esses caras na cadeia. Em vez de se solidarizar. E podia ser o filho dele facilmente. E às vezes é o filho dele.
Oswald de Andrade, o poeta, dizia: “O Brasil nunca declarou a sua independência.” Em certo sentido é verdade, porque quem declarou a independência do Brasil foi Portugal, um rei português. Eu diria: e tão pouco aboliu a escravidão. Porque quem aboliu a escravidão foi a própria classe escravocrata. Não foi nenhuma revolta popular, nenhuma guerra civil (discordo em certa medida, deste tema. Não que tenha sido diferente, mas também não acho que não houveram revoltas e guerras civis)
E em relação ao futuro sou pessimista porque... talvez ainda tenha um pouco de esperança, mas acho que o Brasil já perdeu a oportunidade de inventar uma nova forma de civilização. Um país que teria todas as condições para isso: ecológicas, geográficas.
[...]
O censo da população dá por uma unha uma maioria não-branca.
O agronegócio é na verdade o modelo gaúcho, desenvolvido no pampa, nos campos do Rio Grande. Plantação extensa de monocultura, de soja, de arroz, de cana. Então o Brasil está perdendo a oportunidade de se constituir como um novo modelo de civilização propriamente tropical, com uma nova relação entre as raças, que fosse efectivamente multinacional. Um país que se constituiu em cima do genocídio indígena, da escravidão, da monocultura. Que continua fazendo o que fez desde que foi criado, exportando produtos agrícolas. Que continua a alimentar os países industrializados. Primeiro a Europa, depois os Estados Unidos, agora a China. Continua sendo o celeiro do capitalismo.
[...]
Começou tarde a ser um activista/guerrilheiro. Porquê?
É uma questão interessante. A minha relação com o activismo na ditadura não foi receio físico. Não que eu não tivesse medo de enfrentar a repressão. Vi vários amigos presos, torturados, todo o mundo tinha medo. Mas não foi por isso que não entrei na luta contra a ditadura. Foi porque não acreditava nela, em tomar o poder para instituir uma nova ordem não muito diferente. Eu achava que era uma briga entre duas fracções da classe média alta para saber quem ia mandar no país. E eu não tinha a menor simpatia pela ideia de mandar no país.
Começou tarde a ser um activista/guerrilheiro. Porquê?
É uma questão interessante. A minha relação com o activismo na ditadura não foi receio físico. Não que eu não tivesse medo de enfrentar a repressão. Vi vários amigos presos, torturados, todo o mundo tinha medo. Mas não foi por isso que não entrei na luta contra a ditadura. Foi porque não acreditava nela, em tomar o poder para instituir uma nova ordem não muito diferente. Eu achava que era uma briga entre duas fracções da classe média alta para saber quem ia mandar no país. E eu não tinha a menor simpatia pela ideia de mandar no país.
domingo, maio 04, 2014
Isso pra mim é perfume.
Cheiro foi sempre uma coisa especial pra mim. Só quando vim pra São Paulo percebi que meu gesto de cheirar pessoas parecia estranho. Eu fui criada sentido cheiro, provando gostos pelo cheiro. E pelo cheiro sempre fui atraída (ou repelida).
Tive um namorado que tinha o cheiro do sofá da casa dele. Tinha "cheiro de cueca passada", como escreveu minha amiga Eni num conto que ela nunca publicou (isso nunca saiu da minha cabeça). Resultado? O namoro acabou, não só por isso, mas a verdade é que, quando o reencontrei meses depois e nos abraçamos, a primeira coisa de que me lembrei, quando me aproximei, foi do quanto esses cheiros me incomodavam.
Eu dou cheirinho, cheiro as pessoas, as comidas, as flores (tenho uma amiga que ao invés de me dar beijo no rosto, me dá um cheirinho no cangote, naquela cavidade do ombro, apaixono). Saio cheirando tudo. Eu não sei onde aprendi, mas sempre vi todo mundo perto de mim fazendo isso, então eu faço.
No começo, ele ria, dizia que eu parecia uma gata cheirando, coisa meio selvagem. Eu rebatia dizendo que nunca achei que existia mais virtude em ser mais humana e menos animal. Aliás, rebati dizendo que em alguns casos não via grande diferença. Ele ria quando eu punha o nariz em riste e examinava seu corpo pelo cheiro.Eu expliquei para ele a arte de cheirar e onde ou quando os cheiros ficavam assim ou assado. Ele não tomava nota, mas sempre prestava uma atenção quase solene.
Eu não entendia que isso tudo poderia parecer muito estranho. Só quando ele passou a me cheirar também eu percebi qual era a sensação que os namorados tinham quando eram cheirados por mim (alguns homens parecem custar a entender que, às vezes, um carinho que você faz nele é porque você quer receber também. Ainda bem que desse mal não ando morrendo). Foi engraçado, e aí eu entendi porque ele sorria e ficava sem jeito.
Suor, cheiro, língua, pelo, desejos. Não tem como separar, dizer o que não se quer ou não se gosta da pessoa amada. Eu quero tudo. Gosto de saber de tudo. Mas nunca tinha sabido ser cheirada. Agora, acho que ele está melhor do que eu, com toda a sua técnica corporal aliada às minhas técnicas milenares de cheiros e provas. Ele também se diverte.
Como você consegue ser tão bonita?
Como você consegue ser tão cheirosa?
Como você consegue ter cheiros diferentes aqui e ali?
Ele me pergunta. Eu quase nunca respondo. Eu sorrio.
quinta-feira, maio 01, 2014
Blasé.
Eu me surpreendo com as coisas (ainda).
Mas eu gosto disso. De me assustar. Com pessoas blasé.
Eu demorei pra descobrir isso. Eu chamo de blasé aquelas pessoas que acham que é virtude não demonstrar sentimentos. Ficar sempre com aquela cara de "isso não importa" para todas as coisas que você fala.
Eu não entendia isso como um valor e admiro Maria, que abre uma boca enorme para quase todas as coisas que você fala pra ela. E ri loucamente com as piadas, e se revolta antes de você terminar de contar uma coisa revoltante ou fica tristíssima com a morte da bezerra.
Aí o tempo passa e quanto mais você estuda e se mete com esse povo, parece estranho sentir. Encontrar um amigo na rua e demonstrar uma felicidade para além parece já loucura.
Por outro lado, no Facebook e nas demais redes sociais, as pessoas demonstram uma felicidade absurda, incontida. Na vida real, blasé. E no mundo virtual, tá tudo MUITO legal. Eu tenho medo, eu tenho medo.
Me deixem por aqui. Um moço no ponto de ônibus puxou papo e repetiu uma frase algumas vezes. Eu disse:
Isso é coisa de rede social, né? Eu descobri que quando uma pessoa repete muito uma frase no meio de outras, uma coisa sem sentido (mais ou menos um "só que não" ou um "fale-me mais sobre isso"), é coisa de rede social. Como não sou muito afeita a essas redes, foi um jeito que descobri de saber o que anda rolando, sem estar por lá.
Ele disse que eu era engraçada, mas ficou sem jeito. Tudo bem, ele parecia estranho ou coisa assim. Não estava preocupada se seríamos amigos. Definitivamente, não tenho a mínima intenção de ser blasé nem inventar um duplo de mim numa vida virtual. Quer dizer, há gentes que inventam pessoas mais legais do que elas são ou fingem ser outras, isso é mais que duplo. Isso é demais pra mim.
Minha avó, sem muita conversa, chamaria isso de hipocrisia, falsidade ou maluquice. A gente eufemiza tudo depois de uns quatro anos de universidade.
Me deixem por aqui. Um moço no ponto de ônibus puxou papo e repetiu uma frase algumas vezes. Eu disse:
Isso é coisa de rede social, né? Eu descobri que quando uma pessoa repete muito uma frase no meio de outras, uma coisa sem sentido (mais ou menos um "só que não" ou um "fale-me mais sobre isso"), é coisa de rede social. Como não sou muito afeita a essas redes, foi um jeito que descobri de saber o que anda rolando, sem estar por lá.
Ele disse que eu era engraçada, mas ficou sem jeito. Tudo bem, ele parecia estranho ou coisa assim. Não estava preocupada se seríamos amigos. Definitivamente, não tenho a mínima intenção de ser blasé nem inventar um duplo de mim numa vida virtual. Quer dizer, há gentes que inventam pessoas mais legais do que elas são ou fingem ser outras, isso é mais que duplo. Isso é demais pra mim.
Minha avó, sem muita conversa, chamaria isso de hipocrisia, falsidade ou maluquice. A gente eufemiza tudo depois de uns quatro anos de universidade.
terça-feira, abril 29, 2014
segunda-feira, abril 28, 2014
Palavras.
Ele tem as melhores palavras para falar sobre o que sente. Não muitas, mas certas. Também me diz coisas sobre mim de um jeito que eu nunca ouvi. Por isso que é tão bom gostar dele. Gostar dele é tão certo porque faz bem pra mim.
Depois me abraça e nunca esquece do beijo e do jeito que eu gosto de um carinho. Ele faz tudo e depois me pergunta: você ainda precisa que eu te confirme que eu gosto de você? Ele me ensina que não é só dizendo que a gente mostra o que sente. Ele mostra o que sente quando olha pra mim e às vezes até quando fecha os olhos. Todas as coisas que ele está aprendendo só pra entender como eu amo. Um passo, outro passo, paciência.
Ele é tão bonito que quando estamos andando na rua de mãos dadas eu olho pra ele de novo e penso que não posso estar com um moço tão bonito. Eu falo isso e ele sorri. Depois penso como sou sorturda em poder acordar e ver a cara dele algumas vezes durante a semana. Eu realmente não tenho do que me deixar nesta vida.
Amar é bom. Ser correspondida é perfeito.
I am descending.
I am descending
I am binding time
I'm trying to hold on to
Our sweetest memories
I can still feel you
Your lips on all of me
Your skin in between the silk
Still moving me
You are
You are validating
That my search for love
Is closer to you to me
Souls separated by six degrees
You are the fire inside of me
The blue sky in a sea of dreams
You are the ripples in ecstasy
That pales all fantasies
You are my tomorrow
You are my every yesterday
I am trying to hold on to
These words we used to say
I love you...
Link: http://www.vagalume.com.br/iyeoka/i-am-descending.html#ixzz30CZc2Ayv
domingo, abril 27, 2014
I Baianada do CRUSP (Convite)
Pessoal!Fiquei meio abestalhada quando cheguei ni São Paulo e percebi que a expressão "baianada" era algo usado pejorativamente para identificar pessoas ou um grupo de pessoas que cometiam algum deslize. Em Salvador, essa expressão não existe, assim como essa ideia de que acarajé quente é acarajé com pimenta, coisa inventada por sei lá quem só pra turista ver.
Como prometido, vai rolar a Primeira Baianada do CRUSP. O evento acontecerá dia 26 de abril de 2014, às 14:00, na sala 51, Bloco F do CRUSP (endereço: Av. Prof. Mello de Moraes, 1235, Bloco F, Sala 51. Chegue no Metrô Butantã e pegue o Cidade Universitária. São dois que saem de lá com o mesmo nome, mas pegue o número 8122-0. Peça pra descer no bandejão e quando descer, pergunte aonde é o Bloco F do CRUSP. Se você vem de carro, olhe na Internet). Será um feijão e cada pessoa pode trazer a bebida que quiser (cervejas já geladas serão bem-vindas!).
A entrada só será permitida para baianos/as ou convidados/as por baianos/as, já que a ideia é ressignifcar o uso das palavras "baianada","baianice" e correlatos, reconstruindo outros sentidos para estas expressões e pondo em destaque este tímido grupo presente na capital paulista.
Irmãos e irmãs da Diáspora Baiana, desgarrados/as de seus locais de origem, venham congregar conosco com toda a baianidade encerrada no mais profundo do ser! Simpatizantes da Bahia e dos conterrâneos, arranjem um amigo baiano para ter acesso ao local.
Instruções:No momento da entrada, será necessário apresentar o RG.Traje recomendado: Roupa descontraída, de preferência colorida. Se você tiver o dom de meter uma estampa, aí vai ficar massa!Tragam cds e dvds ou pendrives com música baiana. Outros estilos musicais serão permitidos, mas passarão pelo crivo etílico do grupo.Vegetarianos/as são bem-vindos. Temos uma comissão especial para a organização desta ala da festa.Cheiro!Míghian
quinta-feira, abril 24, 2014
quarta-feira, abril 23, 2014
Ele.
Foi quando ele me viu de longe na esquina e depois que me disse:
Eu vi você mas não reconheci de longe, você diferente de cabelo e uma roupa que eu não conhecia. Eu pensei "que linda mulher é aquela na esquina". Minha cabeça ficou confusa quando cheguei perto e você, a mulher que eu vi tão linda veio me beijar. Fazia tanto tempo que eu não te via que acho que esqueci como você é linda
Nossas diferenças e nossas semelhanças nos afastam e aproximam. Faço cara feia e depois abro um sorriso. A gente transformando isso numa dança bonita de se ver. A melhor coisa do mundo é surpreender e ser surpreendida.
sábado, abril 19, 2014
Esquecer e lembrar.
Semana passada, saí de casa com um turbante lindo, recebi elogios de amigos e passantes. Quando cheguei à faculdade, um doutorando virou-se para mim e cumprimentou-me, falando com uma amiga:
E essa escrava?
Virei as costas para ele e disse:
Não sou escrava, nasci livre, você é louco?
Continuei o que estava fazendo. Ele saiu de fininho da sala e fez-se um silêncio. Talvez ele pensou que, por demonstrar não ter vergonha de ser preta, eu também não teria vergonha do passado. Talvez ele pensasse que usar turbante fazia parte de uma moda escrava. Sei lá.
Das dores que o racismo provoca. Esse colega sempre foi muito gentil e carinhoso, é difícil ser ríspida com quem sempre te trata bem. Tenho certeza que ele não "fez por mal". Mas ainda assim, dói e é um desrespeito. E não entendo porque ele não poderia ter dito "que mulher linda!".
Não tenho vergonha do passado. Sei que mulheres como eu foram escravizadas. Mas não fomos sempre assim e quando nos tornamos assim foi por algumas condições históricas (talvez eu deva falar "e esse colonizador?" se algum branco me chamar escrava).
Não uso "moda escrava" (se é que isso existe na cabeça de alguém). Uso pano na cabeça porque minha vó fazia isso. Se tem alguma coisa a ver com outros antepassados além dela e além-mar, significa que sim, eu tenho uma história. História esta que, definitivamente, não começou na época da escravização.
Vestido.
Há algum tempo atrás, encasquetei que queria deixar de comprar roupa e só comprar tecidos para fazê-las numa costureira. Não consegui ainda, mas essa ideia ficou adormecida na cabeça. Nos últimos dias, remexendo nas minhas roupas, descobri que até tenho muitas peças feitas por costureiras. Fiquei contente.
Ontem, encomendei um vestido com uma costureira maravilhosa, modelista e faladeira. Ficamos falando sobre a vida enquanto ela tomava minhas medidas. Me disse que aquele vestido iria precisar de mais de uma prova, que eu ficasse em casa a postos para a execução da empreitada.
Vim para casa feliz. Imagina. Passar uma semana experimentando uma roupa que vai ser feita só pra mim. Coisa de princesa.
Esse carinho com a roupa, cuidado ("você tem um sutiã pra esse decote? Você vai usar mais de dia ou sempre à noite?") faz a gente ficar pensando como coisas assim são sempre mais gostosas. Porque leva tempo, porque faz você conversar com pessoas, descobrir coisas.
E logo hoje uma amiga me contando da costureira dela, atualizando sobre a nova namorada do ex. Pra quê Facebook, minha gente? Eu prefiro ter uma amiga costureira. Ou uma costureira amiga.
E a minha ideia de fazer roupas com ela voltou com força.
terça-feira, abril 15, 2014
sábado, abril 12, 2014
sexta-feira, abril 11, 2014
quinta-feira, abril 10, 2014
Minha mãe, mainha.
Eu certamente já escrevi sobre minha mãe aqui. Mas não posso deixar de falar como ela é incrível. Quase perfeita, erra e demora a assumir que errou. Como toda pessoa quase perfeita.
Ela é uma das mulheres mais inteligentes que eu conheço na vida e todos os dias fico admirada com a capacidade que tem de inventar novos jeitos de fazer algumas coisas. Também me surpreendo com sua teimosia de ter fé na vida e nas pessoas. Com mais de meio século, segue acreditando nas pessoas e achando que elas valem a pena - mesmo quando até eu mesma peço para ela não perder tempo com isso.
Ela não desiste. Acha que algumas coisas e pessoas podem mudar, que algumas palavras podem fazer diferença. Eu me divirto, acho graça. Acho bonito.
Incrível também por ter seguido uma tradição das mulheres pretas, botar a gente pra estudar. Acreditar na educação, achar que era uma saída pra gente.
Meu amigo Zé Roberto me disse uma coisa que me fez lembrar minha mãe também. Ele falou que uns amigos com mais grana andavam em crise sem saber se a mãe os amava, porque elas não diziam eu te amo. Ele de repente disse que começou a pensar nisso e ficou encucado, porque não lembrava que a mãe tenha dito alguma vez eu te amo pra ele. Aí percebeu que isso não era um problema pra ele porque, apesar da mãe não viver dizendo, ele tinha certeza que ela o amava. Por tudo que ela fazia e era pra ele, tinha amor ali. Se ela falava ou não, isso era outra coisa.
Conheci mães que dizem eu te amo todos os dias, mas isso muitas vezes pode não signifcar nada. Não é que eu não goste de ouvir e de falar, só acho que entre minha mãe e a mãe de Zé que pouco fala essa frase mas a gente sente e umas por aí que acha que só falar isso resolve, eu fico com elas.
sexta-feira, abril 04, 2014
Desfecho.
Há bem pouco tempo atrás, conheci pessoas completamente estranhas a mim e a meu modo de vida. Elas nem sabiam o quanto eu me sentia estranha ao lado delas, eu fingia bem. Fingia porque queria descobrir que estava errada, que era possível que alguém que sempre teve tudo poderia ir além do esperado e insurgir-se contra o comodismo. Fingi querendo não estar certa em ter preconceitos com certas gentes.
Queria não precisar dizer isso aqui, mas o certo é que não estive tão errada. Olho para trás e me pergunto: como suportei? As caras, as hipocrisias em grupo, os interesses frívolos, as conversas fúteis, cama arrumada e roupa passada, como? Ainda não sei. Me consolo com a ideia de que suportei tudo isso para testar minha própria capacidade de estar errada, minha capacidade de acreditar nas pessoas. Por isso, sigo firme sem ficar triste e me culpar de ter ficado tão longe das coisas que mais amo: conversas francas e inteligentes, festas com gentes que amo e não por obrigação, risadas altas, brincadeira desinteressada, vida.
Hoje, olhando para trás, vejo que o tempo que aguentei foi o máximo de tempo possível. Não tenho saudades de nada e foi incrível como voltei à minha vida real tão rápido que nem sequer me dei conta que passei algum tempo longe dela. Prova de como tudo aquilo era realmente algo fora de mim.
Mas deixa eu falar de outras coisas. Ou das mesmas. É engraçado ver como alguma parte dessas pessoas precisam provar para as outras que não são o que parecem ser. Se elas tem algum status, mas querem posar de revolucionárias, mantém páginas na internet falando sobre a exploração das mulheres negras ou coisas do tipo. Sempre torci o nariz para essas pessoas que, ao invés de viverem suas próprias vidas, criam um duplo completamente ao contrário de si no mundo virtual, tudo aquilo que gostariam de ser mas não tem coragem. O único sentimento que dá pra sentir é pena.
Se pessoas assim denunciassem seus privilégios ou recusasse-os e parassem de tentar parecerem revolucionárias com a dor alheia seria mais produtivo. Mas isso parece ser pedir demais, como pedir para alguém que tem empregada paga pela mãe abdicasse dos serviços desta (aliás, essa conversa eu ouvi certa vez, quando frequentava esses lugares: uma mãe dondoca falando que os dois filhos quando separaram voltaram para casa dela porque não estavam conseguindo manter o status. A coisa que eles mais adoravam era o fato de poder morar numa casa onde havia empregada todos os dias).
Saber que dificilmente vou ouvir coisas como estas novamente me faz abrir um sorriso de lado a outro. Ufa. Que preguiça dessa gente.
quarta-feira, abril 02, 2014
Matilde Ribeiro, presente.
Reescrevo aqui o que disse Matilde, nova professora da Unilab:
A vida é desdobrável!
Estou prestes a mudança de rota! Em 2014, passarei a ser professora no Instituto de Letras e Humanidades da UNILAB – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira na cidade de São Francisco do Conde, na Bahia.
Ser professora universitária a partir de um concurso público, não é apenas a retomada de um projeto acadêmico que interrompi quando aceitei em 2001, a indicação da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do PT (SNCR-PT) para fazer parte da Coordenação do Programa de Governo do candidato à Presidência da República – Luiz Inácio Lula da Silva.
Tenho orgulho de ter me envolvido de maneira efetiva nesse projeto de nação propiciado nessa era Lula, foi enriquecedor ter sido por quase seis anos Ministra da Igualdade Racial. Mas, é hora de garantir o RESGATE da AUTONOMIA profissional e também política, e, com isso não depender de articulações políticas para poder realizar algo simples, que é o desenvolvimento da capacidade de trabalho, como fonte de vida.
Após ter saído do governo federal a vida não foi nada fácil, convivi com a amargura do desemprego, com o nascedouro de contas sem a referência de como e quando pagá-las, e, com a ciranda política de diálogos ancorados em tapinhas nas costas e apelos por paciência com a eternidade dos dias.
Por outro lado, tenho muita gratidão a iniciativas que geraram fôlegos para recarregar baterias dentro de uma área que ajudei a construir! Agradeço ao gesto de Netinho de Paula que me levou a exercer em 2013 o cargo de adjunta na Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo – SMPIR. Da mesma forma, agradeço entre 2008 e 2012 às oportunidades de consultorias e ações mais pontuais, oportunizadas por algumas instituições públicas e privadas.
Como parte da busca de dias melhores, valorizo imensamente o resgate da autonomia profissional e política. E, afirmo que na vida tudo é aprendizado! Nem tudo é light, mas é aprendizado!
Aliando-me a Adélia Prado, poeta que definiu que “mulher é desdobrável”, finco pé em meu lado profissional/militante, e, sigo estrada rumo a Bahia! Visualizo esse momento como uma possibilidade de síntese, pois levo os aprendizados anteriores e os coloco em um novo projeto, com menos angustia em relação ao que será o amanhã, a considerar a realidade de maior segurança profissional.
Sou grata ao ineditismo da vida, Elisa Lucinda em seu poema Libação nos disse – “Um brinde ao que está sempre em nossas mãos: a vida inédita pela frente e a virgindade dos dias que virão”. Como Elisa, não tenho dúvidas – a vida pode sempre reservar descobertas, e com nossa energia positiva podemos transformá-las em caminhos frutíferos! Isso vale para o hoje e para o amanhã!
Matilde Ribeiro, 01 de abril de 2014.
terça-feira, abril 01, 2014
sexta-feira, março 28, 2014
quinta-feira, março 27, 2014
Conversa.
Eu disse:
Tudo bem você não falar, só fala que não quer falar.
E ele:
Tudo bem você falar que só quer ouvir que eu não quero falar, mas eu quero falar.
E falamos.
E ele diz:
Temos tão pouco tempo juntos, que eu não quero falar sobre todos coisas. Eu também quero só ficar olhando você.
E eu digo:
Quando você me olha, eu sei que tem alguma coisa. Mas, tudo bem você não falar...
E voltou tudo de novo.
E eu adoro viver junto.
segunda-feira, março 24, 2014
Insônia.
Eu nem consigo dormir. Porque é meu corpo que sente. O corpo é receptáculo de montes de vontades e nele eu consigo provar meus erros e descobrir. Descobrir. Há alguns dias venho experimentando sentimentos que parecem contraditórios. Paixão, liberdade. Jeitos velhos e sensações novas. Tudo perto de explodir aqui dentro.
Ainda não sei bem como começou, acho que ainda está começando. Todos os dias em que acontece, as energias e as intensidades me fazem ainda mais esperançosa de um novo mundo. Medo? Não. Gosto da entrega, do desafio, do desejo. Quero gostar, gosto da poesia e do gostar mesmo. Aquele que acorda junto de cabelo amassado. Que te faz sentir tesão no fim da quinta-feira. E te faz fazer amor como se fosse de manhã cedinho.
Depois disso tudo, ainda tem mais coisas. Como "desculpe, eu deveria estar contigo naquele dia quando você precisou", tem isso de saber a hora certa de parar de sorrir e me beijar. De me olhar inspirando sonho bom. De saber o ritmo, a pressão, o jeito, tudo muito certo, sem perguntar (e quando você pergunta, te diz que é "normal" saber de você, porque todo dia ele observa e aprende como eu sinto). De me descobrir bonita e desejada de novo. De entender dentro de mim que quando é uma relação, um problema nunca vai ser só meu. Livre para me sentir bem e feliz. Com minha cabeça, pele, cabelo e sorriso.
Inteligência no olhar, na palavra, corpo e cabeça. É demais pra mim.
Nós. Amarrados pelos sentimentos.
sábado, março 22, 2014
sábado, março 15, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
sexta-feira, março 07, 2014
Souleymane.
Me diz se não é pra ficar feliz. Souleymane, o mocinho da foto, vive perguntando pra mãe de mim:
Porque as pessoas legais vão embora, mãe?
Eu não preciso de mais nada. Mesmo.
quinta-feira, março 06, 2014
Wonderful life.
Me disseram assim
amor não rima com medo
Parece que ele ouviu, porque ele vem aí.
Ou melhor, aqui.
Deixo vocês com Estelle, boa companhia.
terça-feira, março 04, 2014
segunda-feira, março 03, 2014
Eu, turbante.
Testando novas possibilidades com velhos panos. A parte mais legal é que nunca fica a mesma coisa.
Essa também é a parte mais legal da vida: nunca é a mesma coisa, amores, coisas, pessoas, filmes e sentimentos.
Maria Bethania ou sobre a arte de sentir a música.
Se você chegasse agora, não ia me encontrar chorando.
Mas o luarão lá fora sabe que a saudade anda me matando.
Quem inventou coisas para falar de amor? É só deixar ele chegar que ele vem. Sem muita força, sem parecer especial. E muda tudo que você pensou ter certeza.
Mas, talvez essa não seja a maior surpresa.
É a força que ele tem de te fazer sempre recomeçar.
Há sempre gentes que valem a pena.
Mas o luarão lá fora sabe que a saudade anda me matando.
Quem inventou coisas para falar de amor? É só deixar ele chegar que ele vem. Sem muita força, sem parecer especial. E muda tudo que você pensou ter certeza.
Mas, talvez essa não seja a maior surpresa.
É a força que ele tem de te fazer sempre recomeçar.
Há sempre gentes que valem a pena.
domingo, março 02, 2014
Propaganda.
Vi no mural da faculdade uma propaganda para serviços de lavanderia, feitos por uma senhora:
Deixamos suas roupas igualzinho como era na casa da mamãe
Impossível não achar perfeito. Para o público a que se destina, vai atrair muita clientela.
Deixamos suas roupas igualzinho como era na casa da mamãe
Impossível não achar perfeito. Para o público a que se destina, vai atrair muita clientela.
Toca Macumba, João.
Vocês pensam que sabem tocar? Tsc, tsc.
Em tempo: meu sonho é ver um show de Orkestra Rumpilezz e Márcio Vitor. Isso mesmo, aquele do Psirico.
sábado, março 01, 2014
Amor são umas pessoas.
Está tudo calmo. Aqui dentro. Lá fora, chove. Não só aqui, na casa de mainha e onde tá ele também.
Mas, tudo bem.
Está tudo calmo.
Yoga, amizade, conversas e comidas orgânicas.
Eu tou bem,
Mas, tudo bem.
Está tudo calmo.
Yoga, amizade, conversas e comidas orgânicas.
Eu tou bem,
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