Estou apaixonada há quase dois anos e feliz também. Como pode isso? Nem me pergunte. A Míghian de dez anos não acreditaria nisso se eu mesma voltasse ao passado e contasse a ela. Sem brincadeira nenhuma.
Apaixonada, ouvindo música de amor, lendo história de amor e chorando, indo a shows românticos com ou sem ele e cantando a plenos pulmões. É isso que é paixão? Para mim, é sim. Contando os dias para ver e os dias em que o deixei ali para fora do carro que me buscou e me levou embora.
Amo muita coisa nele e tem coisa que eu gosto, tem coisa que eu sou admiradora. Gosto do sorriso e porque ele me faz rir com coisas estúpidas, como passa um tempo enorme contando histórias em detalhes do dia do trabalho, do livro que está lendo, do filme que viu, dos que quer ver, da vida dele com ou sem mim, antes ou depois, eu gosto demais.
Adoro quando ele repete promessas que não cumpriu - ainda -, eu incentivo, eu gosto de tudo isso porque tudo isso é ele também. E quando fico chateada e a gente conversa e ele reconhece que pode ser diferente, que pode ser melhor, isso me renova e eu começo de novo a achar que vale a pena.
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