Você que me lê, me ajuda a nascer.
terça-feira, março 10, 2026
Não é pelo sobrenome, a luta é por justiça.
domingo, março 08, 2026
sábado, março 07, 2026
Banzeiro Okotô: uma viagem ao centro do mundo Amazônia, Eliane Brum.
quinta-feira, março 05, 2026
segunda-feira, março 02, 2026
sábado, fevereiro 28, 2026
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
terça-feira, fevereiro 24, 2026
Ouro Marrom.
A primeira vez que ouvi essa música foi ao vivo. Imagina. Essa beleza toda por aí há tanto tempo. Mas assim, foi maravilhoso assim também, essa emoção que me pegou em cheio ao vivo, sem pudor algum. Um dádiva, um presente.
domingo, fevereiro 22, 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
Maldito invento de um baronete, Luís Antonio Simas.
O livro é bem mais lúdico que a série em que o autor dá depoimentos sobre o jogo do bicho, veiculada e produzida pela mesma emissora que lucrou (e lucra) milhões com o jogo do bicho ainda hoje. Quer entender o Brasil?
Brasil é caso de amor, não para entender. Deixa disso.
O que mais me fascina é Simas dizer em alto e bom som para todo mundo ouvir: o jogo do bicho só não foi legalizado porque é coisa de preto, pobre, de gente que não era vista como civilizada no Rio de Janeiro do começo do século passado (e ainda não é). E hoje, não é legalizado por isso e também porque dá bem mais dinheiro para todo mundo que quer dinheiro do jeito que está, né?
Como uma tal plantinha que não faz mal à ninguém.
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
domingo, fevereiro 15, 2026
sábado, fevereiro 14, 2026
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
terça-feira, fevereiro 10, 2026
domingo, fevereiro 08, 2026
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
Fortemente amada.
Fiquei sem saber qual seria o título desse post, se bolo de chocolate ou fortemente amado. Isso porque as duas expressões traduzem o que sinto ultimamente.
A última vez que fiz um bolo de chocolate foi na graduação. Eu fiz um bolo no mês passado para alguém que ama bolo de chocolate, algo que eu não faço por aí assim. Precisamos de mais de um ano de namoro para um simples bolinho de chocolate aparecer aqui na bancada. O que me deixou mais feliz foi saber que ele, para além de amar o bolo, amou mais ainda porque disse que eu fui a primeira que o chamei para mostrar como se faz, assim ele pode fazer sempre que tiver vontade.
Um segundo bolo já aconteceu? Sim, mas ele também já fez seu primeiro bolo (que comeu sozinho, entre jogos do Flamengo e o filme Shaft), o que me deixa ainda mais feliz.
Fortemente armada? Não, fortemente amada, de verdade.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
Sabedorias.
Se o empresário desgraçado não chega lá no Congresso seduzindo políticos com presentes e privilégios mil, será que a gente teria essa coisa toda como a gente vê por aí? Não estou dizendo que o político não é responsável, só tou dizendo que passei a ter mais ódio ainda do capitalismo depois dessa frase.
Ando com tanto ódio do capitalismo e dessa ideia de VIP do VIP. Isso sempre existiu, né? Eu é quem não tinha acesso. Aí a pessoa se lasca de trabalhar para conseguir ter algo e quando chega lá, descobre que tem um valor a mais por alguma coisinha a mais e no final das contas, ela sempre vai querer aquela coisinha a mais, e o que ela conseguiu comprar já não vai valer mais nada, porque ela já está com vontade daquela coisinha que não deu para pagar dessa vez.
E isso nunca acaba. Nunca acaba. O capitalismo (e o racismo) assim, sempre se atualizam. E fim (sem final feliz. Lendo Banzeiro Òkòtó de Eliane Brum, é difícil acreditar que o mais lúcido, na real é só a gente sumir do mundo mesmo e deixá-lo para todos os outros seres vivos (e os povos-floresta).
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Filho Nativo, de Richard Wright.
sexta-feira, janeiro 30, 2026
quarta-feira, janeiro 28, 2026
domingo, janeiro 25, 2026
terça-feira, janeiro 20, 2026
segunda-feira, janeiro 19, 2026
segunda-feira, janeiro 12, 2026
quinta-feira, janeiro 08, 2026
Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome.
Não achei trailer para a série Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome (direção Rafael Pirrho), então acabei vendo esse documentário que está no Youtube.
quarta-feira, janeiro 07, 2026
domingo, janeiro 04, 2026
quinta-feira, janeiro 01, 2026
quarta-feira, dezembro 31, 2025
Presente.
Ganhei de presente o livro "A Contagem dos Sonhos", o novo livro de Chimamanda Adichie. Fiquei toda boba e lembrei que faz tempo que eu não ganho livros, a não ser de mim mesma (enquanto conversamos, uma cesta de compras de dez livros me espera para saber quando a finalizarei). Olho para ele e penso: o livro é o meu melhor amigo, não tenho como pensar outra coisa.
Viajei para o México, levei três livros e um Kindle com mais dois na agulha, voltei com mais cinco livros. Para que isso? Me dá um conforto danado estar rodeada de livros, é uma coisa que faz parte de mim faz muito tempo, ler sempre foi algo que me salvou de coisas que ainda nem sei o nome, então ler sempre vai estar aqui.
Eu sei que posso estar com eles por muito tempo e não me sentir sozinha, esperar o vendaval passar. Eu sei, eu já passei por isso algumas vezes e o que ficou foi a lembrança de que naqueles dias, consegui terminar um livro de 900 páginas ou coisas assim. Eu sei, eu sinto que os livros, as histórias, elas sempre vão ficar aqui e assim eu sempre as escolho, porque elas nunca me abandonaram.
Essa certeza me faz olhar para um livro de presente e pensar que sim, a vida pode e é bonita, a vida é porque existem livros.
terça-feira, dezembro 30, 2025
Andressa Urach VS 31 cristãos.
Esse foi um dos melhores entretenimentos que eu vi esse ano. Que ideia maravilhosa essa daqui.
segunda-feira, dezembro 29, 2025
Prisioneiras do Espelho: um guia de liberdade pessoal para filhas de mães narcicistas, de Michele Engelke.

sábado, dezembro 27, 2025
O sol na cabeça, de Geovani Martins.
O quarto de Giovanni, James Baldwin.
quinta-feira, dezembro 25, 2025
O perigo de estar lúcida, de Rosa Montero.

domingo, novembro 30, 2025
domingo, novembro 23, 2025
sábado, novembro 22, 2025
sexta-feira, novembro 21, 2025
quarta-feira, novembro 19, 2025
segunda-feira, novembro 10, 2025
quinta-feira, novembro 06, 2025
Há mais coisas que Netflix e Prime Video.
Estou me esforçando a usar menos telas (paradoxal quando aqui eu escrevo usando tela, mas é notório o quanto diminuí a escrita aqui). Fico assombrada como a gente coloca tela em tudo, até para afugentar a solidão (e ela nem sempre precisa ser mandada embora). Estou me esforçando a ver coisas em outros streamings, como Mubi e Filmmica. Nem só de Netflix e Prime Video a gente vive. O resultado são os últimos filmes postados aqui, todos muitos bons e muitos diferentes entre si, bagunçam muito minha cabeça. Com Netflix, eu estava esquecendo o quanto eu amo cinema e passando a viver de entretenimento. Blergh.
Depois de um tempo, você cansa da linguagem, da mesma linguagem em todos os formatos. É sempre o mesmo jeito de fazer e filmar, mesmo enquadramento, começo, meio e fim. Não é cinema, é audiovisual que chama agora, né? Estou vendo coisas que desconcertam a vida e me põem a pensar em coisas que preciso, que não quero, que eu gosto, que estão na vida para serem vistas também. Uma cena ontem no filme Estranho Caminho, uma cena, e eu vi o filme da minha vida passar na minha frente. Fiquei como? Cabeçuda até agora.
Do alto de um flat em Brasilia, décimo sétimo andar, Madison Ryan Ward cantando I'll wait para mim. Essas foram as decisões de hoje.
Filipe eu te amo.
terça-feira, novembro 04, 2025
segunda-feira, novembro 03, 2025
sábado, novembro 01, 2025
terça-feira, outubro 28, 2025
quarta-feira, outubro 15, 2025
quinta-feira, outubro 09, 2025
domingo, setembro 28, 2025
sexta-feira, setembro 26, 2025
terça-feira, setembro 23, 2025
segunda-feira, setembro 22, 2025
segunda-feira, setembro 15, 2025
terça-feira, setembro 09, 2025
sábado, setembro 06, 2025
quinta-feira, setembro 04, 2025
quarta-feira, setembro 03, 2025
terça-feira, setembro 02, 2025
Acreditar, enfim.
Eu continuo me surpreendendo com a vida. Com o amor. Com as possibilidades que a gente abre para viver experiências quando a gente consegue se curar e seguir, sem tanta amargura. Não é fácil, nada é fácil, ficar triste e sem saúde mental também não é fácil, então se eu tiver de fazer força, vai ser para ser feliz e não reclamar. Ter aprendido duas coisas me ajudam a ficar bem:
1. A certeza de que não tenho certeza de nada. Uma coisa tão estúpida, né? Mas com o tempo, com a idade, a gente se apega a coisas que a gente já viveu, achando que vai dar certo porque já passamos por isso ou que vai dar errado porque a gente já conhece. Não é simples assim. Se fosse... seria tudo muito mais chato na vida, é por isso que ela segue incrível, por ser completamente imprevisível. Meu pai dizia
do tempo que eu nasci e ainda tô vivo
Quer dizer, é uma benção conseguir fazer a mesma coisa por dias e dias - acordar, comer, trabalhar, banhar, dormir, é uma benção conseguir o básico, sim. Porque a vida é uma coisa que não te promete nada, nada, mas todo segundo tem coisa. Então, eu penso que eu nunca sei de fato o que pode acontecer. Muitas vezes eu me preparo pra caramba para uma coisa e ela não chega. Muitas vezes eu não me preparo e é incrível. Não tem receita, todas essas coisas que a gente já sabe, né? Só que a gente diz que sabe, mas na hora a gente quer mesmo que aconteça como a gente está esperando, a gente diz que sabe que a vida é um imprevisto a cada milissegundo, mas vive esperando que tudo saia como esperado. Eu me divirto com frases do tipo "isso nunca aconteceu", como se a vida tivesse te prometido que só aconteceria com você coisas que já aconteceu uma vez, como se fosse possível você já ter vivido tudo que há pra viver.
2. Escolher um caminho não significa que ele vai ser melhor que o que você não escolheu. Pode ser que, na hora, quando você escolher, ele vai "parecer" melhor. Mas não acredito mais em "melhor". Só isso. Estou tirando umas palavrinhas da minha vida. Sabe porque? Não tem como saber, e o que a gente tem que saber é que o caminho escolhido vai ter problemas no percurso, assim como aquele outro que você não escolheu. A gente até escolhe achando que sabe um pouco o que pode acontecer (e fica chateada quando não acontece, porque a gente escolheu aquele caminho porque ele trazia um pouco mais de segurança que o outro...), mas a real mesmo é que como a gente não tem certeza de nada... a vida não te dá garantias, ponto. Aí eu penso assim: vendem para a gente essa ilusão, "por aqui é melhor", então a gente se frustra porque a gente não se prepara para cair do cavalo naquele caminho que parecia tão melhor. Não tem isso. Todo caminho pode ser uma grande furada ou uma grande beleza. Ou uma coisa morna mesmo. Não tem como saber, porque também tudo pode mudar. Ele pode começar uma furada e se tornar uma grande beleza ou o contrário. E é aí que entra a sua agência. Eu fico olhando a minha vida e pensando nas coisas loucas que já aconteceram comigo e em como eu lidei com elas. Em como eu não me permiti que elas me paralisassem porque eu queria - e ainda quero - viver muita coisa que eu não vivi. Eu quero viajar, conhecer coisas como Patagônia ou voltar à Itália dirigindo um carro lá pelas bandas da Procida. Eu quero sentir isso, a viagem, ver pessoas, ouvir histórias, fazer elogios, receber elogios. Eu quero muita coisa, quero também poder ter tempo de ficar sem fazer nada só sentada no sofá afagando Namaste e vendo ele lentamente sair dali e ir deitar em outro canto porque não quer cafuné daquele jeito. Eu quero. Minha vontade de viver se sobrepõe à vontade de parar tudo e só sobreviver.
É cansativo, sim. Nem todo dia é simples, mas eu ainda acho que vale mais a pena gastar minhas fichas e forças nessa aposta completamente sem nenhuma promessa que é a vida. Eu ainda prefiro acreditar no amor e esperar ser amada, eu ainda prefiro me cansar acreditando.
















