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terça-feira, fevereiro 03, 2026

Sabedorias.



Fiz essa foto no litoral da Bahia, numa cidade bem pequena e pacata, linda e cheia de luz que conheci em janeiro. Parece uma bobagem, mas tem algo de tão profundo aí. No capitalismo, quem começa transformando a corrupção em linguagem não é, necessariamente, o político. Pensa bem nisso e depois a gente conversa mais. 

Se o empresário desgraçado não chega lá no Congresso seduzindo políticos com presentes e privilégios mil, será que a gente teria essa coisa toda como a gente vê por aí? Não estou dizendo que o político não é responsável, só tou dizendo que passei a ter mais ódio ainda do capitalismo depois dessa frase.

Ando com tanto ódio do capitalismo e dessa ideia de VIP do VIP. Isso sempre existiu, né? Eu é quem não tinha acesso. Aí a pessoa se lasca de trabalhar para conseguir ter algo e quando chega lá, descobre que tem um valor a mais por alguma coisinha a mais e no final das contas, ela sempre vai querer aquela coisinha a mais, e o que ela conseguiu comprar já não vai valer mais nada, porque ela já está com vontade daquela coisinha que não deu para pagar dessa vez. 

E isso nunca acaba. Nunca acaba. O capitalismo (e o racismo) assim, sempre se atualizam. E fim (sem final feliz. Lendo Banzeiro Òkòtó de Eliane Brum, é difícil acreditar que o mais lúcido, na real é só a gente sumir do mundo mesmo e deixá-lo para todos os outros seres vivos (e os povos-floresta). 

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