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segunda-feira, junho 01, 2026

A contagem dos sonhos, Chimamanda Ngozi Adichie.

 

Ganhei este livro de presente no fim do ano. Li aos poucos, devagar e sempre. Eu gostei? Gostei sim, gostei muito. Agora, talvez seja o livro de Chimamanda que eu mais goste. Antes, era o Hibisco Roxo. Mas não sei. Só queria um pouco menos imigração, mas parece que não tem muito jeito: esse é o mundo onde ela vive, numa ponte entre Nigéria e Estados Unidos. Eu gosto de coisas que ela percebe e escreve sobre as diferenças entre Nigéria e EUA que a gente não consegue mensurar e parece intangível, mas ela vai lá e descreve. Ela é muito boa nisso, como quando explica o ranço de palavras em inglês dos Estados Unidos ou um meneio de cabeça. Ela é realmente muito boa nisso, uma observadora dessas diferenças pequenas mas que agoniam a gente no dia a dia. 

No final do livro, ela explica coisas que poderiam não ter sido ditas, mas que, quando ditas, desvelam tanta coisa da literatura e da gente que sempre fico em dúvida se queria ler ou não aquilo tudo. Me sinto nua. Com frio.

Mas tudo bem. Como a paixão e o calor, essas emoções também passam. 


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