Você que me lê, me ajuda a nascer.

domingo, maio 17, 2026

Sanduicheira e fim.

Ganhei de presente uma sanduicheira usada de um namorado de minha mãe há muito tempo atrás. Ela deveria ter uns dez anos de vida quando chegou em mim e deve ter mais ou menos um doze anos que ela está comigo. Sim, é isso mesmo. Ela funcionou todo esse tempo muito bem, ainda que não tenha sido usada todos os dias durante esse tempo.

Hoje ela deu aquele último suspiro que as sanduicheiras devem dar quando querem morrer. Aquele leve curto-circuito com um estalido que é comum chamarmos de pipoco, sem fumaça, sem fedor de queimado. Só avisou que ia e se foi.

Não é que ela não possa ser consertada, mas fico aqui pensando se ela realmente quer isso. São mais de duas décadas trabalhando, talvez seja hora de ir. Ela me lembra um tempo bom e uma conexão que não gostaria de ter perdido, mas perdi. Porque? Nada é autoexplicativo, mas nem sempre é explicativo com explicação. É isso.

Emoções.

Tenho lido e ouvido coisas que tem me emocionado muito ultimamente. Tenho falado também. O choro tem sido constante mas quase nunca ele é algo que não deveria existir. Eu choro lendo uma matéria sobre trabalho escravizado nos dias atuais e choro na mesma medida ao ler a história de um rapaz que decidiu falar sobre as violências sexuais que sofreram na infância.

Choro também com uma senhora contando que adotou dois meninos que moravam na rua ainda em meados dos anos 80. Imagina. Eu choro mesmo, sem pudor. Chorei também quando uma estudante contou a história dela até entrar na universidade, que no caminho perdeu mãe e pai (com o pai dizendo "filha, não prestei atenção em você" para ela antes de falecer e indo levá-la ao ENEM mesmo ela com mais de 20 anos nos dias de prova).

Eu choro sem vergonha porque amo ser humana e me afetar, me comover, me mover ao encontro das minhas emoções. Eu quero todas elas, eu as abraço e me sinto confortável até mesmo dentro daquelas que são estranhas, porque eu estou aprendendo a amar até o que não conheço de mim para me preparar para o que vem. 

Eu agradeço por existir. 

sexta-feira, maio 15, 2026

segunda-feira, maio 11, 2026

domingo, maio 10, 2026

terça-feira, maio 05, 2026

À cor da pele.

 


Quer literatura que te pegue de jeito, punch, punch, punch. Pois leia esse livro e de uma vez só sinta raiva, amor, compaixão, tristeza, cansaço e de novo raiva, amor, compaixão... quer sentir? Leia esse livro. 

Uma história que te leva para dentro dela mas também te coloca em contato com tantas outras histórias que estão ao seu redor, o livro vale a pena, Bobby vale a pena, eu acredito nele. 

John Vercher

domingo, maio 03, 2026

Eleita.


 No Rio que a gente conhece, essa nem seria a pior história de governança.

Tocados pelo sol.


 

sexta-feira, maio 01, 2026

Um dia, T1.


 

O lenço de cetim da mamãe, de Chimamanda Ngozi Adichie (ou Nwa Grace-Jones).



Gostei do livro, leria para uma turma de crianças, leria para mim. E li. Podes escrever para crianças, levas jeito e eu gosto, Nwa. Eu sinto um prazer imenso de poder ler todos os livros de uma pessoa e com essa moça não é diferente. Posso falar que li todos os livros dela (estou lendo o último, ops), posso falar do que gosto e do que não gosto de tudo que fez e essa sensação é gostosa demais. Eu gosto. Eu gosto. Obrigada por escrever. 

Chimamanda Adichie

 

Histórias da Preta, Heloísa Pires Lima.

 

Li esse livro faz tempo, muito tempo. Uns dez anos, talvez. Alguém poderia sugerir a troca dessa capa? Seria ótimo, para começar... sobre o conteúdo, que dizer? Ainda bem que hoje temos muitas opções de lietratura infanto-juvenul negro brasileira, sim? Isso faz com que possamos escolher bem e analisar livros que estão no mercado há muitos anos (e que seguem nele, a despeito dos problemas que apresentam). 


Heloísa Pires Lima

terça-feira, abril 14, 2026

Entre, corra e pule: aventuras (nada) virtuais pela África, Lavínia Rocha.

 


Pensando bem, acho que foi com esse livro que comecei a ler livros considerados para adolescentes. Agora, vira e mexe eles aparecem por aqui e eu vou confessar que estou gostando muito do que estou lendo. 

Esse livro tem uma série de coisas bacanas, mas se eu fosse escolher só uma, seria o fato de Artur, um dos protagonistas do livro, ser um menino que está no espectro autista. Isso me pegou demais. Foi muito ótimo ler um livro com crianças negras e que também trata sobre neurodiversidade. A história toda é muito legal - a ideia de falar de um jogo antigo de videogame e África de fato chamou minha atenção.

Vocês vão achar que é minha mentira, mas até comecei a apreçar um console de vídeo game. 

Lavínia Rocha



domingo, abril 05, 2026

sexta-feira, abril 03, 2026