Você que me lê, me ajuda a nascer.

domingo, maio 17, 2026

Emoções.

Tenho lido e ouvido coisas que tem me emocionado muito ultimamente. Tenho falado também. O choro tem sido constante mas quase nunca ele é algo que não deveria existir. Eu choro lendo uma matéria sobre trabalho escravizado nos dias atuais e choro na mesma medida ao ler a história de um rapaz que decidiu falar sobre as violências sexuais que sofreram na infância.

Choro também com uma senhora contando que adotou dois meninos que moravam na rua ainda em meados dos anos 80. Imagina. Eu choro mesmo, sem pudor. Chorei também quando uma estudante contou a história dela até entrar na universidade, que no caminho perdeu mãe e pai (com o pai dizendo "filha, não prestei atenção em você" para ela antes de falecer e indo levá-la ao ENEM mesmo ela com mais de 20 anos nos dias de prova).

Eu choro sem vergonha porque amo ser humana e me afetar, me comover, me mover ao encontro das minhas emoções. Eu quero todas elas, eu as abraço e me sinto confortável até mesmo dentro daquelas que são estranhas, porque eu estou aprendendo a amar até o que não conheço de mim para me preparar para o que vem. 

Eu agradeço por existir. 

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