Você que me lê, me ajuda a nascer.
sexta-feira, dezembro 18, 2020
Sob a pele: relatos sobre os efeitos do racismo na saúde mental, Lucas Ludgero.
quinta-feira, dezembro 17, 2020
quarta-feira, dezembro 16, 2020
segunda-feira, dezembro 14, 2020
domingo, dezembro 13, 2020
Solidão (que nada).
Há uns dias por aí que eu me sinto terrivelmente só. Eu não sei o que é. Acontece. Penso em coisas que já me aconteceram, umas bem chatas, saudades, pessoas e até penso também numas boas coisas que me acontecem agora e sofro, porque penso, 40 anos e eu nunca vivi isso, como pode, será por isso que fico assim boba para as coisas da vida?
Vivo perguntando às pessoas o que elas fazem quando se sentem só. Elas dizem coisas diferentes, mas às vezes eu acho que quero ficar só para aprender o que quero, o que sei, o que não entendo de mim. Essa solidão não é para fazer mal, nem para o bem. É para saber de mim, e só consigo muitas vezes, sozinha, me afastando de tudo e de quem eu sou para outras pessoas.
Não sei se consigo sempre aprender muito, mas eu tento.
Péssimo.
O péssimo pessimista é aquele que desacredita, mas não desiste de viver e sonhar. Algum dia, pode dar certo, ele pensa, e espera que alguém o convença. Sorte a dele não encontrar alguém cansada, triste pelo caminho.
sábado, dezembro 12, 2020
sexta-feira, dezembro 11, 2020
Nunca.
Eu disse, eu disse que não tenho medo de amar de novo, porque é ele. Porque ele me faz um bem danado e eu nunca nunca nunca me sentiria menor ou infeliz por uma dia o ter amado, porque ele é tão incrível e tudo que me dá e faz sentir é tão maravilhoso que eu nunca nunca nunca poderia ficar triste por ter amado alguém como ele, que me ajudou a melhorar quem eu era e a curar dores que ele nem sabia que existia.
Depois disso, só um abraço, né? E enxugar as lágrimas também. De amor.
quarta-feira, dezembro 09, 2020
Cartas.
Encontrei muitas cartas antigas de pessoas que disseram me amar. Reli muitas delas. Elas datam de mais de uma década, homens e mulheres, paixões, amigas. Amigos. Tudo aqui, dentro de mim.
Não li todas, algumas só vi a data, lembrei do envelope, sorri. Lembrei até de algumas que deliberadamente joguei fora, porque não queria mais ler. Esquecer, não consigo.
Fui feliz antes, sou feliz então. Eu conheço o amor. Podem me dizer que foram só palavras, mas elas me sustentaram. Eu recomendo a todas as pessoas que amam, escrevam e guardem o que sentem no meio das palavras, dentro de um papel.
segunda-feira, dezembro 07, 2020
Descoberta.
Alguém precisa avisar às pessoas que paixão só é passageira quando não é correspondida. Se a paixão encontrar um lugar para ficar, ela nunca vai embora.
Paixão, prima-irmã (gêmea) do amor.
Pequenino.
Às vezes sinto meu coração pequeno. Tenho medo de ter medo e acordo assustada, sem ter certeza se ainda estou fazendo a coisa certa. Faço, mas já não sei. Tenho medo de não fazer e não sei o que faço. Enquanto isso, o mundo continua girando; ele não para para apontar um caminho.
E eu? Vou vivendo, atropelando sentidos também.
Um sinal, uma lágrima e aí eu descobri que um passo, outro passo, paciência (e, entre um passo e outro e paciência, respira e calma).
sexta-feira, dezembro 04, 2020
Poeminha.
Um dia antes já sinto os efeitos
Desejo, sorrisos, esperanças
Quando você chega
Já fui ao céu de esperas simples e já voltei
Encontro-me à porta, portão aberto
Faceira, feliz, fagueira, fogosa
F I N A L M E N T E
terça-feira, dezembro 01, 2020
Lagartixa.
É hora de parar de trabalhar
Assim eu entendo quando ela aparece, olhando para os lados, apressada.
Quem tem uma amiga lagartixa, tem muito.
Filha e mãe, mãe e filha.
Fiquei aqui pensando uma coisa faz tempo mas nem escrevi, pense.
Vi uma cena, uma mãe com uma filha pequena num ônibus há algum tempo atrás. Fiquei pensando nessa ideia de que as crianças precisam das mães, os bebês precisam dos pais e coisa e tal. Essa ideia é muito corrente e a gente se vê repetindo isso o tempo todo. Mas, porque a gente não pensa que a mãe e o pai também precisam do bebê? Caso contrário, porque é que muitas pessoas querem bebês (ou acham que querem, né, sei lá)? Será que seria simplesmente para ter alguém precisando delas ou é porque elas também precisam de bebês?
Tudo isso só se pode entender se você acredita que é possível criar uma relação mais horizontal entre pais e mães e bebês. Se não pensa que isso é possível (e necessário), para vivermos melhor em sociedade, não dá para entender nada desse texto.
Lembrei dessa imagem porque uma amiga me disse que não gosta da maternidade, no sentido lato da palavra. No sentido-poesia, todo mundo até que ama. Fiquei pensando que talvez ela ache que não goste porque maternidade tem a ver com essa coisa hierárquica, de mando, de autoridade sem questionamento, de verdade, de última palavra, de decisão, de sim e não. Não sei direito, tem muitos motivos para não gostar, eu acho. O mundo diz que a mãe deve ser mais responsável, e ela por conseguinte se sente mentalmente sobrecarregada, dar conta da criança é tarefa dela, por mais que algumas pessoas lhes digam o contrário, o mundo - e ela também - espera que ela seja a mãe modelo, aquela que ama fazer tudo que tem a ver com ser mãe, tudo, sono interrompido (tudo interrompido, né, o tempo não é mais o seu, não), bicos dos seios sangrando, corpo estranho, horas que não voltam, choro que não para, AAAAAAAAAAAAAAAA.
Uma relação que não é de amizade e nem de controle, como é que pode? Será que pode? E como? Como eu vou ser mãe, não vou controlar tudo e ficar bem? Isso é ser amiga, não? Não. Ser mãe é encontrar esse equilíbrio todo aí. Olha quem fala, alguém que até hoje só foi filha. Sendo filha, você aprende ofício de filha e vira observadora de ofício de mãe. Certeza.
O que eu sei é que pode se dizer muita coisa, mas quase todo mundo concorda que maternidade é cuidado. Algo que bebês e pessoas adultas podem ter umas com as outras, mas a gente pensa que só pode cuidar quem decide, quem é adulto. Bebê não cuida quando aceita mamar e quando chora pedindo atenção? Porque não?
Quando tenho bebês em casa, agradeço porque posso parar para brincar sem medo de pensar depois que perdi tempo. Esse cuidado que eles/as tem comigo, eles/es nem sabem. Esse cuidado existe só pelo fato de eles/as existirem. E nesse cuidado deles/as, vou aprendendo que tenho de parar e não fazer nada sim, que é gostoso e me faz bem. E fico na cama até mais tarde, ouço uma música por ouvir, (tento) fazer nadas. Nadas.
Se a gente pensa que cuidado vem também dos bebês para nós, pessoas adultas, a relação vertical que é a mais comum de vermos vai desabando e vamos nos aproximando de um lugar em que bebês e pessoas adultas podem se encontrar com menos pressão, com a leveza que um cuidado pede para existir bem para todo mundo. Quem saiba a gente até possa ver que sentir raiva, dizer que tem raiva, ficar zangada, sair andando também podem fazer parte do cuidado que se tem, sem idealização de nada.
Nesse caminho, acabo por ter de reconhecer que dar carinho e cuidado também é algo que eu preciso para viver. Sem isso, acho que minha vida ia ser bem feia e chata. Não quero aqui romantizar cuidado. Sei que muitas mulheres estão sozinhas nessa e cuidar sem ninguém para ajudar cansa, chateia, machuca, dói, faz sofrer. Um coisa que pode ajudar é aprender a ver cuidado num abraço da criança, no pedido de atenção, no eu te amo que vem sem pedir também. Na real, acho que as mães que aguentam, só aguentam porque veem assim. O que seria legal é se elas não precisassem se vestir de super mãe toda vez que qualquer pessoa aparecesse por perto ou até mesmo aquela coisa que fica dentro da cabeça dela começasse a falar.
Será que dá para aprender tudo isso?
Só dá se a nossa vida não estiver tão embotada de tristeza e a nossa vontade de experimentar uma relação de menos controle for maior do que o medo de perder as rédeas. Então, dá.
Dá?
Cidadã de Segunda Classe, Buchi Emecheta.
domingo, novembro 29, 2020
sábado, novembro 28, 2020
Manhã perfeita.
Yoga, molhar plantas, ouvir Liniker (Intimidade, umas duzentas vezes), fazer café, sentir cheiro de café, ler Buchi, tomar banho, varrer a casa, receber uma ligação dele de bom dia.
E pronto, o dia já pode acabar.
quinta-feira, novembro 26, 2020
Fácil.
Ella Mai canta
love is easy, easy, so... don't make it hard
Pois então tá bem. Tão simples que até sem ler inglês se sabe, aha.
All we got is here and now
Mas que nada.
No meio de uma reflexão intensa sobre a vida, o amor e a morte, eu quase-triste perscruto o silêncio e ele
Olha a uva sem caroço, mãe
Lembrei do almoço a fazer e já não há tempo para tristezas. O mundo concreto com suas fomes e afazeres me consome. É disso que gosto.
Sou feliz, então.
quarta-feira, novembro 25, 2020
Ouvindo Adah.
Aí ela me disse
Só que, apesar da rigidez de sua conversa consigo mesma, Adah ainda queria ser amada, queria sentir-se casada de verdade, queria ser cuidada (Cidadã de Segunda Classe, Buchi Emechetta, p. 84)
Eu vi assim que tudo bem.
Pérolas, aos poucos.
Caminhar é deixar espaço para o outro passar, me contou Geovana. Eu não estou louca, não. Me deixa.
Inteira.
terça-feira, novembro 24, 2020
Nem eu.
Há dias do mês que nem eu me aguento. Quero ficar no mais dentro de mim, não quero estar em mais lugar nenhum. Porque sei que posso ser amarga ou dura, posso ser boba ou posso chorar por nada, e aí eu me escondo em mim.
Não sei se todo mundo tem isso, não é triste nem dói, só parece que só eu me entendo e ninguém mais.
Ninguém mais.
Eu sei bem o que eu queria nessas horas, mas acho que ninguém sabe, por isso não espero e fico só comigo. Depois que passa, parece passado. E é bobo, e eu rio. Muita gente até tenta descobrir, mas é difícil quando é algo que não se diz (porque também não se sabe).
Nem eu.
segunda-feira, novembro 23, 2020
Meu coração é alimento.
Meu coração de ouro pendurado, fora de mim, balança
E às vezes, muitas vezes, só às vezes,
Encosta em sua boca macia
E por ela é engolido
Eu vejo tudo isso num segundo muito rápido quando abro os olhos para espreitar o prazer
Meu coração é alimento
E sacia
Meu coração mastigado, finalmente, encontrou um lugar para nutrir-se de amor e paz.
domingo, novembro 22, 2020
Vai com calma.
Não precisa pressa, nem nada.
Vai com calma
V a i c o m c a l m a
Devagar e sempre, lembra?
Sem aperto no peito, sem medo, sem.
De coração aberto, mesmo sem rumo certo.
Eu vou, porque sim.
sexta-feira, novembro 20, 2020
quinta-feira, novembro 19, 2020
Água de Barrela, Eliane Cruz.
Há algum tempo quero ler este livro, só agora é que consegui terminar. Em certo sentido, lembrou-me a narrativa de "Um defeito de cor", mas acredito que aqui a história me soa mais autêntica, uma vez que a autora traz reminiscências de uma história familiar - entremeada com a história do Brasil, algo que eu gostaria de ver mais diluído, assim como no outro livro citado - para dar conta de escrever sobre sentimentos tão nossos relacionados à escravização e a forma como fizemos para continuar vivas num país que até hoje não se decidiu se dele fazemos parte ou não.
Não tenho muito o que dizer, talvez porque agora não seja o tempo em que eu esteja interessada em ler sobre os temas relacionados no livro. Não quero dizer com isso que ele não deve ser lido. Aqui não me ocupo de uma resenha organizada nem nada, é muito fácil achar essas coisas aí pela Internet, com pessoas muito mais tarimbadas do que eu. Aqui ocupo-me de sentimentos, sensações, falo como leitora, como alguém que se encanta com a palavra mais do que com roupa nova.
E o que eu quero ler, então? Estou assim inclinada para livros como "Um casamento americano", que falei aqui. Coisas como As Alegrias da Maternidade ou... vou ler o novo de Obioma. Me falaram muito bem de Torto Arado, de Itamar Vieira. Estão todos na lista, como sempre.
Tenho ao lado da minha estação de trabalho, todos os livros de literatura que preciso e quero ler. Vou ler, vou contar aqui.
Eu sempre digo leiam tudo, porque eu li tudo que me chegou às mãos quando eu não podia escolher e isso me formou leitora. Escolham, leiam, não gostem, mudem de ideia. Mas nunca deixem de acreditar nas palavras.
quarta-feira, novembro 18, 2020
Sim.
Esquecemos das dores que nos afastam da felicidade
E inventamos um mundo novo, cheio de belezas e sorrisos doces
Acreditamos só no que nos faz bem
E sentimos prazer pelo abraço suado
Do amor que sai pelos poros quando você vive o instante.
terça-feira, novembro 17, 2020
segunda-feira, novembro 16, 2020
Declaração.
Ele disse
Acho que temos objetivos semelhantes
Ele não sabe, mas, essa foi uma das coisas mais amorosas que já ouvi minha vida inteira (quase igual à "quer água?", que ele quase sempre pergunta também).
Nunca desconfie de quem te oferece água. Essa pessoa realmente presta atenção em você.
Será?
Será que dá para viver junto pelo sentimento? Pela saudade que invade, pela vontade de ficar perto? Quanto tempo dura uma vontade de encontrar, ficar perto, conversar, dar risada, sem nenhuma obrigação?
Será que a gente consegue? Sem pressão, sem forçar a barra, sem controle, sem querer agradar o mundo. Só pela vontade de passar um tempo junto, fazendo nada ou fazendo o que se quer.
Será que dá?
Eu quero assim. Falei para ele
eu quero casar com alguém se um dia eu acordar e sentir que já não quero ficar longe dela muito tempo
Será que existe isso? Eu vejo que sim, eu sinto que sim.
Especialmente agora, eu sinto que sim.
Das coisas que apaixonam.
Beijar e abraçar o tempo todo;
Beijar minhas costas quando me abraça;
Dormir conversando, acordar conversando;
Rir das coisas mais bestas;
Elogiar roupa, batom, sapato e cabelo;
Ler blogs;
Perguntar "quer água?";
Das coisas que apaixonam, ele conhece todas. E eu nem preciso dizer que amo pessoas inteligentes.
domingo, novembro 15, 2020
Mar de amor.
Amo o mar
Amo o amor
Adoro palavras com mar dentro, palavras e nomes.
Mar
AmorAmar
Eu não quero mais.
Ás vezes eu só queria que a música
... fosse lei na minha vida. Mas nem sempre é possível, porque tem coisa que só vem quando outra pessoa também diz sim. Outra pessoa ou outras, não precisa ser a dois, mas tem de ser mais de um. Amor é coisa de juntar, é afeto da partilha, sonho que se sonha junto, é realidade.
Pedido.
Respirei (suspirei) fundo, enquanto assoprava a vela dos 40 anos. Pensei bem sentido
que aconteça o melhor
Eu nunca sei o que será melhor, não completamente. Eu deixo um espaço para o acaso, para o imprevisto. Eu sofro, eu choro, eu sorrio, eu acho que ainda dá tempo de ser feliz.
O menino negro, de Camara Laye.
sexta-feira, novembro 13, 2020
segunda-feira, novembro 09, 2020
Meia noite, quase uma da manhã.
Preciso acalmar meu coração. Preciso aceitar que a beleza, a alegria e a doçura não são exclusividades minhas. Elas estão por aí e as pessoas as conhecem com outras pessoas, em outras histórias e viagens.
Acalma, coração. Vive o que há para viver, sorri, acredita, não espera. Só vive. Nem sempre quem te ajudou a chorar é a pessoa que vai segurar sua mão quando você acordar no meio da noite, com medo da solidão.
quinta-feira, novembro 05, 2020
Férias.
Estou aqui, bem acordada, esperando ela chegar.
Será que ela entra pela porta da frente ou de mansinho sorrateira espreita a janela do quarto?
Estou de olhos, ouvidos, de sentidos bem abertos. Pode vir.
Vem, férias.
segunda-feira, novembro 02, 2020
Tudo sinto.
Sabe uma coisa te dizendo que não vai dar? E sabe quando você não quer ouvir e só vai? Vai. Tropeçando, caindo por cima de você e indo, indo.
Algumas palavras ficam ecoando no meu ouvido e não querem ir embora; curiosamente, são as palavras que doem que ficam, fazem morada, são os silêncios, as respostas que nunca vem. São as coisas que acompanham a sombra do que não vai dar.
Agora eu sei mais do que antes sobre mim, acho que isso vai me ajudar a ir e, no fim, chegar num lugar seguro, em paz, dentro de mim.
Saudade.
Eu gosto tanto dessas fotos, não sei porque nunca pus aqui. Saudade de minha amiga Sandra, tirou as fotos e me faz tão feliz.
domingo, novembro 01, 2020
40 anos.
Quase quarenta e ontem, quando novembro começou, me peguei pensando em tanta coisa da vida, o sono não veio. Ele veio, mas eu espantei, com todos os pensamentos de medo, coragem, alegria, tristeza, todos juntos dançando em minha frente, fazendo graça.
Achei engraçado ainda sentir tudo isso, achei mais graça ainda acreditar em sentir, procurar por sentir. Amar querer sentir. Tudo verbo de uma vida de verdade.
sábado, outubro 31, 2020
sexta-feira, outubro 30, 2020
Ilha.
Todo o dia espero
Que a ilha que me olha
Em frente à minha janela
Se una ao continente e me encontre livre
Num dia sem home office
Eu, ganhadora do Concurso de Poesia da UNILAB. Eu.
terça-feira, outubro 27, 2020
Professora, ainda posso mudar de cor? As crianças pequenas e suas impressões sobre relações raciais na escola.
Eu escrevi esse texto faz muito tempo e saiu do ar na internet. Aqui está.
segunda-feira, outubro 26, 2020
Musical.
Foi quando ele ouviu
aaaaaaaaa
de Liniker na música Intimidade tocando baixinho às 7h da manhã e, aos poucos foi largando a mamadeira e dançando em frente ao espelho que eu tive a certeza que sim, ele me entende.
Uma cena indescritível, emocionante, chorei todos os choros engasgados que não tinha ainda conseguido chorar por muito tempo.
Nó.
Quando eu soube que o irmão de uma moça que conheço morreu, parece que tudo voltou aqui. E fica esse nó no corpo inteiro, porque ela também não o viu mais, desde quando veio estudar no Brasil, como eu em São Paulo, longe de casa.
Foi nó em tudo que era parte do corpo. Acordei moída pelas amarras que tentam me parar e que todos os dias, desamarro, lentamente, para chegar para a vida, sem nó, inteira, sem medo.
domingo, outubro 25, 2020
sábado, outubro 24, 2020
Quem tem carinho, me leva, Geovana.
Gente, como é que eu vivi e não conhecia Geovana. Não foi vida, então.
sexta-feira, outubro 23, 2020
Elogio, elegia.
Acho que você foi a professora que eu mais vi sorrindo na vida
Eu sou toda emoção. Não tem como não amar ser professora, a melhor coisa que eu poderia ser na vida.
E o outro?
"Bons professores são inestimáveis. eles inspiram e entretêm, e você acaba aprendendo muita coisa sem mesmo se dar conta disso", Nicholas Sparks. Quando eu leio esta frase, sinto que não está associado à ti, porquê tu não és uma boa professora. Tu és uma professora especial (inestimável). Quando temos a oportunidade de estudar com excelentes professoras, nós aprendemos e ensinamos todos os dias.
Hoje, no supermercado, quando contei ao repositor de frutas que no comunismo o mercado poderia ser expropriado pelo proletariado e ser uma empresa coordenada pelas pessoas que nele trabalham, eu lembrei disso.
Ele falou
Você é professora, né?
Eu disse, não, sou aprendiz
quinta-feira, outubro 22, 2020
Ler você.
Mas o que você gosta de ler?
Você
Fiquei lisonjeada, me ler, ler o que eu escrevo, que legal, tem gente que não liga. Eu escrevo porque gosto e nunca sei como as pessoas vão receber o que eu leio, o que e como vai aparecer para elas a minha emoção, meu sentimento. Não sei, nunca sei, mas pergunto, quero explicações.
Mas a vida não tem explicação sempre. Mas eu fico ali, perguntando, querendo tradução em palavras de um sentimento. E nem sempre vem. Porque tudo bem. A vida não tem explicação sempre.
Ele tentou, e disse tantas coisas e agora nem lembro. Sei que disse, coisas bonitas, que foram para um lugar dentro de mim, cheio de tesouros que não se pode resgatar. Um lugar de força e que me mantém viva, um lugar onde moram todas as esperanças.
E ele disse, isso, da esperança, em como algumas palavras aqui tem esse ar de esperança. Achei bonito, porque nunca tinha pensado nisso. Porque eu escrevo? Porque eu gosto, porque me faz incrivelmente bem.
Mas quando eu disse que gosto de te ler, não é o que você escreve, é você mesmo
segunda-feira, outubro 19, 2020
Você aqui.
Sabe o que é melhor do que esperar uma mensagem sua? É ter você aqui.
Abracei ele apertado e quis saber como é que se faz tudo certo, mas ele não diz, só faz.
Sempre faz, sempre mais. Não estou com tempo de explicar mais do que isso, porque daqui a pouco ele vai chegar de novo e eu preciso estar pronta, a gente nunca sabe se quando abrir o portão, o amor vai entrar junto.
quinta-feira, outubro 15, 2020
Porquinho rosa.
Eu perguntei para ele
Para que você levou aquele porquinho rosa?
Para lembrar de você
Nunca achei na vida que ia amar ter virado um porquinho rosa. A vida sempre pode ser melhor, se a gente fechar os olhos e acreditar de verdade. De verdade, sabe como é?
É abrir um sorriso para aquilo que surpreende, é esperar e ao mesmo tempo ir em frente, é transformar algumas dores em música e outras chorar no colo de alguém.
Porquinhos rosa sempre trarão boas notícias, não esqueçam disso.
terça-feira, outubro 13, 2020
segunda-feira, outubro 12, 2020
sexta-feira, outubro 09, 2020
Modéstia?
Me disseram que eu ganhei, aí saiu aqui, ó. Eu gostei também da arte dessa página.
Eu adoro concursos, editais, promoções, cupons, eu amo participar. Eu sempre acho que vou ganhar e, quando eu não ganho, eu fico pensando "oxe, mas estava tão bom". Quando é sorteio (e olha que já ganhei muitos!), eu sempre penso "oxe, e porque eu não?". Aha.
Não sou nem um pouco modesta, modéstia às favas, por ser baiana, por ser inteligente, por ser bonita, por ser.
Quando eu era criança, com uns 14 anos, eu achava que a gente tinha de escolher, ser bonita ou inteligente. Eu, sem saber que já era inteligente, pensava que quando chegasse o dia de escolher, eu escolheria ser inteligente, porque aí eu saberia convencer todo mundo que eu era bonita.
Foi aí que eu cresci e descobri que, por já ser inteligente, só me restava escolher ser bonita. Na verdade, nem escolhi direito. Foi uma coisa que veio assim, junto comigo mesmo. Bem ao nascer.
Porque eu estou falando disso aqui? Não sei, eu só queria dizer que, hoje, além de bonita e inteligente (não necessariamente nessa ordem) eu também sei que sou muito, muito feliz.
Dito isso, modéstia às favas por ser feliz.
























