Você que me lê, me ajuda a nascer.
sábado, dezembro 31, 2022
Mais forte, mais feliz (quem sabe).
Estou bem, devagar e sempre. Com medo e às vezes triste, mas não paro. Já corri trecho nesses 30 dias de solidão. Pernambuco, Fortaleza, Rio Grande do Norte e Brasília, me diga você se eu estou tendo tempo de chorar minhas dores. Eu não. Estou chorando e indo, devagar, sempre, alegre, triste, mas sem parar.
Estou ouvindo meu coração, mas ouvindo outras partes do corpo também.
sexta-feira, dezembro 30, 2022
João Pimenta.
Prisioneiras, Drauzio Varella.
Vale a pena ler. Emocionei-me deveras com muitas das histórias do livro.
terça-feira, dezembro 27, 2022
Sonho pesa.
sábado, dezembro 24, 2022
Vício.
quarta-feira, dezembro 21, 2022
Fotografia.
Sinto saudades, abro uma foto, olho por muito tempo. Mantenho o dedo na tela do celular para conseguir continuar olhando para a foto dele.
Olhando para a foto, penso nele e sinto todo o amor que eu sentia novamente dentro de mim. É como uma visita, mas eu sinto que, se eu o chamasse de novo, ele poderia morar aqui novamente. O amor gosta de convites.
Vai passar. Eu durmo e acordo pensando nele há um mês, inventando histórias. Durante a noite, eu acordo e volto a dormir sonhando os sonhos que não sonhei só. Será que tudo aquilo aconteceu? Algo me diz que sim, mas há outro algo dizendo que parte dos sonhos tinham recheio de imaginação de Migh no meio da noite.
quinta-feira, dezembro 15, 2022
Um amor por esse livro, o Catálogo.
Saiu matéria do Portal do Bicentenário sobre o Catálogo de Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-Brasileiras.
Vale a pena ler de novo.Na escola se brinca: brincadeiras de crianças quilombolas na educação infantil.
Como é que pode? Organizo um livro e esqueço de postar aqui. Rapaz!
Ele é um e-book gratuito, só cadastrar e baixar!
Relacionamentos.
A maior felicidade é a certeza de que tenho saudade de uma coisa que inventei dentro da minha cabeça e que nunca existiu. Nunca, não, mas assim... existiu a vontade de fazer existir e isso em si é maravilhoso. É que tem a próxima etapa que se chama fazer acontecer que... não aconteceu.
Me perdoo num abraço quente e parto para descobrir outras histórias que não morem apenas em mim, mas que podem ser inventadas junto, por mais pessoas. Pode ser invenção, mas para ser gostoso tem que ser inventado junto, assim eu sei hoje. Pode ser um querer que ainda não virou ação, mas também tem que ser querer junto e virar ação junto, senão cansa e pesa só para um lado do mundo e aí eu não quero. Tenho uma enorme intolerância e ressentimento com quem me faz carregar pesos sozinha. Eu não duro muito em relacionamento desigual (muito embora relações heterossexuais tenham esse padrão, há limites!).
Minha amiga diz
eu transo com homens e tenho relacionamentos amorosos com minhas amigas
Eu gostei disso.
Gostei de sentir também que não estava sendo amada e isso explica tudo dentro de mim. É tão libertador, porque eu não sofro mais. Ter a certeza de que não era amor e sim uma ideia do que eu queria que o amor me fizesse me acalmou tanto! Me preparou para querer o amor de novo. Óbvio que inventei tudo isso porque eu tenho sede e fome de amor. Eu já sei e tudo bem.
Inventei, investi, quis muito e tudo bem. Não é ruim nada disso, mas já passou.
Pausa.
Eu queria uma pausa.
Uma pausa da indiferença, do corpo ao seu lado que nunca se move para você e sempre para longe, sem aconchego. Do corpo que procura outras distrações que não o seu corpo e a sua presença.
Uma pausa do silêncio, do que não foi dito, do que tem de ser adivinhado ou antecipado, para continuar a viver junto.
Uma pausa da falta de carinho, do sexo mal-feito, da falta de vontade, de iniciativa, de coragem.
Uma pausa da distância quando se está perto e quando se está longe, das coisas que não se explicam porque não se querem ver.
Eu queria uma pausa de tudo que me fazia sentir dor e tristeza.
Acho que consegui.
