Você que me lê, me ajuda a nascer.

segunda-feira, agosto 02, 2021

Dinheiro.

Quando morei em São Paulo, fazia apostas comigo de quantos dias iria conseguir ficar sem gastar nem um real. Acho que o máximo de dias que eu consegui lá foram 3 dias seguidos. Ia para o trabalho a pé, voltava, almoçava em casa, dormia à tarde, acordava,  ia nadar a pé, voltava, comia o que tinha em casa, estudava e ia dormir. 

Três dias e eu me sentia ótima. Aqui eu posso levar muito mais tempo do que isso. Uma semana ou um pouco mais, talvez. E isso é a melhor sensação do mundo. Sem pegar nem pensar em dinheiro nem ver carro de polícia nem gente morando na rua.

Eu não quero saber de mais nada, nem pensar eu quero.

Roda Viva: Sílvio Almeida.


 

Resort to love.


 

Cadernos Negros: 43 anos de literatura e resistência.

 



E vem aí o Cadernos Negros 44.

domingo, agosto 01, 2021

Ruas de Ará, Paulo Lobo.


Não gosto de sentir saudade. Saudade muita me dá canseira e tristeza. E ele é tão ótimo que é difícil não sentir saudade chata com ele longe.
Droga.


 

Lupin, S2, T6-10.


 

Baghavad Gita: a mensagem do mestre, Viasa.




Acabei de ler o Baghavad Gita faz uma semana e meia. Eu vinha lendo faz tempo, devagar e sempre é o meu lema. Acho que todo mundo sabe que ele é um texto védico, um dos mais conhecidos e que são um pilar fundamental para compreender a prática de yoga, coisa que gosto faz tempo e falo aqui e em outros lugares.

De modo resumido, o livro é todo em versos e é um papo entre Arjuna, um guerreiro e o tal deus Krihsna, durante uma batalha. Krishna mesmo é quem dá a ideia à Arjuna de caçar uma yoga para fazer, porque esse caminho é muito massa para ajudar quem está vivendo na angústia e coisa e tal.  

A yoga, em países ocidentalizados como o Brasil, se tornou um item de classe média e por isso eu não sou muito chegada a falar muito sobre ela, mesmo sabendo que ela não é nada disso em países orientais e sua prática não deveria estar restrita a um determinado grupo social. Sei pouco sobre a yoga KEMET e sei que preciso estudar (encontrando alguém que me dê aulas), mas por enquanto, há uns 10 anos, de maneira irregular, eu tenho tentado praticar yoga porque gosto, porque me sinto bem, porque qualquer coisa que me deixe presente eu quero logo e que já. 

Pensem que eu, que muitas vezes só acredito no corpo, não posso não gostar de uma prática corporal enviada por um deus, né? Gente, isso é muito eu. Não acredito num deus que não dança e até posso vir a acreditar um dia por alguns minutos num deus que manda mexer o corpo para resolver os problemas. Aha. 

Bem viver, eu nem sabia que o nome era esse para a vida que eu levo. Povo inventa é arte.

Reflexões sobre o bem viver: presente.



 Vi esse também:



Fatherhood.


 

sábado, julho 31, 2021

sexta-feira, julho 30, 2021

Um tio quase perfeito 2.


 

Um outro Brooklyn, Jaqueline Woodson.




Livros são amigos. Eu nunca mais estarei sozinha depois de ter descoberto isso. Nenhum lugar é chato o suficiente para acabar com a minha alegria se eu tenho um livro para ler. 
Esse é um livro sobre a amizades de quatro meninas negras. Quando o livro terminou, eu fiquei sentindo o cheiro e o som dessa amizade toda, da infância daquelas crianças num bairro de uma cidade grande, fiquei pensando sobre minha infância e adolescência e como era minha relação com as minhas amigas. Fiquei pensando nas imagens que o livro me faz ver. É como se eu estivesse ali, ao lado de Augusta, da janela do seu prédio, vendo as pessoas, vendo a vida inteira do bairro a correr lá embaixo... é como se eu estivesse com ela, ou fosse ela, naquele beco em que ela deu o primeiro beijo em Jerome e lhe disse não. 
As imagens, elas voltam, toda vez que pesco uma parte do livro, quando o abro ao meio procurando as palavras dele, mesmo agora depois que já o li. Há frases inteiras lindas e uns sentimentos estranhos quando lembro da mãe de Augusta, seu tio, seu irmão e seu pai. Coisas que embolam na garganta, mas que existem por aí e por aqui também. 






 

quinta-feira, julho 29, 2021

Linguagem não-binária: potências, limites e caracterizações.


 

Roda Viva: Laurentino Gomes.


 

Racismo Estrutural, de Sílvio Almeida.


Eu já deveria ter lido, não é mesmo? Pode falar. Por mim. Nem te ligo. Se eu já deveria ter lido, você também, então não precisa de comentário aqui, não.

Sílvio Almeida

Ainda há tempo.