Você que me lê, me ajuda a nascer.

sábado, fevereiro 11, 2023

quinta-feira, fevereiro 09, 2023

Sem chapar, mas na Chapada.






 

Incrivelmente ótima.

Eu sou realmente incrivelmente ótima. Se quiser saber porque tenho tanta certeza disso, me manda uma mensagem e eu te conto. 

Uma das melhores coisas da vida é ter uma enorme alegria de ser você mesma. Recomendo fortemente. Por mais que pareça fake para quem lê isso aqui e não me conhece, eu não poderia deixar de escrever um sentimento que tenho por mim todas as vezes em que resolvo coisas com toda a consciência que posso não ter feito a coisa certa, mas fiz aquilo que concordava completamente dentro de mim, sem nenhuma reserva.

Ô coisa boa é cabeça descansada de qualquer preocupação besta. 

quarta-feira, fevereiro 08, 2023

quarta-feira, fevereiro 01, 2023

Deixa de onda, que eu já sou mar.


Não vou dizer que não ouço. Ouço, sim. Mas também leio, escrevo, danço, estudo inglês e piloto uma Biz 110.


 

Força, suavidade, você.

Faz um tempo que a gente começou a ouvir que a gente não precisa ser uma coisa só, a gente pode ser muitas coisas ao mesmo tempo, mas não é assim.

Muitas coisas não excluem outras e podemos ser todas, sim. Basta avisar, para você e para as pessoas que estão perto.

Sou muitas, não me procure em um lugar só, posso ser paz e guerra e tudo bem

Conta isso e as pessoas vão parar de esperar que você seja só de um jeito e vão ir além de só uma história sobre você. 

Pode ser forte ao demonstrar fraqueza? Pode. Pode amar e sentir raiva? Pode.

Pode. Mas, se puder, avise. Comunicar faz bem. Eu sou do time que gosta de saber e contar tudo que eu posso sobre mim. Então vem, chega aqui, se você quer saber e estiver disposta a contar também.

terça-feira, janeiro 31, 2023

Leal.

A música de Djonga fica na minha cabeça

Leal, só pra você, leal, enquanto nosso lance for real

A coisa é que a gente nunca sabe até quando é real para a outra pessoa. Ela pode estar ali, mas não estar mais faz tempo e aí não ser mais real.

O que fazer? Respirar fundo e buscar outra música aqui dentro.

segunda-feira, janeiro 30, 2023

A amizade é um amor.

Eu nunca vou esquecer disso: quando o mundo estiver acabando, lembre-se que a amizade é o amor que nunca morre.

Ontem encontrei um amigo que era muito próximo por um tempo, já fomos quase vizinhos certa vez. Ele chegava em casa para conversar e saía cedo no outro dia. Falávamos sobre tudo e eu sempre me encantava com a capacidade real dele de ouvir o que eu estava dizendo. Ainda me encanto com isso. Ele fica em silêncio, prestando atenção. Consegue não emitir quase nenhum juízo de valor me olhando com aquela cara e eu sigo contando a minha versão das minhas histórias sem medo nem vergonha do que ele vai dizer.

E ele diz.

Ele sempre diz. Eu gosto do que ele diz, porque ele não me diz o que eu penso que ele vai dizer nem me conforta porque me ama. Ele me diz o que acha da narrativa que inventei para mim e tenta me mostrar outros pontos de vista e é aí mesmo que reside o maior sentimento do mundo: a amizade. 

Ele nem sabe, mas curou feridas abertas aqui só por pegar na minha mão. Por me dizer o quanto eu sou ótima conversando e explicando a vida como eu penso que ela é para as pessoas que eu quero viver junto. Ele me disse coisas lindas como 

As pessoas pensam muito diferentes uma das outras mas em sua defesa você tem o fato de que você fala. Você fala. 

E quando a gente fala, a gente abre o segredo para a outra pessoa, a gente se expõe para criar juntos, na diferença, pontos de contato. Se você não fala, você não tem como chegar nesse lugar onde as diferenças se encontram e dão as mãos. 

E foi o que a gente fez quando se viu. Nos demos as mãos, porque bem ali, onde as mãos se juntam é onde eu queria estar, para aprender a inventar modos de fazer dar certo com gentes diferentes de mim. 

Obrigada pela sua amizade que é um amor que me sustenta e me cura, amigo. 

quinta-feira, janeiro 26, 2023

quarta-feira, janeiro 25, 2023

Mulheres de Moto.


Não vou mentir que eu não assisto

 

Harlem, T1.


 

segunda-feira, janeiro 23, 2023

Eu vou, porque não?

As férias estão chegando e o roteiro já está pronto. 10 cidades em 30 dias está bom para você?

Eu quero é mais, eu quero até minha alma. Tou indo lá buscar.

Gratidão.

Quero agradecer por poder reclamar, por ter uma cama quentinha onde deitar para chorar todas as escolhas que fiz e saíram quase todas da minha cabeça. 

Quero agradecer por poder ser eu mesma e fazer coisas que eu me arrependo depois, simplesmente porque quem sabe de mim sou eu e quem tem a última palavra aqui dentro de mim também sou eu.

Quero agradecer por conseguir chorar sorrindo e ter mágoa e raiva de muitas coisas imbecis.

Quero agradecer por ter amigas que me ouvem falando das mesmas coisas o tempo inteiro e do nada me mandam memes idiotas e depois voltam à conversa séria de um jeito que só a gente se entende e se ama.

Quero agradecer por não ter medo de fazer tudo que ainda não fiz e seguir tentando aprender a fazer mais coisas para errar de novo.

Namastê.

domingo, janeiro 22, 2023

Pensamento.

Você não vai acreditar, mas eu penso nele o tempo todo.

O tempo todo. Penso às vezes que estou enlouquecendo. Falo sozinha, invento histórias, desisto delas, faço outras coisas e o pensamento volta.

Penso nele, lembro dele. Não consigo dimensionar o tamanho da dor que sinto. Não consegui desligar. Não consigo acreditar que não fui amada.

Acho que nunca vou conseguir dizer para ele o quanto ele me deixou magoada com tudo que fez e o que não fez. Com os silêncios e as covardezas. 

Ponho música e podcasts para parar de lembrar. Ai sento na varanda e lembro dele, sem nem precisar fechar o olho. Ele ali, fazendo qualquer coisa. Já mudei as coisas de lugar, mas ele ainda continua no mesmo canto esquerdo do meu coração.

Vai passar, todo mundo diz isso. E eu lembro que isso é só um trecho da música de um tal Chico Buarque, na minha cabeça e no meu coração o que tem é uma coisa doída, uma coisa que não estancou porque nem sangrou.

Eu só consigo pensar que quando eu cansei, ninguém estava ali para me estender a mão. E aí a raiva se mistura à mágoa, eu choro e o sono chega. Eu tenho certeza que foi a melhor coisa que tinha de ser para acontecer tudo, a paixão, o amor, a dedicação e a dor. Não tem saída, vamos viver tudo que há para viver, é o que eu quero, sim. Pode crer. 

Quando amei, contei aqui. Quando dói, é aqui também que vai ser onde meu coração vai desaguar. Há dias que a água que rola do olho se mistura com o sorriso por sentir e estar viva, não posso me esquecer dessa sensação para continuar de pé.

Machos Alfa, T1.


 

Os reis do mundo.


 

sábado, janeiro 21, 2023

quinta-feira, janeiro 19, 2023

Que história é essa, Porchat?, Manoel Soares.


Das coisas para rir, não esqueçam. Tem de entrar na lista.
 

Tv Folha: Celso Rocha e Glenn Greewald.


Tive quase um orgasmo sentada no sofá ouvindo Celso replicar e treplicar. Alguém tem o número dele aí? 

 

quarta-feira, janeiro 18, 2023

Errado, não.

Gente, quando eu digo que terapia é muita coisa, não só coisa que tem psi no nome. Eu ouvi um podcast que me fez chorar e me fez tão melhor da vida. Nem tenho como explicar como me sinto bem ouvindo Crônicas de um cuidado. Esse episódio aqui me devolveu alguns anos de vida que relações fuleiras me roubam. 

Foi uma amiga que me indicou e eu posso amá-la a vida inteira só por isso. Pense. Eu me curo ouvindo essas coisas. Aprendi que gostar de conversar e amar as palavras não é um problema e nem tem nada de errado, não. Querer entender as coisas, não só com a cabeça mas também com o corpo e coração, tem nada de errado, não. O que está errado para mim é alimentar trauma, criar medos, sentir a depressão rondando. Isso sim é que eu tenho que fugir. Vou ao encontro do que me faz bem, entender, para sentir amor e calmaria.

Sabe aquele barulho de chuva no telhado quando começa? Aquele momento perfeito de alegria e paz todo misturado. Como uma quarta-feira à tarde com vista de mar, pássaro e jaca do pé no quintal de casa.

terça-feira, janeiro 17, 2023

Elétrica Mulher.

Eu, sem parar. Amando fazer mil coisas ao mesmo tempo e tudo dando certo e sonhando com as férias que já estão ali e sorrindo de uma orelha à outra porque já não tenho mais destino certo e posso chegar no aeroporto, olhar o painel e dizer:

vou aqui

Que delícia de vida é essa. Se prepara que estou chegando.

segunda-feira, janeiro 16, 2023

Lei que inclui cultura afro-brasileira nas escolas completa 20 anos.

 Mais conversas sobre os 20 anos da Lei.

Como ocorreu o ataque aos três poderes.


Podem me chamar de lerda. Eu vejo tudo depois.

 

Primeira infância (até seis anos) exige convivência olho no olho.


 

Orientação.

Ela me escreveu

Eu também estou muito feliz e orgulhosa por ter dado o meu melhor aqui, mas tenho plena consciência que isso não seria possível se não fosse por você, que buscou a todo momento uma relação de parceria, respeito e escuta. E de verdade, eu me vejo muito aqui nesse trabalho e te agradeço por ter me dado esse espaço. Você não faz ideia do quanto eu tenho gratidão pelos nossos caminhos terem se cruzado, e pelas oportunidades e aprendizados que você me proporcionou, acho que isso era o que faltava para eu conclui a minha graduação. Você conseguiu tirar o melhor de mim aqui e ter consciência da minha capacidade, que inúmeras vezes eu subestimei. Te admiro demais como pessoa e profissional! Obrigada por me ensinar tanto <3

Meu coração ficou quente. Quente como o pão quente que Aurélio me trazia pela manhã há sete anos atrás lá no Porto.

domingo, janeiro 15, 2023

Bom dia com Mário Kértez - Sidônio Palmeira.


Eu até entendo porque minha mãe é tão ufanista da Bahia. Fica bem difícil não ser, mesmo.

 

Oito presidentes e um juramento.


 

Live to lead.


 

quinta-feira, janeiro 12, 2023

Posse de Sonia Guajajara e Aniele Franco (Transmissão de Cargo - Ministério dos Povos Indígenas e Ministério da Igualdade Racial).


Muito lindo. E o hino nacional em tikuna? Rapaz, que massa. Acho que esse ano toda pessoa brasileira vai aprender pelo menos UM nome de nação indígena. 



 

Como anda o ensino de história afro-brasileira em sala de aula?, Eduarda Ramos para Lunetas.

 Lei 10.639/03 fez 20 anos segunda-feira e as pessoas estão procurando a gente. Me perguntaram algumas coisas e eu respondi.



quarta-feira, janeiro 11, 2023

terça-feira, janeiro 10, 2023

segunda-feira, janeiro 09, 2023

domingo, janeiro 08, 2023

Provoca: João Pimenta.


 

O dono do morro: um homem e a batalha pelo Rio, Misha Glenny




Cheguei nesse livro por conta do podcast de Brown com Gregório Duvivier. Eu achava Gregório meio forçado, e ainda acho. Mas a conversa é legal e ele dá a dica de dois livros muito interessantes. Não é o livro mais bem escrito do mundo, mas li. Há algum tempo, o tema do livro me interessava por demais. Atualmente, nem tanto.
Sonhei com Nem da Rocinha essa noite. Não lembro bem, mas foi algo entre fascínio e medo, obviamente. No sonho, eu sei que estava na Rocinha, porque o cenário era tal e qual eu imagino que lá seja: uma explosão de cores e gentes, portas, ruelas e casas. 
Eu amo o Rio de Janeiro, de paixão. Tudo que vivo lá é sempre fascinante. Essas histórias me fizeram correr para Internet, para lembrar de coisas que nem assisti. Me peguei pensando o que eu estava fazendo entre 2010 e 2012 que não prestei atenção em nada disso acontecendo. Lembrei de Amarildo e pude me lembrar de tudo que li e ouvi à época. Lendo assim, dez anos depois, tudo parece fazer tanto sentido!
Inauguro a lista do ano e já começo a ler outro em seguida. Estou animada.


Misha Glenny
 

Festival do Futuro.

 Enquanto invadem o Planalto, eu revivo os momentos.



Fafá de Belém e Orquestra Jazz Sinfônica Brasil em Campos do Jordão.


 

Colheita.

Muita gente diz 

o amor me escolheu

Mas eu digo que eu escolhi o amor. Depois que eu o conheci, percebo que é com ele que eu quero ir. Para algumas pessoas, trouxa. Para outras, sonhadora. Para muitas, otária. Mas escolher o amor num mundo que não valoriza a paciência e o cuidado, do que mais eu quero ser chamada, não é mesmo?

O amor não é nada disso que dizem, confundem com sofrimento e perda de tempo. Nada disso. Ele é chuva num dia de sol e você sorrindo agradecendo as gotinhas de água que caem na sua pele. Ele é uma rede velha balançando a te chamar para deitar nela e descansar no tempo. 

Ele é aquela sensação quente de acolhimento que só um abraço de uma pessoa que te quer bem sabe dar.

Reatividade.

Ouvi essa palavra a primeira vez com uma amiga. Ela disse

eu sou muito reativa, eu sei

No contexto, achei que era algo como "eu revido as coisas". E é isso, né? Só que eu não tinha pensado melhor sobre isso e percebido que nem sempre essa pode ser a melhor postura diante da vida. Aí agora eu parei para pensar no tal comportamento reativo, tal como a expressão passivo agressivo, que na hora não me chamou tanto a atenção e não me parecia algo tão grave, ser reativa, ser passiva, tudo tem consequência. Quais são as consequências que quero sentir da vida? 

Eu fico vendo muita gente ao meu redor com essa postura de "bateu, levou" porque ela parece tão impulsivamente deliciosa e desatadora de nós na garganta, mas não. Parece mais uma resolução rápida para formas de ser no mundo. Fiquei pensando se quero isso, se quero cultivar isso dentro de mim. 

Eu não sei se posso me classificar como uma pessoa reativa. Estou prestando atenção a como respondo às investidas das pessoas. Se eu ouço algo que não concordo, como reajo? Eu penso muito antes de falar ou responder qualquer coisa?

Estou descobrindo isso aí sobre mim agora. fico pensando em como ser melhor para as pessoas que me amam e estão ao meu redor.  


Disfarce.

O racismo nos prega cada peça. 

Quem me conhece sabe o quanto eu sou simpática e faladeira. Conversadeira, me dou com todo mundo fácil, faço piada de tudo, com a maior preocupação em não ofender ninguém ao meu redor (isso não inclui deixar de imitar sotaques sudestinos).

Mas depois de um tempo, convivendo às vezes com mais pessoas brancas ao meu redor, comecei a perceber que de fato, ser uma mulher negra divertida e risonha pode parecer que você está acessível para tudo o tempo todo e isso inclui servir. É nessa hora que entendo minhas irmãs caras feias e desanimadas de qualquer contato menos hostil e reativo.

É que você nunca sabe se a pessoa branca gostou de você ou está te vendo como mais uma pessoa negra que serve: serve para fazê-la rir, serve para fazer coisas, tudo isso. E tudo isso me faz perguntar se eu sou assim porque gosto ou sou assim porque dói menos ser a mulher negra legal. 

Eu lembrei de uma frase de Fanon que ouvi Sílvio Almeida no podcast Mano a Mano repetir:

Neste estágio em que estamos do capitalismo, o racismo já não ousa mostrar-se sem disfarces

Foi uma coisa assim. 

Não é que eu não já tenha a resposta, só estou dizendo que esta é mais uma peça que o racismo prega na gente e que a gente, talvez, nunca vai conseguir se desvencilhar. A dádiva de conviver a maior parte do tempo com pessoas negras me ajuda a não ter de pensar nisso o tempo todo ou quase nunca. 

Obrigada por isso (de nada porque fui eu mesma quem conscientemente escolhi).

Conselho.

Seja puta, não otária

Uma amiga disse, eu sorri. Só que eu acho que a real é que serei sempre um pouco das duas coisas, quando eu quiser ser. E tudo bem ser tudo isso se eu estiver vivendo a vida como eu quero viver, se é que isso existe, até onde vai o limite da minha escolha dentro das relações.

Ser puta, ser otária, consciente e vivendo tudo intensamente.

sábado, janeiro 07, 2023

Casa.

 Lar doce mar.




quinta-feira, janeiro 05, 2023

Vai.

Vai passar, mas vai doer, nunca duvidei. Vai passar, está doendo, mas nunca seria diferente quando se tem amor e vontade de fazer dar certo. De repente você vê que acabou, mas isso não faz tudo ter sido incrivelmente intenso e bonito, aí você quer dizer isso e aproveitar os últimos sabores que o amor traz. Eu sou daquelas que vai atrás do amor até gastar tudo, eu quero gastar tudo, eu quero o amor sempre. 

Eu quero, mas se não tem, eu vou embora.

O amor pode não estar ali por vários motivos, inclusive alheios à vontade de quem está contigo. Eu sei, eu vi isso acontecer bem na minha frente. Mas não é porque a boca diz mas as pessoas não conseguem te alcançar que você tem que ficar ali esperando um sinal do céu. 

Eu vou atrás do amor, mas até onde posso. Se a linguagem que está sendo usada não me alcança, vou procurar o amor em outras paragens, em lugares que sempre estão aqui, porque dentro de mim.

terça-feira, janeiro 03, 2023

Pantera Negra: Wakanda para sempre.


 

3.

3 de janeiro, 3 meses e um ano, 3 pessoas.

Tudo três. Será que é por isso que parece que estou esperando três vezes mais uma bomba explodir dentro da minha cabeça?

Parece que está tudo bem, mas aqui dentro tem sentimentos contraditórios e eles dançam em frente ao meu desejo de mandar uma mensagem escrito SAUDADE.

Ou será saudades? Não sei, mas eu sinto muitas saudades e tudo bem sentir e tudo bem dizer, tudo bem tudo. Eu sempre preferi sentir tudo, dizer tudo do que não sentir tudo e não dizer nada. Essa sou eu, sempre foi, nunca escondi. 


segunda-feira, janeiro 02, 2023

Lula Aqui.

Chorei de soluçar vendo a posse direto de Brasília, percorrendo a praça dos Três Poderes, a Esplanada, a frente do Supremo, vendo os ministérios todos... Chorei todo o choro engasgado, principalmente porque eu acredito que o Ministério do Namoro ainda poderá ser criado. Encontrei muitas amizades em Brasília, fiz outras, fiz tanta coisa, passei 12h de pé andando para lá e para cá e foi incrível. Incrível de quanta energia boa eu senti, me sinto renovada. Revigorada. Em paz com as coisas que escolhi para mim, ainda que vacilante, eu vou.

Para dias tristes, recomendo uma posse do Lula fácil.




domingo, janeiro 01, 2023

2023.

As luzes no escuro aqui comigo me ajudam a encontrar as coisas e ajudam a respirar fundo quando as músicas que tocam dizem coisas que fazem sair água do olho. 

Amor que não prende mas também não solta 

Dormir no teu colo corpo tempestade 

Nunca parei de amar. Nunca. Todos os dias lembro, penso, tento, volto atrás, respiro fundo, tiro a roupa, tomo um banho frio, deito um pouco, leio mensagens antigas, sorrio com a lembrança de uma sensação gostosa, um sentimento. Todos os dias eu sinto o calor da carne como se ainda fosse uma tarde de setembro. Todos os dias eu morro e renasço de novo em mim, para suportar a falta que os sonhos que eu não sonhei sozinha me fazem.

Mas já é 2023 e eu ainda estou aqui para falar do que eu não posso nem nunca pude controlar. 

2023.

sábado, dezembro 31, 2022

Pray Away.


 

Mais forte, mais feliz (quem sabe).

Estou bem, devagar e sempre. Com medo e às vezes triste, mas não paro. Já corri trecho nesses 30 dias de solidão. Pernambuco, Fortaleza, Rio Grande do Norte e Brasília, me diga você se eu estou tendo tempo de chorar minhas dores. Eu não. Estou chorando e indo, devagar, sempre, alegre, triste, mas sem parar. 

Estou ouvindo meu coração, mas ouvindo outras partes do corpo também. 

sexta-feira, dezembro 30, 2022

João Pimenta.


Uma das coisas mais legais que faço na vida é parar o tempo para rir das coisas. Nunca imaginei o quanto isso poderia ser terapêutico (e melhorar minhas piadas). João Pimenta e Tatá Werneck são os motivos das minhas maiores risadas ultimamente.
 

Prisioneiras, Drauzio Varella.



Este é o último livro da trilogia que começou com Estação Carandiru, livro que li há muito tempo e que doei faz pouco tempo. Gosto de como Drauzio escreve. Neste livro e em Carcereiros, ele dedica muito mais tempo para falar da formação do PCC (Primeiro Comando da Capital), que começou em decorrência da chacina que houve no complexo penitenciário que ele trabalhou antes e depois do fatídico episódio.

As histórias envolvendo as mulheres e a visão de Drauzio sobre como solucionar o problema da superlotação de mulheres nos presídios poderia ser implementada rapidamente, se fôssemos um país que entendêssemos o quão perigoso é alimentar o ciclo de violência ao qual essas meninas, jovens e mulheres são submetidas há muitas gerações. 

Vale a pena ler. Emocionei-me deveras com muitas das histórias do livro. 


 

Filho da mãe.


 

Beleza Negra.


 

O homem do jazz.


 

Humor Negro.


 

As linhas tortas de Deus.


 

terça-feira, dezembro 27, 2022

Lady Night, T6.

 


Sonho pesa.

Acordei e não sei se tinha saído de um sonho ou pesadelo. Nele, eu era feliz pela metade e tinha a certeza que não ia durar muito. A certeza era tão grande que acordei sabendo que "não, as coisas não vão mudar assim, se as pessoas nunca quiseram mudar". 

Por elas, por pessoas que amavam, não tentaram. Ou tentaram, eu é quem do alto de minha arrogância não sei de nada. Deixa eu me recolher e ir à praia, então, que nós todas ganhamos mais. Em boca e cabeça fechada não entram mosquinhas de pensamentos que só pioram o estado de coisas em que o meu coração se encontra.

Pacto Brutal: o assassinato de Daniella Perez.


 

sábado, dezembro 24, 2022

Vício.

Porque não li isso antes?

Qualquer dependência se baseia na dinâmica: dor, desejo, alívio e consequências negativas. É como se fosse uma forma não saudável de lidar com algo profundo e complexo. Ou seja: uma relação tóxica. É a partir dessa perspectiva que conseguimos entender um pouco melhor que sim, a cannabis pode viciar – não necessariamente quimicamente

Como pode, uma matéria te libertar tanto? 

Descansem bem.

quarta-feira, dezembro 21, 2022

Consolação, Rachel Reis.

 


Fotografia.

Sinto saudades, abro uma foto, olho por muito tempo. Mantenho o dedo na tela do celular para conseguir continuar olhando para a foto dele. 

Olhando para a foto, penso nele e sinto todo o amor que eu sentia novamente dentro de mim. É como uma visita, mas eu sinto que, se eu o chamasse de novo, ele poderia morar aqui novamente. O amor gosta de convites. 

Vai passar. Eu durmo e acordo pensando nele há um mês, inventando histórias. Durante a noite, eu acordo e volto a dormir sonhando os sonhos que não sonhei só. Será que tudo aquilo aconteceu? Algo me diz que sim, mas há outro algo dizendo que parte dos sonhos tinham recheio de imaginação de Migh no meio da noite.

quinta-feira, dezembro 15, 2022

Um amor por esse livro, o Catálogo.

Saiu matéria do Portal do Bicentenário sobre o Catálogo de Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-Brasileiras. 



Vale a pena ler de novo.

Na escola se brinca: brincadeiras de crianças quilombolas na educação infantil.

Como é que pode? Organizo um livro e esqueço de postar aqui. Rapaz!

Ele é um e-book gratuito, só cadastrar e baixar!

LOL Brasil: Se rir, já era, T2.


 

Relacionamentos.

A maior felicidade é a certeza de que tenho saudade de uma coisa que inventei dentro da minha cabeça e que nunca existiu. Nunca, não, mas assim... existiu a vontade de fazer existir e isso em si é maravilhoso. É que tem a próxima etapa que se chama fazer acontecer que... não aconteceu. 

Me perdoo num abraço quente e parto para descobrir outras histórias que não morem apenas em mim, mas que podem ser inventadas junto, por mais pessoas. Pode ser invenção, mas para ser gostoso tem que ser inventado junto, assim eu sei hoje. Pode ser um querer que ainda não virou ação, mas também tem que ser querer junto e virar ação junto, senão cansa e pesa só para um lado do mundo e aí eu não quero. Tenho uma enorme intolerância e ressentimento com quem me faz carregar pesos sozinha. Eu não duro muito em relacionamento desigual (muito embora relações heterossexuais tenham esse padrão, há limites!).

Minha amiga diz

eu transo com homens e tenho relacionamentos amorosos com minhas amigas

Eu gostei disso.

Gostei de sentir também que não estava sendo amada e isso explica tudo dentro de mim. É tão libertador, porque eu não sofro mais. Ter a certeza de que não era amor e sim uma ideia do que eu queria que o amor me fizesse me acalmou tanto! Me preparou para querer o amor de novo. Óbvio que inventei tudo isso porque eu tenho sede e fome de amor. Eu já sei e tudo bem.  

Inventei, investi, quis muito e tudo bem. Não é ruim nada disso, mas já passou. 

Pausa.

Eu queria uma pausa. 

Uma pausa da indiferença, do corpo ao seu lado que nunca se move para você e sempre para longe, sem aconchego. Do corpo que procura outras distrações que não o seu corpo e a sua presença. 

Uma pausa do silêncio, do que não foi dito, do que tem de ser adivinhado ou antecipado, para continuar a viver junto. 

Uma pausa da falta de carinho, do sexo mal-feito, da falta de vontade, de iniciativa, de coragem.

Uma pausa da distância quando se está perto e quando se está longe, das coisas que não se explicam porque não se querem ver. 

Eu queria uma pausa de tudo que me fazia sentir dor e tristeza. 

Acho que consegui.

quarta-feira, dezembro 14, 2022

A cor da Ternura, Geni Guimarães e eu.

Meu amigo me mostrou esse podcast do Museu da Pessoa, chamado Pessoas:Vidas Negras. Eu só conhecia esse outro, Vidas Negras, que eu já ouvi alguns episódios.

Esse, de Geni Guimarães, encheu meu coração de vida. Geni é minha primeira escritora preferida e eu nunca a tinha ouvido falar, ainda mais falar das histórias que eu já li mais de uma vez em seus livros. Lágrima veio no olho um bando de vezes e aprendi ainda mais com ela.

Conheci esse poema de Cuti chamado Quebranto:

às vezes sou o policial que me suspeito
me peço documentos
e mesmo de posse deles
me prendo
e me dou porrada

às vezes sou o porteiro
não me deixando entrar em mim mesmo
a não ser
pela porta de serviço

às vezes sou o meu próprio delito
o corpo de jurados
a punição que vem com o veredicto

às vezes sou o amor que me viro o rosto
o quebranto
o encosto
a solidão primitiva
que me envolvo no vazio

às vezes as migalhas do que sonhei e não comi
outras o bem-te-vi com olhos vidrados
trinando tristezas

um dia fui abolição que me lancei de supetão no
espanto
depois um imperador deposto
a república de conchavos no coração
e em seguida uma constituição
que me promulgo a cada instante

também a violência dum impulso
que me ponho do avesso
com acessos de cal e gesso
chego a ser

às vezes faço questão de não me ver
e entupido com a visão deles
me sinto a miséria concebida como um eterno
começo

fecho-me o cerco
sendo o gesto que me nego
a pinga que me bebo e me embebedo
o dedo que me aponto
e denuncio
o ponto em que me entrego.

às vezes!...

(In: Negroesia, p. 53-54)
Emocionei também quando ela diz que, para ler, roubava livros de Jorge Amado na biblioteca do hospital que trabalhava. Sabe que eu já fiz isso na biblioteca de uma escola particular que trabalhei por dois anos? Ninguém lia, pilhas de livros amontoados, eu levava para casa, lia e devolvia depois (não todos...). Ficava embasbacada com o fato de terem pencas de livros ali assim e nem tchum, enquanto eu sofria para conseguir um para ler. 

Deve ser por isso que eu adoro doar meus livros assim que acabo de ler. Não todos, mas muitos deles. Assim, ninguém precisa roubar aqui em casa (ou não).

terça-feira, dezembro 13, 2022

Sorriso.

Foi quando a música disse "só para lembrar todas as vezes que você olhou pra mim e sorriu" e eu não consegui lembrar de nenhuma vez que eu me peguei pensando se tudo não passou de uma historinha dentro da minha cabeça e coração. 

Sabe quando as pessoas são tão tristes e desanimadas que nem conseguem te fazer sorrir num dia ruim? 

Espero que você nunca saiba.

Ame quem você ama.

Ame quem você ama, acho essa frase tão linda. Simples, bonita, como a vida tem que ser, pode ser, quer ser. 

Ame quem você ama quer dizer cuide bem do seu amor. Quer dizer assim, se você ama, demonstre isso, faça alguma coisa, se apronte para deixar isso muito explícito e acertado entre você e as pessoas que você quer que saibam. 

Ame quem você ama é o amor em seu sentido mais lato, que é, faça por onde, diga a que veio, não volte para casa de mãos vazias, doe o que você tem de mais precioso, peça ajuda, mas ame quem você ama real, sem medo nem vergonha, sem desânimo e sem fingimento, com vontade de dar certo não só numa ideia lá na frente, mas no arroz com feijão de todo o dia. 

Ame quem você ama, mesmo que seja só você mesmo. Tenho certeza que se fizermos isso, não conseguiremos parar em nós mesmos, porque o amor de quem ama transborda sempre. 

Savage X Fenty Show (Vol. 1)




 

Prêmio Ciência pela Primeira Infância.

Gostoso demais ser finalista de prêmio. Mesmo que não tenha vencido, eu de verdade apreciei esses momentos. Conheci tanta gente boa, diverti e aprendi tanto que está tudo ótimo demais. 


Roda Viva: Liniker.


Liniker disse que quer chegar num lugar que nem sabe se existe. Eu gostei disso.

 

Roberta Close: Marília Gabriela.


 

Os impactos do racismo na saúde mental das crianças, Roberta Maria Federico.


 

Manhãs de Setembro, T2.


 

segunda-feira, dezembro 12, 2022

A metade perdida, Brit Bennet.



Terminei de ler esse livro-novela que indico para quem precisa de amor e verdade. A história das gêmeas envolve raça, amor e mágoa, tudo coisa que a gente conhece bem, sim?

Brit Bennett



 

Tributo à Gal Costa.


 

Aula aberta com Racionais MCs.


 

Educação e a busca por equidade na primeira infância.


Saiu esse texto bem legal.

2022 está acabando e eu bem feliz. Vem ni mim, 2023, eu tou muito facinho para o futuro.



Unicórnio no mar.

Hoje eu vi um unicórnio no mar. Lembrei de todos os sonhos doces que tivemos juntos e suspirei. Não pareciam de verdade, como o unicórnio no mar.

Hoje eu lembrei de toda a história, desde o dia em que compramos um unicórnio e o levamos para o mar até quando ele foi embora de casa: já fazia muito tempo que eu tinha dúvidas do amor e as certezas não pareciam as mesmas. 

Hoje eu senti vontade do dia acabar às 18h, dormir junto com o por do sol e acordar pronta para começar de novo. Vai valer a pena. 

Enfrentamento ao racismo na primeira infância, Portal Geledés.

Poxa, que alegria ver essas coisas, gente. Tão lindo, abro de vez em quando só para ler meu nome ali. Vale a pena o trabalho que dá prazer e gosto.

sábado, dezembro 10, 2022

Se ele (ainda) me amasse.

Se ele ainda me amasse e se dispusesse a estar presente, ser alguém que faz o que pensa que faz ou fala, eu suspiraria. Se ele ainda me amasse, eu amava. Mas...





Hoje é sábado e, pelo visto, ninguém volta a amar ninguém num sábado. 

quarta-feira, dezembro 07, 2022

Comum, Àvuà.

 

O som dessa música me faz lembrar de sensações que me fazem chorar. Não sei explicar, o choro vem espontâneo, porque ela acessa partes de mim que escondo para aguentar a saudade. A falta de amor. A vontade de procurar dizer ou pensar que ainda pode dar certo. 

Mas, não vai dar. Para dar certo tem de ser mais do que uma sensação numa música. Tem que ser amor semeado com a força de fazer nascer uma vida a dois. E eu não vi nada disso aqui perto de mim.

Descobri áudios antigos guardados que diziam amor e falavam comigo numa língua que desconheço. Apaguei, como tudo que decido esquecer. 

Ser só bom, não me atrai pra ficar, Paula Lima cantou para mim. Eu quero brilho no olho, alegria, fôlego de fazer a vida acontecer. 

Barril, Melly.


 

terça-feira, dezembro 06, 2022

Comunicação.

O tema da comunicação tem aparecido muito na minha vida nos últimos meses. O que fazer? Percebo que as pessoas ou nunca souberam ou estão desaprendendo a conversar.

Ih, alá, Míghian, a única que sabe conversar no mundo

Não mesmo, não sei tudo mas sei que é necessário e me esforço para tal. Me dedico, presto atenção a isso, não crio subterfúgios para não dizer as coisas que não posso deixar de ser ditas. Diferente de um punhado de gente que ando encontrando por aí, em diversos lugares da vida. 

Eu não sei tudo, mas sei muita coisa. Sei tanto que até sei o que não sei às vezes. Falo tanto que falo demais. Mas ninguém vai poder escrever na minha lápide:

Aqui jaz Mighian. Viveu como um cuzcuz e morreu abafada.

Infância em tempos de pandemia.


 

domingo, dezembro 04, 2022

Arcanjo Renegado, T1.


 

Conversas.

Tanto entendimento de si pode haver em algumas palavras! Eu adoro conversar. Leia bem, eu adoro conversar, dialogar, não apenas falar uma palavra depois da outra. Eu gosto de profundidade, não de rasidade. Rasidade pode virar profundidade, mas também pode não. E tá bom.

Entre alguém que fala mil palavras e não fala nada e alguém que fala pouco e fala alguma coisa, fico com a segunda opção. Mas o que eu gosto mesmo, mesmo, é de quem fala muito e conta tudo. E descobri que tudo bem querer perto de mim pessoas que pensem assim, que pensem parecido comigo. Diversidade de ideias e pensamentos podem conviver quando você consegue uma mesma língua ou línguas parecidas, porque tem de comunicar, mesmo em meio às diferenças, sim? 

Tem problema querer gente que pense parecido comigo não, isso não me torna uma pessoa horrível (e se tornar, a gente poderia ainda querer isso, sim). Querer coisas, saber querer coisas, pedir, demandar. Eu sei e aceito que só quero bem perto, pessoas que não apenas queiram falar e reconhecer coisas, mas que também se proponham a fazer. Fazer, sabe fazer? Aquela coisinha que vem depois de saber. Pode vir junto também. Saber fazer é coisa linda de gente que quer amar o mundo ao seu redor. Meu coração bate palmas para gente assim. 

Eu fiquei desejando por muito tempo tantas coisas, casa cheia, pai presente; eu achava que quem tinha isso, certeza era feliz demais da conta. Não é garantia, aprendi. Aprendi a celebrar tudo que tive, tenho, tudo de mim com o tempo, porque vi que, ainda que imperfeita, eu sempre estou fazendo alguma coisa para estar e fazer bem a quem eu amo. Isso é o que me faz mais ter orgulho de mim. 

Tem uma coisa que eu aprendi hoje sobre mim também, mas esqueci agora, quando eu lembrar, volto para escrever.

Domingo.

Os piores momentos são os domingos de manhã. Por isso mesmo é que nunca fico sozinha quando eles chegam. Me cerco das amizades que aprendi a ter e sei que me querem bem para continuar, doce e firme.

Tenho tristezas dentro, mas vai passar. É uma palavra aqui, uma lembrança ali, uma pergunta lá. Eu não preciso responder tudo nem saber como fazer, eu só quero passar, me deixem passar.

Preciso de ajuda que só o amor pode me dar. Ainda bem que ele está aqui. 

sexta-feira, dezembro 02, 2022

Padrão.

Me vi pensando se eu não tenho reproduzido modelos de relacionamento e me envolvendo com pessoas que se parecem muito entre si, não apenas porque elas tem gostos parecidos com os meus, mas também porque elas fazem o que eu já conheço, sentem como eu já aprendi a perceber, vivem como eu já entendi que elas funcionam e acabam me trazendo algum conforto também.

Eu não quero ser confrontada, não naquilo que eu já sei de mim e no que eu não quero mudar. Não mesmo. 

Será que eu consigo me desafiar a buscar pessoas que não parecem nem um pouco com os namorados que eu já tive? E como eles são?

Eu não vou te contar aqui, mas eu sei. Eu sei.

Eu não acredito que a gente precisa sofrer para aprender, mas acredito muito que a gente precisa viver o que há para viver na nossa vida para aprendermos. Se isso inclui sofrer, eu nunca vou saber nem controlar isso. 

É delicioso descobrir, todos os dias, um pouco mais de nós mesmas. Vou te dizer, viu? É imensidão. Eu sinto tanta vergonha de mim, tanto orgulho de mim e no fim do dia o saldo é... felicidade. Brilha no ar. E aqui dentro também.

quinta-feira, dezembro 01, 2022

Flordelis: questiona ou adora.


 

Rainhas, Mães de Luza e Reis, de Ladjane Alves.


Lendo todos aqui. Os livros passam na frente de todas as listas sempre que chegam. Eu prometo que isso vai mudar, um dia.





Ladjane Alves


 

Movimento dos barcos, Maria Bethania.

O fim poderia ser uma música.

Estou cansada e você também
Vou sair sem abrir a porta
E não voltar nunca mais
Desculpe a paz que lhe roubei
E o futuro esperado que nunca lhe dei
É impossível levar um barco sem temporais
E suportar a vida como um momento além do cais
Que passa ao largo do nosso corpo
Não quero ficar dando adeus
As coisas passando
Eu quero é passar com elas

E não deixar nada mais do que cinzas de um cigarro
E a marca de um abraço no seu corpo
Não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando
Lamentando o eterno movimento... movimento dos barcos...