Você que me lê, me ajuda a nascer.
quinta-feira, novembro 10, 2022
quarta-feira, novembro 09, 2022
terça-feira, novembro 08, 2022
segunda-feira, novembro 07, 2022
Doce e firme.
Eu quero ser doce e firme, é meu maior desejo. Firme naquilo em que acredito, doce para defender as minhas ideias. Firme para não abrir mão do que me faz bem e doce para dizer "vai embora, não quero mais".
Será que ser doce e firme é virtude feminina?
Essa é minha maior vontade agora. Mas tudo bem se não der sempre. Essa é a meta a longo prazo. No prazo curto, meu pavio pode encurtar também. E tudo bem. Eu sou assim, quem quiser não gostar de mim, eu sou assim.
domingo, novembro 06, 2022
Meu Talismã, Iza.
Permanecer, também
Escolher ficar é para quem entendeu
Que a verdadeira magia não está no destino
Aliás, não há destino; só existe eu e você
O resto é poesia pro nosso amor
Pra nossa dor
Pra nós
Meu talismã
Firme e forte.
Estou aqui e aqui vou ficar. Não vou a lugar nenhum que não seja dentro de mim. Estou preocupada comigo e cuidando de mim para ficar de bem com o mundo. Não é assim?
Eu sempre achei que para fazer bem para as pessoas, eu precisava fazer bem para mim. Nunca achei amor próprio egoísmo; quando ouvi isso a primeira vez, fiz uma cara de quem comi e não gostei. Pensa comigo: de um jeito bem prático, se eu amo as pessoas ao meu redor, a coisa certa a fazer é cuidar de mim, porque a) ajuda as pessoas a não ficarem preocupadas comigo e b) ao me cuidar, posso cuidar de outras pessoas também! Prático, né? Sim. Assim eu penso. Me cuidar é cuidar das pessoas que me amam e que se eu não me cuidasse, ficariam preocupadas comigo. Simples demais.
Desse jeito, cuidar de mim nunca é uma coisa individual. Se você vive com outras pessoas, sempre vai ser cuidar de mais gente do que você pensa. É isso.
Greg News: Chora mais.
sexta-feira, novembro 04, 2022
quinta-feira, novembro 03, 2022
quarta-feira, novembro 02, 2022
Garganta seca.
Não vou nada bem, mas estou melhorando. Vou melhorar. Distância não me faz bem, eu sei, mas eu insisto. Fico sem saber o que fazer, mas acho que a melhor coisa é encher o tempo de coisas. Quem dera não seja apenas de trabalho, quem dera! É o meu sonho, é o que estou tentando fazer desde que voltei de férias.
Encher meu dia das coisas que eu gosto: viajar, ler, ver filmes, academia, aprender coisas novas, limpar e arrumar minhas coisas, jogar coisas fora. Olhar sites, procurar novos perfumes, ouvir podcasts, ler matérias sobre assuntos que desconhecia completamente, essas coisas preenchem meu dia e não são produtivas. Catar folhas no quintal, limpar vidros, lavar roupas, trocar roupas de cama, gosto dessa parte também. Procurar novos livros, fazer listas de novos livros, começar cartas, enviar encomendas.
Eu vou dormir triste porque distância não é para mim, mas eu insisto há um ano. O que fazer?
Estranhices.
Você já teve sensações assim, de estar num lugar e pensar como seria se ali não estivesse e sim em outro? Essas sensações agora me tomam sempre, de variados jeitos. Vou tentar explicar.
Imagino às vezes, quando estou de carona numa moto, se passa um carro, que visão eu estaria tendo se eu estivesse no carro e não na moto. Penso também o que eu sentiria se eu não estivesse na moto e sim andando a pé ou numa bicicleta. Será que eu cairia? Eu penso que eu posso cair da moto; como seria se eu caísse e me machucasse naquele buraco que passou ali atrás? Esses pensamentos são muito rápidos e causam desconforto.
Por vezes, imagino também o que aconteceria se eu não pegasse o último ônibus para casa, onde eu ficaria? O que eu estaria fazendo se chegasse um minuto depois do ônibus ter saído? É estranho pensar isso quando eu estou sentada no último ônibus, pensando que eu não estaria ali se tivesse chegado um minuto depois da partida dele. Eu não estaria sentada ali. Pensar isso também é desconfortável, porque às vezes só nesse momento eu me dou conta que estou sentada num ônibus alto, longe do chão, rodando rápido pela estrada. Pensar em não estar ali assim, abruptamente, é estranho. Onde eu estaria? Aí parece que caio no chão, caio na real, mas o ônibus está andando, o que acontece comigo? Eu morro?
Parece cena de filme, né? Parece mesmo. Eu não estou usando nenhuma substância alucinógena. É a idade e todas as memórias vindo. O que fiz, o que não fiz, o que não pude ou não consegui fazer. Parece que são várias vidas ao mesmo tempo, uma que fica, uma que vai, outra que morre, outra que consegue. Tudo ao mesmo tempo e isso é um pouco angustiante, sim.
Será que só eu tenho esses sonhos delirantes? Já comentei outros sonhos delirantes aqui, bem menos desconfortáveis. Já contei isso para alguém, mas não consegui explicar direito e sentir estranheza enquanto contava, aí achei melhor parar. Como se minha cabeça não coubesse em mim.
Mas pilotar hoje por 2h a moto não me fez sentir nada de estranho, que bom.
Carcereiros, Drauzio Varella.
Vi a série (ou foi filme?) e aí, ouvindo o podcast de Mano com Drauzio lembrei de comprar o livro. Uma coisa puxa a outra, não é mesmo? Agora preciso ver Zellig de Allen (mas eu defini que não veria filme de gente envolvida com pedofilia, não foi por isso que parei de assistir filmes dele? Eu nunca entendi aquela história direito, nem a o Polanski, mas também parei de ver filmes dele), mas não.
terça-feira, novembro 01, 2022
Foro de Teresina.
Agora descarei. Ouço muito podcast, não dá para postar tudo aqui. Só vou citar quando for um novo, porque se for falar de todos os episódios.
Meu dia parece ter 30 horas e eu adoro isso. Sim, sou essa agonia, amo fazer um monte de coisas mesmo.
Não gostou? Vem aqui me parar, então.
Dinheiro.
Minha amiga diz assim
Dinheiro é energia
E eu entendo, é sim. Eu quero dinheiro para fazer as coisas que gosto - viajar, comprar livros, dar presentes, comer coisas diferentes - e viver melhor ao redor de pessoas que amo. E eu quero que as pessoas ao meu redor tenham dinheiro também para fazer as coisas que elas gostam. Se não for algo tão caro como o que eu gosto - viajar - tudo bem, mas que tenham para o que querem e gostam. E assim a gente vai, vivendo a vida como a gente sente prazer de viver. Não é?
Eu fico feliz quando ganho uma grana e penso "poxa, posso fazer aquela coisa que eu estava pensando sem dor de cabeça", é gostoso demais. Demais, sim. Dormir sem dor de cabeça pelas contas que podem assolar. Não tem preço. Ou tem, né? Sou grata à vida, mas ao mesmo tempo, eu sempre fiquei tão pilhada de não ter salário no fim do mês que acho que fico me precavendo o tempo todo para isso não acontecer. Me movimento pensando nisso o tempo todo, porque eu não tenho quem me dê suporte. Eu não tenho mais para onde voltar se for para ficar sem ajudar. Por isso, eu não consigo pensar a vida de outro jeito.
Por isso, dinheiro é a energia que a gente põe nas coisas muitas vezes. Muitas vezes é a única que a gente tem, mas ela também ajuda a fazer a vida melhor, tira uma dor de cabeça, coloca uma alegria ali, uma pizza, um vinho, um passeio que fica na mente para sempre. Essas coisas são muito gostosas de fazer e de viver. Não vou mentir que não são, não. Eu só tenho que entender que eu sou feita dessa matéria de vida, daquela que tinha um pai em casa que não ajudava em nada, uma mãe que estocava alimentos com medo da fome, irmãos que não sabiam direito como fazer para pagar as contas, foi isso que me fez e é isso que me faz, não preciso esconder essas coisas para explicar porque penso como penso e sinto como sinto.
O que a gente faz? Eu fico pensando mil ideias para ganhar (dinheiro) e viver (a vida) e tou fazendo isso a tanto tempo na vida que às vezes acho que nunca foi diferente. Mas já foi, sim. Por isso, eu me acalmo também e tento ficar na minha e aprender que as pessoas tem outros jeitos de viver a vida e não precisa ser a mesma coisa, não, pode ser diferente e dar muito certo comigo. Pode, sim.
Um passo, outro passo, paciência.
segunda-feira, outubro 31, 2022
sábado, outubro 29, 2022
sexta-feira, outubro 28, 2022
Crônicas de um cuidado.
Minha amiga Isa me indicou esse podcast. Eu gostei muito. Há muitas formas de se cuidar e ouvir as pessoas é uma delas.
quarta-feira, outubro 26, 2022
segunda-feira, outubro 24, 2022
O ori da vencedora vencerá.
Meu coração está pequeno, cheio de dores e sofrimentos. Espero que Lula vença, mas essa eleição está me deixando apreensiva e preocupada? Sim.
Ainda não consigo entender quem não vota ou quem vota em Bolsonaro. Eu não consigo entender. Fico triste, tento respirar fundo, mas não entendo. É uma dificuldade minha? É, sim, mas eu posso ter dificuldades. Vou viver com elas, assim como as pessoas vivem com as delas. Assim como as pessoas que querem viver comigo também precisam viver com as minhas dificuldades.
Para mim, não escolher em quem votar e não participar desse momento é um tanto quanto imaturo; eu pensei assim quando eu tinha 20 anos. Eu votei nulo, eu votei em candidato com medo da minha mãe perder o emprego. Hoje, eu não preciso fazer mais isso. Eu me vejo participando muito pouco da vida política do país e acho que votar é uma das poucas vezes em que posso fazer isso. Posso fazer mais? Posso. Quero? Quero. Vou conseguir.
Eu era muito mais envolvida em política do que hoje. Digo, eu participava de movimento social. Agora, eu só trabalho. Eu acho isso péssimo. Eu preciso encontrar um tempo na minha vida para fazer mais coisas do que só trabalhar e fazer coisas para mim. Eu vou fazer isso. Eu não acho que viver assim está OK.
Votar, para mim, é importante porque me faz tomar posição. Quem não vota não se posiciona em temas que são importantes para o país; quem não vota, se tem outra proposição e a coloca em andamento, posso até considerar. Se não, vejo com desconfiança essa ideia de que "eu não voto, mas estou me movimentando em outra direção, construindo outra alternativa". Eu quero ver (quando Zumbi chegar).
Lula disse no Flowcast:
Não gosta dos políticos? Seja o político que você quer ser
Aí eu lembro de Jean Willys, que fez mandatos maravilhosos e depois não teve como continuar por conta das ameaças de morte contra ele e a família. Máximo respeito por esse ser humano. Eu mesma queria ser vereadora. Acho que o modelo de democracia representativa não é o melhor, mas também não sei qual daria certo no Brasil de um tamanho desses. Não sei mesmo e, enquanto não sei, não me sinto no direito de não participar.
Torta, falha, errada, imperfeita, mas participo e defendo em quem eu voto. Com todos os erros que ele errou, não tenho nenhum problema com isso. Nunca achei que Lula salvaria a minha vida (muito embora algumas pessoas ao meu redor me digam que ele salvou a delas, sim), nunca mesmo. Nunca achei que a corrupção ia acabar em 4 anos, nem em 8. Nunca achei que o racismo ia acabar e nem que o governo, por ser do PT, ia dar conta dessas demandas todas assim, de uma vez só. NUNCA.
Eu sempre achei que seria dureza manter um governo que pensou na população, que assinou uma lei por um Brasil sem fome. Sempre achei que os ricos iam ficar se bulindo e dar um jeito de tirar esse governo de lá e fazer essa geração 90 crescer achando que não há saída e que pode ficar sem votar.
Mas o ori da vencedora vencerá. E o do vencedor também.
sábado, outubro 22, 2022
quarta-feira, outubro 19, 2022
Lula no Flow Podcast.
quarta-feira, outubro 12, 2022
Pesado, Kiese Laymon.
domingo, outubro 09, 2022
quinta-feira, outubro 06, 2022
O cristianismo que eu vejo.
Vi Boulos na entrevista do Roda Viva falando que os evangélicos votam em Bolsonaro também porque a igreja é uma rede de relações. Aí fico pensando que, se é assim, se o pastor manda votar, as pessoas não fazem apenas porque ele manda, mas porque elas querem fazer parte e, mesmo sem muitas vezes conversar sobre política, paira no ar aquela ideia de que "se o pastor falou, é o melhor". Mas não acho que seja só isso, não.
Mas, assim. Conversando com uma amiga ela disse
eu não sei por que essa preocupação se o presidente é cristão é não se o estado é laico
Eu pensei, é mesmo, rapaz, eu quero lá saber que religião o presidente acredita, eu quero saber se ele se preocupa com as desigualdades do país. Essa deveria ser o começo da conversa. Mas eu vou voltar a esse tema, porque não dá para desconsiderar que as pessoas não sabem o que é laico quando um padre vai para um debate e pede que as pessoas o respeitem quando ele está desrespeitando todo mundo. Sei que ele não é padre coisa nenhuma, mas não importa. É como ele se apresentou e o que ele acha que ele pode falar.
Parece que muitas pessoas que frequentam igrejas são conservadoras, mesmo. Discordam de casais homoafetivos, por exemplo, e acham que votar em governo de esquerda é estimular isso. Então, mesmo que se diga que deus é amor, logo lembram que ele também é justiça e justiça, pela bíblia, é condenar aquilo que a bíblia diz que é pecado.
E pecado é amar pessoas do mesmo sexo, é a mulher querer os mesmos direitos que o homem, é a mulher ser dona do seu corpo e escolher não parir a criança, é adorar um deus que não seja pai de Jesus - ou adorar pessoas, coisas e lugares, como eu adoro adorar -, é ser plural e gostar de sentir deus de vários jeitos e gostar de vários deuses, o lance é ser mono em tudo, senão, não pode. Tem que ser um deus, uma pátria, uma família, um mundo, um amor, tudo pela vida eterna, vale até o sacrifício terreno. Quando eu fiz 18 anos, eu passei a não me interessar por essa chantagem cristã: aceitar sofrer na terra para ter a vida eterna. Quando eu era adolescente, li As viagens de Gulliver e, em uma dessas viagens que ele fazia, ele chegava num mundo que as pessoas nunca morriam, na história, ele mostrava como isso poderia ser um problema também. Eu sempre achei esse livro incrível e essa ideia de que não morrer também pode ser um saco parece que faz todo o sentido depois de passar 40 anos no mundo e ter contato com a dor e a delícia de viver.
Para além de tudo isso, se Jesus mandou ir pelo mundo e "pregar o evangelho a toda a criatura", é porque o cristianismo salva e, se você não concorda, você não precisa viver nesse mundo junto comigo. Então eu vou apoiar sim um governo que diz que quem pensa diferente pode ser banido, com arma com ou deixa morrer, não importa muito. Os fins justificam os meios, Ovídio?
Eu nem acho que os evangélicos não estão sendo cristãos quando votam nesse presidente que aí está. Achar que Jesus é essa figura que as pessoas pintam como um ser de paz e bem é também uma invenção. Talvez seja a hora de reconhecermos que votar de novo no presidente tem tudo a ver com o cristianismo que a gente está vendo por aí, sim. Não tem nada de diferente e nem de contraditório.
Ah, mas deus é amor
E talvez seja amor para essas pessoas conservadoras não concordar com o que é diferente delas, já pensou nisso? Sei lá, gente. Eu não sou cristã, acho a ideia de amor cristão bem duvidoso - cheio de regras e condições que não sei se concordo completamente (tudo crê, tudo espera, tudo suporta não é comigo MESMO) -, muito parecido com história de princesa branca de final feliz que eu nunca gostei também.
Então, antes de ficar passando vídeo dizendo que ser cristão não é ser bolsonarista, talvez a gente tenha que repensar por que é que a gente fica repetindo que ser cristão é ser tudo de muito ótimo sempre, que os ensinamentos de Jesus e quem crê nele não faz nem fala o que presidente diz. Será mesmo que os evangélicos/cristãos que você conhece são tão completamente diferentes dele assim?
Uma coisa.
Ele disse qualquer coisa de amor ontem e depois disse eu te amo e mandou beijinhos e eu pensei
não quero que esse homem saia nunca mais da minha vida
Eu não sei o que é, mas tem coisas e jeitos e dias e palavras que ele fala do jeito que ele fala que eu penso que eu não quero mais nada, só quero ficar com ele para sempre e fim. Não acontece sempre, toda hora ou o tempo todo, mas acontece. E quando acontece, eu sinto que poderia morar naquele momento por muito tempo da vida, de tão bom que é.
A vida é tão deliciosa porque vai acontecendo devagar e sempre, todos os dias. Todos os dias eu tenho a chance de fazer de novo uma coisa que gostei muito e começar a não fazer aquilo que não me faz bem e só por isso eu sou a pessoa mais feliz do mundo.
Eu não quero saber de mais nada, só de quando a gente se encontra nesse lugar de amor que só a gente sabe que existe e para onde a gente vai quando tudo está desabando.
Vidas Negras: Contadoras de Histórias.
Tu conhece Auta de Souza? Eu não conhecia. Tem uma poesia dela aqui. Acho que minha birra de podcast foi embora. Eu estou vendo até videocast, gente. Pense.
quinta-feira, setembro 29, 2022
Vidas Negras: Terras de Cientistas.
Episódio do podcast Vidas Negras sobre Juliano Moreira. Rapaz, se você não conhece o moço, tem de conhecer. TEM de conhecer.
Aí eu entendo porque minha mãe é tão apaixonada pela Bahia. Nem tem como.
quarta-feira, setembro 28, 2022
terça-feira, setembro 27, 2022
Um ano de beijo.
Eu tenho um namoro que tem entre 10-12 dias de comemoração. Elas começam dia 22 de cada mês e terminam no dia 3 do outro mês. Em cada um deles, a gente comemora uma coisa que a gente fez pela primeira vez. Hoje é o dia do primeiro ano do primeiro beijo. Amanhã será o primeiro dia depois do primeiro beijo. E assim a gente celebra a vontade de ficar junto que aparece todos os dias, ainda, mesmo depois de 365 dias.
Você já passou horas conversando com alguém sobre coisas simples, mas que fazem toda a diferença na sua vida? Já passou horas em silêncio fazendo qualquer coisa do lado dessa mesma pessoa? Então você sabe que precisa comemorar.
Não tem como não amar o amor.
Direção e medo.
Eu falei para um amigo que estava dirigindo bem assim
ai, não sei como você não tem medo quando essa carreta passa aí do seu lado
E ele respondeu
quem disse que eu não tenho medo?
Fiquei pensando nisso e lembrei da minha tia. Eu perguntei para ela
Mas você não teve medo quando soube que estava grávida
E ela
Sim, eu tive, mas eu queria muito, aí fui
Eu aprendi isso. Eu vou com medo, mas vou. Eu vou devagar com medo, mas eu não paro. E mesmo indo, posso ter medo. O que eu não posso é parar, senão eu não vou. Paradoxal, né? Se eu paro, eu não sinto medo. Mas se eu paro, eu não continuo. Se eu continuo, eu sinto medo. E nessa contradição, quando eu olho para trás, vejo que já desci a ladeira, segurando no freio.
Eu tenho medo, mas eu quero muito. E eu não quero jogar fora o medo, porque ele é freio também. E tudo bem. O medo ainda é freio, mas se eu continuar assim um dia ele vira embreagem, para usar junto com o acelerador ou para não usar.
segunda-feira, setembro 26, 2022
domingo, setembro 25, 2022
Suave e firme.
Eu estou aprendendo a andar de moto. Eu não sei ainda andar de bicicleta direito, mas estou aprendendo as duas coisas, ao mesmo tempo. Sim, ao mesmo tempo. Assim como aprendo inglês, novas músicas, novos conhecimentos sobre psicologia e sobre plantas. É isso mesmo.
Eu acho incrível estar sempre aprendendo alguma coisa, o tempo todo. Não aquela coisa de "ah, a gente aprende uma coisa todo dia". Estou dizendo essa coisa de aprender assim, me matricular num curso, numa aula, numa aventura nova, eu adoro essa coisa de mergulhar em algo que não sei nada de nada.
E assim eu me sinto aprendendo a pilotar. Não sei nada, tenho medos. Inseguranças. Descubro que tinha um monte de preconceitos todos criados na minha cabeça ao longo dos 41 anos de vida para explicar para mim mesma por que eu não tinha aprendido moto até hoje. Nem bicicleta, nem carro. Vou pilotando a moto e explicando tudo isso ao meu colega que me ensina.
Ele diz que o acelerador precisa ser controlado por mim, de um jeito suave e firme. Descubro que sou mais firme do que suave com ele, será que na vida também? Eu tenho melhorado com o tempo, pilotando a moto, dia a dia, eu aprendi a controlar melhor a suavidade e a força ao acelerar, parar. Não sei dar voltas, só ando em linha reta. Para isso, preciso parar e, com calma, ir devagar voltando ainda vacilante. Devagar, não vou de vez, tenho medo de desequilibrar. Fico pensando nas analogias com a minha vida até aqui.
Preciso me sentir mais segura para dar voltar e fazer círculos com a moto. Ainda não dá. Porque voltar e aprender a fazer círculos sem colocar o pé no chão é coisa fina. É muito delicado. Eu não sei ainda, mas vou aprender. No campo de futebol, tenho a sensação que a grama fofa me espera e me ampara caso eu caia no chão, coisa que já aconteceu, mas me ensinou também o peso que eu tenho e o que eu faço com ele.
Não tem nem como parar de querer fazer isso todos os dias. Especialmente porque eu percebo como a frequência melhora muito a forma como piloto. Hoje, pela primeira vez nessa uma semana de aula, eu saí sozinha com a bicicleta. Consegui me equilibrar e colocar a força necessária na primeira pedalada para poder continuar a caminhada em linha reta.
É incrivelmente delicioso o sabor de aprender coisas novas. Sentir o corpo lembrando de como é o jeito do pé que liga a moto, como é o jeito do pé que fica ajeitado na bicicleta sem cansar a batata da perna. Não tenho como explicar, quem sabe tudo isso não sei se vai lembrar, quem está aprendendo algo quando estiver lendo este, vai pensar nisso.
A coisa mais certa do mundo é: não desista.
quarta-feira, setembro 21, 2022
Vira Voto Lula 2023.
terça-feira, setembro 20, 2022
Psicanalistas que falam: Isildinha Baptista Nogueira.
sábado, setembro 17, 2022
sexta-feira, setembro 16, 2022
Intimidade: Liniker e Orquestra Sinfônica de Heliópolis.
Não achei o show completo, mas vale a pena ver um por um.
terça-feira, setembro 13, 2022
segunda-feira, setembro 12, 2022
domingo, setembro 11, 2022
Olhos doridos.
Sabe quando você ama alguém que tem olhos tristes? Você já amou alguém que tem olhos que saem dor? O que você faz?
Você sente vontade de envolver a pessoa num abraço eterno, mas não pode. Ela precisa trabalhar, pagar contas, viver a vida dela. Você quer fazer mais, mas também há limites porque você é você e a pessoa com olhos tristes é outra pessoa, que talvez não queira nada da vida a não ser ficar com olhos tristes.
E aí você precisa escolher se tudo bem amar alguém de olhos tristes a vida inteira. Não dá para esperar que ela acorde com olhos alegres todos os dias. Quanto de você está disposto a isso? Pergunte a você mesma.
Aprendi.
Qual o segredo para não viver uma vida ressentida? Para mim é não deixar de fazer as coisas que amo. Por isso, não abandono os meus desejos - viajar, ouvir música, ler livros, escrever cartas, fazer exercícios, meditar, comer coisas gostosas, conhecer gente - nunca mais. Depois que descobri isso, estou sendo sempre mais feliz.
Botei na minha cabeça que eu não vou fazer isso comigo, senão vou ficar triste, irritada, magoada, chata e pesada. Eu estou lendo Pesado, sim, de Kiese Laymon e um dia desses eu estava deitada na cama e me senti muito, muito, muito pesada. Me senti inchando inteira. Me deixei sentir aquela imensidão de Migh crescendo na cama. Eu estava conversando com mainha, era quase uma da manhã. Ela estava falando e eu estava ali, inchando. Não me perguntem por que isso aconteceu, só senti. E lembrei de quando tive problemas de inchaço em 2010, quando passei por situações de violência num relacionamento. Não me sinto vivendo a mesma coisa agora, mas senti que, toda as vezes em que não cuidar de mim, essa sensação de peso vai voltar, seja física ou mental. Senti meu corpo me dando avisos, através do livro, das conversas com minhas amigas e mãe, das coisas que escuto em programas de tv' e agradeci a ele por ser tão generoso comigo. Não por acaso, voltei à academia faz pouco tempo e quero voltar à capoeira também.
Outra coisa que eu acho que me ajuda a não viver uma vida ressentida é: em qualquer relacionamento, eu não vou carregar a outra pessoa nas costas. Não carrego a relação nas costas. Se eu sinto que estou me doando demais, cansada demais, desgastada demais, eu paro e me pergunto o que eu estou fazendo para me sentir assim. Ao invés de ficar falando "fulano não faz isso ou aquilo", "fulano demanda isso e aquilo de mim", paro tudo e boto numa lista aquilo que eu estou permitindo que fulana demande de mim. Muitas vezes eu descubro que fulana nem me pediu nada, fui eu quem me botei para fazer e assim ficou. Aí eu agora paro de fazer o que acho que estou fazendo a mais, que ninguém me pediu, que eu faço porque eu quero controlar, porque eu quero ser amada, porque eu me acostumei nesse padrão. Não é simples, não, não é prático, mas com calma a gente descobre e consegue. Eu boto na minha cabeça que isso é importante para ser tudo mais leve e está fazendo bem. Eu sinto bem-estar, mas eu quero mesmo é bem-viver.
Pode ser que a relação acabe se você não cuidar dela sozinha e botar como prioridade fazer coisas que te fazem bem. Mas tudo bem também, porque se para se relacionar você precisa cuidar de tudo e não pode pensar no que te faz bem, você não está propriamente vivendo uma relação, né? Acho que a sensação inicial de que você só pensa em você vai chegar; mas não é isso, não, pelo menos não para mim. É cuidar de você para oferecer o melhor de você para as pessoas que você ama. É saber até onde você pode ir e falar isso para as pessoas que te amam e, se elas quiserem, ajudarem-nas a descobrirem até onde elas podem ir também e o que elas mais querem com você.
sábado, setembro 10, 2022
Drogas para adultos, Carl Hart.
Esqueça tudo que você acha que sabe sobre drogas. Es-que-ça. Prepare-se para ler coisas que você nunca leu sobre elas, e não, eu não estou falando de maconha. Se você puder fazer isso, vai encontrar um livro incrível sobre um tema que poucas pessoas estudam e fazem pesquisa. O que sabemos sobre drogas são preconceitos e estereótipos alicerçados em bases morais e cristãs que não estão nos ajudando a compreender qual é a importância delas em nossas vidas.
Carl diz
Um argumento mais amplo que defendo nestas páginas é o de que os adultos deveriam ter o direito legal de vender, comprar e consumir as drogas recreativas de sua preferência, assim como têm o direito de se envolver em comportamentos consensuais, dirigir automóveis e até comprar e usar armas. Obviamente, todas essas atividades apresentam algum nível de risco, inclusive de morte. Porém, em vez de proibir o sexo, os carros ou as armas, estabelecemos requisitos de idade e competência, além de outras estratégias de segurança, que minimizam os danos e realçam os aspectos positivos associados a essas atividades. Isso já é feito com o álcool, uma droga recreativa amplamente consumida (p. 27).
Nós produzimos drogas em nosso corpo ou, produzimos parte de substâncias que também aprendemos a sintetizar fora dele. E por que é que, ainda assim, temos tanto preconceito com elas? Porque somos moralistas, preconceituosos com outros modos de pensar a vida que não seja aquele que a gente conhece. E sabe por que você tem que ler o livro de Carl? Porque ele foi aquele cara que fez pesquisa dando drogas para as pessoas usarem por um determinado período para analisar seus efeitos, levando em consideração efeitos de dentro e de fora, ou seja, efeitos que as pessoas tinham de acordo com suas características individuais, mas também relacionadas ao contexto em que viviam. Com muitas limitações, algumas delas inclusive analisadas no livro e nas pesquisas, Carl nos faz perceber que parte do preconceito que temos com as drogas está relacionado ao classismo e ao racismo e, em alguma medida, ao modelo patriarcal de sociedade. Se você é uma pessoa que defende a pesquisa científica, preste atenção neste livro. Carl não te pede para acreditar no que ele está dizendo: ele te pede para estudar o que ele está dizendo, apresentando, ao final do livro, um sem-número de artigos publicados sobre o que ele vai nos contando são incluídos, para que você possa acompanhar o debate em termos científicos e não a partir das anedotas, tão prejudiciais para a construção de uma reflexão sobre os temas do livro.
Quem conhece seu primeiro livro, que já falei aqui, deve lembrar o quanto ele nos falou de como a raça é um marcador importante se quisermos olhar para a política de drogas de um país. Nesse livro, não é diferente. Carl nos mostra novamente o que o racismo faz com a nossa percepção sobre as drogas e os usuários, que recebem nomes diferentes quando são brancos e de classe média, por exemplo. Aliás, não apenas as pessoas que consomem drogas recebem nomes diferentes baseadas na raça, mas também as drogas que usam são mais ou menos discriminadas socialmente por conta da raça, assim como tudo que a envolve, desde a obtenção, uso e vida social das pessoas, entre outras coisas.
Conheço há um bom tempo a resposta diferenciada aos usuários de drogas com base na raça. Uma conversa recente que tive com minha amiga Abby me informou que outras pessoas também estão conscientes disso. Abby é branca, tem idade suficiente para se aposentar e uma boa condição financeira; além disso, fumou maconha a vida toda. Nessa noite em particular, estávamos jantando fora de seu estado natal, em lugar onde a maconha a vida toda. Tínhamos chegado à cidade poucas horas antes. Então, quando ela pegou seu cachimbo para fumar, manifestei surpresa com a rapidez com que ela havia conseguido arranjar a droga. Abby me disse que havia trazido com ela no avião, um hábito que já tinha havia muitos anos. "Porra, eu ficaria aterrorizado demais para fazer isso", falei. "E não devia"", respondeu ela. "Carl, olhe para mim... Sou branca, velha e rica. Quem vai se meter comigo?" (p. 43)
Neste livro, Carl Hart assume o risco de admitir quais drogas fazem a cabeça dele, aquelas drogas que não são legalizadas no país em que ele vive, Estados Unidos. Fiquei pensando em mim mesma, nas drogas que já experimentei e nas que uso atualmente. Bebo cerveja e um pouco de vinho, que são drogas lícitas. Não tomo nenhum remédio regularmente, então não posso dizer que uso qualquer droga de modo regular. Vez ou outra, um remédio para dor de cabeça, mas muito raro (prefiro ir dormir). Nos últimos dez anos, devo ter fumado maconha umas quatro vezes.
Fumei maconha à época da faculdade, mas parei de fazer isso porque acho que... eu não lembro direito, mas eu sempre achei muito perigoso adquirir maconha, andar com ela... pensar em toda essa logística me cansava muito e eu achei que o barato que eu sentia não era tão grande assim a ponto de me fazer ter mais essa preocupação. Cheirei cola por algum tempo também, era divertido, mas passou. Novamente, pensar na compra, no transporte, no tempo em que eu precisava para fazer tudo isso me cansava. Lembro que uma vez, provei cocaína, mas não lembro de ter sentido nada (eu lembro que a droga estava meio pastosa, não sei bem. Não sei direito o que aconteceu, foi tudo muito rápido, talvez eu não tenha realmente cheirado). Eu sempre tive muito medo de me viciar, porque isso foi sempre o que foi dito sobre as drogas. Sim, acho que isso me afastou imenso das drogas. Perder o controle é algo que eu não queria/ não quero, então eu prefiro não sentir o prazer que a droga traz, prefiro buscar em outro lugar mais seguro. Considerando a pouca informação que temos, além da testagem que não é feita das drogas que estão disponíveis, eu continuo achando menos arriscado para mim resolver as coisas desse jeito. Mas não precisa ser assim, hoje eu tenho total certeza disso. Se eu tivesse acesso a drogas testadas, eu provaria, sim. Porque hoje, perder o controle, em ambientes controlados (parece contraditório, mas não é!), me agrada imenso.
Vejam vocês, eu vivo viajando de avião. Para mim, que tenho dificuldade em não ter o controle da situação, é uma situação extremamente desgastante. Eu poderia beber para passar por isso, mas acho contraproducente. Se eu pudesse usar alguma droga específica, que atuasse durante o tempo do voo e me fizesse relaxar, eu aceitaria sem pestanejar, porque eu preciso viajar quase todos os meses, no mínimo, duas vezes e isso me traz imenso estresse. Tudo isso para dizer que: usar qualquer droga, inclusive maconha, no meio da rua, com polícia, não me trará nenhum prazer. Eu sei. Mas num lugar onde eu me sinta segura, por que não?
Ao mesmo tempo, acho que, pensando sobre como lido com as drogas, não vejo como isso possa acontecer, porque creiam, um tempo fumei cigarro, mas não achei divertido e parei. Eu lembro bem que na época eu pensei "poxa, não consigo me viciar, rs". Meio tosco, mas foi assim mesmo que pensei. Ao mesmo tempo, outras drogas, nomeadamente drogas químicas, eu tinha muito medo de me viciar. Isso tudo era ignorância mesmo, porque tem química no cigarro, sim? Sim! Lendo o livro, a gente percebe que não sabemos nada, nada, mas nada sobre drogas (pior: achamos que sabemos, o que dificulta tudo ainda mais). O fato de que psicodélicos atuam mais rapidamente no alívio dos sintomas de quem sente depressão, mais que as drogas que estão disponíveis nas farmácias, faz a gente pensar em como nosso preconceito nos limita a viver melhor.
O autor comenta sua passagem pelo Brasil e tudo que viu aqui e posso dizer que ele demonstrou que sabe chegar e sair de lugares onde se fica um tempo curto e não se pode dar certezas sobre muitas coisas. Carl me ajudou ainda, a entender como algumas expressões como "redução de danos" e "cracolândia" não são as mais acertadas para falar sobre o tema das drogas.
Chamou-me atenção, ainda, o fato de o autor lembrar situações de estresse que precisamos passar em nossa vida adulta, situações estas em que muitas pessoas lançam mão do álcool, por exemplo, para lidar com elas. Eu concordo que situações de trabalho, como um evento em que irei encontrar colegas com as quais não quero conviver, me deixam muito estressada antes mesmo de acontecer. Ter de lidar com situações no trabalho com coisas que não quero fazer me cansam sobremaneira e talvez as drogas possam de fato ajudar a gente a passar por esses momentos - não é assim também aquela festa de família em que há um tio que tentou tocar em você quando você ainda era uma criança? A gente bebe, na maioria das vezes, para conseguir conversar e sorrir com todas as pessoas que ali estão, pelo simples fato de não queremos estragar o momento de muitas pessoas de uma vez só, como aquele tio desgraçado estragou a gente em alguma medida lá atrás.
O incômodo que o livro me trouxe se deve a duas escolhas que Carl faz: uma é usar os termos "criança" e "infância" para distinguir o que seria um consumo adulto de drogas. Usamos muito comumente esses termos para indicar uma oposição à adultez em nossos escritos; entendo em que Carl lugar quer chegar, mas, como estudiosa da área, acho problemático indicar que atitudes imaturas são "coisa de criança". Ao querer reforçar que ser adulto/a é ser alguém cônscio de suas atitudes, Carl usa as tais palavras como forma de encontrar um lugar seguro para as pessoas adultas, lugar esse que, efetivamente, não existe. Eu entendo a premissa, e acho que o texto do livro dialoga o tempo todo com essa dificuldade em decidir o que seria mais adequado para as pessoas no mundo atual, em que temos acesso a informações de substâncias que dão prazer e, ao mesmo tempo, podem trazer efeitos colaterais não tão agradáveis, devido ao desconhecimento de como anda sua saúde mental, por exemplo (ah, Carl ainda lembra que sem testagem da droga, algo que Carl defende no livro, fica quase impossível garantir que você sempre uma experiência gostosa com elas).
Outra coisa que me chama a atenção no livro é a ideia que o autor repete: o uso da droga é um direito à felicidade, direito esse que está definido na Constituição estadunidense; como estou no Brasil, isso não me interessa tanto e acho que o autor repete essa ideia por vezes demais para um livro que está correndo o mundo. Além disso, eu penso: usar droga não deve ser apenas parte de um cumprimento legal expresso na constituição estadunidense. Se ela preconiza, ótimo, mas não acho que o uso de drogas precise se apoiar nesse documento. Acho que esperei algo assim, "não sou um legalista, mas uso a constituição para mostrar o quanto a felicidade é cara a nós", algo assim". Novamente, eu entendo onde ele quer chegar (argumentos para convencer um maior número de pessoas a lerem o livro). Além disso, penso que posso usar drogas não apenas para ser feliz, sim? Essa é uma ideia que faz parte de um modelo moral de sociedade que talvez não seja o que eu procure. Como parte do meu direito adulto de ser, posso usar droga para ter coragem, por exemplo (eu não sei bem se estou dizendo algo que faz sentido).
quinta-feira, setembro 08, 2022
quarta-feira, setembro 07, 2022
segunda-feira, setembro 05, 2022
domingo, setembro 04, 2022
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quarta-feira, agosto 31, 2022
segunda-feira, agosto 29, 2022
Escolhas.
Eu vou ficar bem porque tenho amigas que me amam e demonstram amor. Se abrem e me contam o que dói e me ajudam a ficar bem também. Me ajudam a curar, falam palavras doces que servem de abrigo para suportar quando a solidão da vida a dois aparece.
domingo, agosto 28, 2022
quarta-feira, agosto 24, 2022
terça-feira, agosto 23, 2022
segunda-feira, agosto 22, 2022
quarta-feira, agosto 17, 2022
sexta-feira, agosto 12, 2022
quinta-feira, agosto 04, 2022
Bahiaô.
Quando ela estava aqui, ela me perguntou
O que é Bahiaô?
Eu não sabia responder, mas eu entendi a pergunta. Ele me mandou um áudio em que ela me cantava por muitas vezes sem parar:
Bahiaô
Bahiaaaa
Bahia, cidade de São Salvador
___
Pai, tou com saudade da Bahia também e da Migh também
Me diz se você também não ia derreter inteira.
Pais.
Estava no meio de uma apresentação sobre um programa de parentalidade e a moça disse que de 670 famílias, apenas 4 pais tinham se inscrito. Todas as outras pessoas eram mães.
Agora eu entendi por que se diz que tem homem por aí que tu bate no liquidificador, não dá meio copo. Não tem nem meio por cento de pais nesse programa de parentalidade.
É por isso que meu coração suspira quando vejo um pai perto presente amor amando feliz e contente com vontade de ser mais pai todo o dia pai cada vez mais pai. Não tem como o olhinho não encher de água.








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