Você que me lê, me ajuda a nascer.

quarta-feira, outubro 12, 2022

quinta-feira, outubro 06, 2022

O cristianismo que eu vejo.

Vi Boulos na entrevista do Roda Viva falando que os evangélicos votam em Bolsonaro também porque a igreja é uma rede de relações. Aí fico pensando que, se é assim, se o pastor manda votar, as pessoas não fazem apenas porque ele manda, mas porque elas querem fazer parte e, mesmo sem muitas vezes conversar sobre política, paira no ar aquela ideia de que "se o pastor falou, é o melhor". Mas não acho que seja só isso, não.

Mas, assim. Conversando com uma amiga ela disse 

eu não sei por que essa preocupação se o presidente é cristão é não se o estado é laico

Eu pensei, é mesmo, rapaz, eu quero lá saber que religião o presidente acredita, eu quero saber se ele se preocupa com as desigualdades do país. Essa deveria ser o começo da conversa. Mas eu vou voltar a esse tema, porque não dá para desconsiderar que as pessoas não sabem o que é laico quando um padre vai para um debate e pede que as pessoas o respeitem quando ele está desrespeitando todo mundo. Sei que ele não é padre coisa nenhuma, mas não importa. É como ele se apresentou e o que ele acha que ele pode falar.

Parece que muitas pessoas que frequentam igrejas são conservadoras, mesmo. Discordam de casais homoafetivos, por exemplo, e acham que votar em governo de esquerda é estimular isso. Então, mesmo que se diga que deus é amor, logo lembram que ele também é justiça e justiça, pela bíblia, é condenar aquilo que a bíblia diz que é pecado.

E pecado é amar pessoas do mesmo sexo, é a mulher querer os mesmos direitos que o homem, é a mulher ser dona do seu corpo e escolher não parir a criança, é adorar um deus que não seja pai de Jesus - ou adorar pessoas, coisas e lugares, como eu adoro adorar -, é ser plural e gostar de sentir deus de vários jeitos e gostar de vários deuses, o lance é ser mono em tudo, senão, não pode. Tem que ser um deus, uma pátria, uma família, um mundo, um amor, tudo pela vida eterna, vale até o sacrifício terreno. Quando eu fiz 18 anos, eu passei a não me interessar por essa chantagem cristã: aceitar sofrer na terra para ter a vida eterna. Quando eu era adolescente, li As viagens de Gulliver e, em uma dessas viagens que ele fazia, ele chegava num mundo que as pessoas nunca morriam, na história, ele mostrava como isso poderia ser um problema também. Eu sempre achei esse livro incrível e essa ideia de que não morrer também pode ser um saco parece que faz todo o sentido depois de passar 40 anos no mundo e ter contato com a dor e a delícia de viver.

Para além de tudo isso, se Jesus mandou ir pelo mundo e "pregar o evangelho a toda a criatura", é porque o cristianismo salva e, se você não concorda, você não precisa viver nesse mundo junto comigo. Então eu vou apoiar sim um governo que diz que quem pensa diferente pode ser banido, com arma com ou deixa morrer, não importa muito. Os fins justificam os meios, Ovídio?

Eu nem acho que os evangélicos não estão sendo cristãos quando votam nesse presidente que aí está. Achar que Jesus é essa figura que as pessoas pintam como um ser de paz e bem é também uma invenção. Talvez seja a hora de reconhecermos que votar de novo no presidente tem tudo a ver com o cristianismo que a gente está vendo por aí, sim. Não tem nada de diferente e nem de contraditório. 

Ah, mas deus é amor

E talvez seja amor para essas pessoas conservadoras não concordar com o que é diferente delas, já pensou nisso? Sei lá, gente. Eu não sou cristã, acho a ideia de amor cristão bem duvidoso - cheio de regras e condições que não sei se concordo completamente (tudo crê, tudo espera, tudo suporta não é comigo MESMO) -, muito parecido com história de princesa branca de final feliz que eu nunca gostei também. 

Então, antes de ficar passando vídeo dizendo que ser cristão não é ser bolsonarista, talvez a gente tenha que repensar por que é que a gente fica repetindo que ser cristão é ser tudo de muito ótimo sempre, que os ensinamentos de Jesus e quem crê nele não faz nem fala o que presidente diz. Será mesmo que os evangélicos/cristãos que você conhece são tão completamente diferentes dele assim? 

Os anarquistas.


Passada.
 

Uma coisa.

Ele disse qualquer coisa de amor ontem e depois disse eu te amo e mandou beijinhos e eu pensei

não quero que esse homem saia nunca mais da minha vida

Eu não sei o que é, mas tem coisas e jeitos e dias e palavras que ele fala do jeito que ele fala que eu penso que eu não quero mais nada, só quero ficar com ele para sempre e fim. Não acontece sempre, toda hora ou o tempo todo, mas acontece. E quando acontece, eu sinto que poderia morar naquele momento por muito tempo da vida, de tão bom que é. 

A vida é tão deliciosa porque vai acontecendo devagar e sempre, todos os dias. Todos os dias eu tenho a chance de fazer de novo uma coisa que gostei muito e começar a não fazer aquilo que não me faz bem e só por isso eu sou a pessoa mais feliz do mundo. 

Eu não quero saber de mais nada, só de quando a gente se encontra nesse lugar de amor que só a gente sabe que existe e para onde a gente vai quando tudo está desabando. 

Roda Viva: Guilherme Boulos.


40 anos, um bebê. Tão lindinho.

 

Vidas Negras: Contadoras de Histórias.

Tu conhece Auta de Souza? Eu não conhecia. Tem uma poesia dela aqui. Acho que minha birra de podcast foi embora. Eu estou vendo até videocast, gente. Pense.


quinta-feira, setembro 29, 2022

Vidas Negras: Terras de Cientistas.

Episódio do podcast Vidas Negras sobre Juliano Moreira. Rapaz, se você não conhece o moço, tem de conhecer. TEM de conhecer.

Aí eu entendo porque minha mãe é tão apaixonada pela Bahia. Nem tem como.

quarta-feira, setembro 28, 2022

terça-feira, setembro 27, 2022

Um ano de beijo.

Eu tenho um namoro que tem entre 10-12 dias de comemoração. Elas começam dia 22 de cada mês e terminam no dia 3 do outro mês. Em cada um deles, a gente comemora uma coisa que a gente fez pela primeira vez. Hoje é o dia do primeiro ano do primeiro beijo. Amanhã será o primeiro dia depois do primeiro beijo. E assim a gente celebra a vontade de ficar junto que aparece todos os dias, ainda, mesmo depois de 365 dias. 

Você já passou horas conversando com alguém sobre coisas simples, mas que fazem toda a diferença na sua vida? Já passou horas em silêncio fazendo qualquer coisa do lado dessa mesma pessoa? Então você sabe que precisa comemorar.

Não tem como não amar o amor.


Direção e medo.

Eu falei para um amigo que estava dirigindo bem assim

ai, não sei como você não tem medo quando essa carreta passa aí do seu lado

E ele respondeu

quem disse que eu não tenho medo?

Fiquei pensando nisso e lembrei da minha tia. Eu perguntei para ela

Mas você não teve medo quando soube que estava grávida

E ela

Sim, eu tive, mas eu queria muito, aí fui

Eu aprendi isso. Eu vou com medo, mas vou. Eu vou devagar com medo, mas eu não paro. E mesmo indo, posso ter medo. O que eu não posso é parar, senão eu não vou. Paradoxal, né? Se eu paro, eu não sinto medo. Mas se eu paro, eu não continuo. Se eu continuo, eu sinto medo. E nessa contradição, quando eu olho para trás, vejo que já desci a ladeira, segurando no freio. 

Eu tenho medo, mas eu quero muito. E eu não quero jogar fora o medo, porque ele é freio também. E tudo bem. O medo ainda é freio, mas se eu continuar assim um dia ele vira embreagem, para usar junto com o acelerador ou para não usar. 

domingo, setembro 25, 2022

Lol: Se rir, já era!


 

Suave e firme.

Eu estou aprendendo a andar de moto. Eu não sei ainda andar de bicicleta direito, mas estou aprendendo as duas coisas, ao mesmo tempo. Sim, ao mesmo tempo. Assim como aprendo inglês, novas músicas, novos conhecimentos sobre psicologia e sobre plantas. É isso mesmo.

Eu acho incrível estar sempre aprendendo alguma coisa, o tempo todo. Não aquela coisa de "ah, a gente aprende uma coisa todo dia". Estou dizendo essa coisa de aprender assim, me matricular num curso, numa aula, numa aventura nova, eu adoro essa coisa de mergulhar em algo que não sei nada de nada. 

E assim eu me sinto aprendendo a pilotar. Não sei nada, tenho medos. Inseguranças. Descubro que tinha um monte de preconceitos todos criados na minha cabeça ao longo dos 41 anos de vida para explicar para mim mesma por que eu não tinha aprendido moto até hoje. Nem bicicleta, nem carro. Vou pilotando a moto e explicando tudo isso ao meu colega que me ensina. 

Ele diz que o acelerador precisa ser controlado por mim, de um jeito suave e firme. Descubro que sou mais firme do que suave com ele, será que na vida também? Eu tenho melhorado com o tempo, pilotando a moto, dia a dia, eu aprendi a controlar melhor a suavidade e a força ao acelerar, parar. Não sei dar voltas, só ando em linha reta. Para isso, preciso parar e, com calma, ir devagar voltando ainda vacilante. Devagar, não vou de vez, tenho medo de desequilibrar. Fico pensando nas analogias com a minha vida até aqui. 

Preciso me sentir mais segura para dar voltar e fazer círculos com a moto. Ainda não dá. Porque voltar e aprender a fazer círculos sem colocar o pé no chão é coisa fina. É muito delicado. Eu não sei ainda, mas vou aprender. No campo de futebol, tenho a sensação que a grama fofa me espera e me ampara caso eu caia no chão, coisa que já aconteceu, mas me ensinou também o peso que eu tenho e o que eu faço com ele. 

Não tem nem como parar de querer fazer isso todos os dias. Especialmente porque eu percebo como a frequência melhora muito a forma como piloto. Hoje, pela primeira vez nessa uma semana de aula, eu saí sozinha com a bicicleta. Consegui me equilibrar e colocar a força necessária na primeira pedalada para poder continuar a caminhada em linha reta.

É incrivelmente delicioso o sabor de aprender coisas novas. Sentir o corpo lembrando de como é o jeito do pé que liga a moto, como é o jeito do pé que fica ajeitado na bicicleta sem cansar a batata da perna. Não tenho como explicar, quem sabe tudo isso não sei se vai lembrar, quem está aprendendo algo quando estiver lendo este, vai pensar nisso.

A coisa mais certa do mundo é: não desista.

quarta-feira, setembro 21, 2022

Vira Voto Lula 2023.


Um amigo meu que trabalha também em construção civil me disse 
Vou votar em Lula, é impressionante como os patrões durante esse governo que aí está ficaram com mais jeito de escravocrata do que nunca

 

terça-feira, setembro 20, 2022

sábado, setembro 17, 2022

sexta-feira, setembro 16, 2022

segunda-feira, setembro 12, 2022

Entrevista para o Blog Tempo de Creche.

Olha que legal que a gente falou aqui.

domingo, setembro 11, 2022

Olhos doridos.

Sabe quando você ama alguém que tem olhos tristes? Você já amou alguém que tem olhos que saem dor? O que você faz? 

Você sente vontade de envolver a pessoa num abraço eterno, mas não pode. Ela precisa trabalhar, pagar contas, viver a vida dela. Você quer fazer mais, mas também há limites porque você é você e a pessoa com olhos tristes é outra pessoa, que talvez não queira nada da vida a não ser ficar com olhos tristes. 

E aí você precisa escolher se tudo bem amar alguém de olhos tristes a vida inteira. Não dá para esperar que ela acorde com olhos alegres todos os dias. Quanto de você está disposto a isso? Pergunte a você mesma.

Bom dia, Verônica.


 

Aprendi.

Qual o segredo para não viver uma vida ressentida? Para mim é não deixar de fazer as coisas que amo. Por isso, não abandono os meus desejos - viajar, ouvir música, ler livros, escrever cartas, fazer exercícios, meditar, comer coisas gostosas, conhecer gente - nunca mais. Depois que descobri isso, estou sendo sempre mais feliz.

Botei na minha cabeça que eu não vou fazer isso comigo, senão vou ficar triste, irritada, magoada, chata e pesada. Eu estou lendo Pesado, sim, de Kiese Laymon e um dia desses eu estava deitada na cama e me senti muito, muito, muito pesada. Me senti inchando inteira. Me deixei sentir aquela imensidão de Migh crescendo na cama. Eu estava conversando com mainha, era quase uma da manhã. Ela estava falando e eu estava ali, inchando. Não me perguntem por que isso aconteceu, só senti. E lembrei de quando tive problemas de inchaço em 2010, quando passei por situações de violência num relacionamento. Não me sinto vivendo a mesma coisa agora, mas senti que, toda as vezes em que não cuidar de mim, essa sensação de peso vai voltar, seja física ou mental. Senti meu corpo me dando avisos, através do livro, das conversas com minhas amigas e mãe, das coisas que escuto em programas de tv' e agradeci a ele por ser tão generoso comigo. Não por acaso, voltei à academia faz pouco tempo e quero voltar à capoeira também. 

Outra coisa que eu acho que me ajuda a não viver uma vida ressentida é: em qualquer relacionamento, eu não vou carregar a outra pessoa nas costas. Não carrego a relação nas costas. Se eu sinto que estou me doando demais, cansada demais, desgastada demais, eu paro e me pergunto o que eu estou fazendo para me sentir assim. Ao invés de ficar falando "fulano não faz isso ou aquilo", "fulano demanda isso e aquilo de mim", paro tudo e boto numa lista aquilo que eu estou permitindo que fulana demande de mim. Muitas vezes eu descubro que fulana nem me pediu nada, fui eu quem me botei para fazer e assim ficou. Aí eu agora paro de fazer o que acho que estou fazendo a mais, que ninguém me pediu, que eu faço porque eu quero controlar, porque eu quero ser amada, porque eu me acostumei nesse padrão. Não é simples, não, não é prático, mas com calma a gente descobre e consegue. Eu boto na minha cabeça que isso é importante para ser tudo mais leve e está fazendo bem. Eu sinto bem-estar, mas eu quero mesmo é bem-viver.  

Pode ser que a relação acabe se você não cuidar dela sozinha e botar como prioridade fazer coisas que te fazem bem. Mas tudo bem também, porque se para se relacionar você precisa cuidar de tudo e não pode pensar no que te faz bem, você não está propriamente vivendo uma relação, né? Acho que a sensação inicial de que você só pensa em você vai chegar; mas não é isso, não, pelo menos não para mim. É cuidar de você para oferecer o melhor de você para as pessoas que você ama. É saber até onde você pode ir e falar isso para as pessoas que te amam e, se elas quiserem, ajudarem-nas a descobrirem até onde elas podem ir também e o que elas mais querem com você. 

sábado, setembro 10, 2022

Motriz - Roda de afeto.


 

Drogas para adultos, Carl Hart.

 


Esqueça tudo que você acha que sabe sobre drogas. Es-que-ça. Prepare-se para ler coisas que você nunca leu sobre elas, e não, eu não estou falando de maconha. Se você puder fazer isso, vai encontrar um livro incrível sobre um tema que poucas pessoas estudam e fazem pesquisa. O que sabemos sobre drogas são preconceitos e estereótipos alicerçados em bases morais e cristãs que não estão nos ajudando a compreender qual é a importância delas em nossas vidas.

Carl diz

Um argumento mais amplo que defendo nestas páginas é o de que os adultos deveriam ter o direito legal de vender, comprar e consumir as drogas recreativas de sua preferência, assim como têm o direito de se envolver em comportamentos consensuais, dirigir automóveis e até comprar e usar armas. Obviamente, todas essas atividades apresentam algum nível de risco, inclusive de morte. Porém, em vez de proibir o sexo, os carros ou as armas, estabelecemos requisitos de idade e competência, além de outras estratégias de segurança, que minimizam os danos e realçam os aspectos positivos associados a essas atividades. Isso já é feito com o álcool, uma droga recreativa amplamente consumida (p. 27).

Nós produzimos drogas em nosso corpo ou, produzimos parte de substâncias que também aprendemos a sintetizar fora dele. E por que é que, ainda assim, temos tanto preconceito com elas? Porque somos moralistas, preconceituosos com outros modos de pensar a vida que não seja aquele que a gente conhece. E sabe por que você tem que ler o livro de Carl? Porque ele foi aquele cara que fez pesquisa dando drogas para as pessoas usarem por um determinado período para analisar seus efeitos, levando em consideração efeitos de dentro e de fora, ou seja, efeitos que as pessoas tinham de acordo com suas características individuais, mas também relacionadas ao contexto em que viviam. Com muitas limitações, algumas delas inclusive analisadas no livro e nas pesquisas, Carl nos faz perceber que parte do preconceito que temos com as drogas está relacionado ao classismo e ao racismo e, em alguma medida, ao modelo patriarcal de sociedade. Se você é uma pessoa que defende a pesquisa científica, preste atenção neste livro. Carl não te pede para acreditar no que ele está dizendo: ele te pede para estudar o que ele está dizendo, apresentando, ao final do livro, um sem-número de artigos publicados sobre o que ele vai nos contando são incluídos, para que você possa acompanhar o debate em termos científicos e não a partir das anedotas, tão prejudiciais para a construção de uma reflexão sobre os temas do livro.

Quem conhece seu primeiro livro, que já falei aqui, deve lembrar o quanto ele nos falou de como a raça é um marcador importante se quisermos olhar para a política de drogas de um país. Nesse livro, não é diferente. Carl nos mostra novamente o que o racismo faz com a nossa percepção sobre as drogas e os usuários, que recebem nomes diferentes quando são brancos e de classe média, por exemplo. Aliás, não apenas as pessoas que consomem drogas recebem nomes diferentes baseadas na raça, mas também as drogas que usam são mais ou menos discriminadas socialmente por conta da raça, assim como tudo que a envolve, desde a obtenção, uso e vida social das pessoas, entre outras coisas.

Conheço há um bom tempo a resposta diferenciada aos usuários de drogas com base na raça. Uma conversa recente que tive com minha amiga Abby me informou que outras pessoas também estão conscientes disso. Abby é branca, tem idade suficiente para se aposentar e uma boa condição financeira; além disso, fumou maconha a vida toda. Nessa noite em particular, estávamos jantando fora de seu estado natal, em lugar onde a maconha a vida toda. Tínhamos chegado à cidade poucas horas antes. Então, quando ela pegou seu cachimbo para fumar, manifestei surpresa com a rapidez com que ela havia conseguido arranjar a droga. Abby me disse que havia trazido com ela no avião, um hábito que já tinha havia muitos anos. "Porra, eu ficaria aterrorizado demais para fazer isso", falei. "E não devia"", respondeu ela. "Carl, olhe para mim... Sou branca, velha e rica. Quem vai se meter comigo?" (p. 43)

Neste livro, Carl Hart assume o risco de admitir quais drogas fazem a cabeça dele, aquelas drogas que não são legalizadas no país em que ele vive, Estados Unidos. Fiquei pensando em mim mesma, nas drogas que já experimentei e nas que uso atualmente. Bebo cerveja e um pouco de vinho, que são drogas lícitas. Não tomo nenhum remédio regularmente, então não posso dizer que uso qualquer droga de modo regular. Vez ou outra, um remédio para dor de cabeça, mas muito raro (prefiro ir dormir). Nos últimos dez anos, devo ter fumado maconha umas quatro vezes. 

Fumei maconha à época da faculdade, mas parei de fazer isso porque acho que... eu não lembro direito, mas eu sempre achei muito perigoso adquirir maconha, andar com ela... pensar em toda essa logística me cansava muito e eu achei que o barato que eu sentia não era tão grande assim a ponto de me fazer ter mais essa preocupação. Cheirei cola por algum tempo também, era divertido, mas passou. Novamente, pensar na compra, no transporte, no tempo em que eu precisava para fazer tudo isso me cansava. Lembro que uma vez, provei cocaína, mas não lembro de ter sentido nada (eu lembro que a droga estava meio pastosa, não sei bem. Não sei direito o que aconteceu, foi tudo muito rápido, talvez eu não tenha realmente cheirado). Eu sempre tive muito medo de me viciar, porque isso foi sempre o que foi dito sobre as drogas. Sim, acho que isso me afastou imenso das drogas. Perder o controle é algo que eu não queria/ não quero, então eu prefiro não sentir o prazer que a droga traz, prefiro buscar em outro lugar mais seguro. Considerando a pouca informação que temos, além da testagem que não é feita das drogas que estão disponíveis, eu continuo achando menos arriscado para mim resolver as coisas desse jeito. Mas não precisa ser assim, hoje eu tenho total certeza disso. Se eu tivesse acesso a drogas testadas, eu provaria, sim. Porque hoje, perder o controle, em ambientes controlados (parece contraditório, mas não é!), me agrada imenso. 

Vejam vocês, eu vivo viajando de avião. Para mim, que tenho dificuldade em não ter o controle da situação, é uma situação extremamente desgastante. Eu poderia beber para passar por isso, mas acho contraproducente. Se eu pudesse usar alguma droga específica, que atuasse durante o tempo do voo e me fizesse relaxar, eu aceitaria sem pestanejar, porque eu preciso viajar quase todos os meses, no mínimo, duas vezes e isso me traz imenso estresse. Tudo isso para dizer que: usar qualquer droga, inclusive maconha, no meio da rua, com polícia, não me trará nenhum prazer. Eu sei. Mas num lugar onde eu me sinta segura, por que não?

Ao mesmo tempo, acho que, pensando sobre como lido com as drogas, não vejo como isso possa acontecer, porque creiam, um tempo fumei cigarro, mas não achei divertido e parei. Eu lembro bem que na época eu pensei "poxa, não consigo me viciar, rs". Meio tosco, mas foi assim mesmo que pensei. Ao mesmo tempo, outras drogas, nomeadamente drogas químicas, eu tinha muito medo de me viciar. Isso tudo era ignorância mesmo, porque tem química no cigarro, sim? Sim! Lendo o livro, a gente percebe que não sabemos nada, nada, mas nada sobre drogas (pior: achamos que sabemos, o que dificulta tudo ainda mais). O fato de que psicodélicos atuam mais rapidamente no alívio dos sintomas de quem sente depressão, mais que as drogas que estão disponíveis nas farmácias, faz a gente pensar em como nosso preconceito nos limita a viver melhor. 

O autor comenta sua passagem pelo Brasil e tudo que viu aqui e posso dizer que ele demonstrou que sabe chegar e sair de lugares onde se fica um tempo curto e não se pode dar certezas sobre muitas coisas. Carl me ajudou ainda, a entender como algumas expressões como "redução de danos" e "cracolândia" não são as mais acertadas para falar sobre o tema das drogas. 

Chamou-me atenção, ainda, o fato de o autor lembrar situações de estresse que precisamos passar em nossa vida adulta, situações estas em que muitas pessoas lançam mão do álcool, por exemplo, para lidar com elas. Eu concordo que situações de trabalho, como um evento em que irei encontrar colegas com as quais não quero conviver, me deixam muito estressada antes mesmo de acontecer. Ter de lidar com situações no trabalho com coisas que não quero fazer me cansam sobremaneira e talvez as drogas possam de fato ajudar a gente a passar por esses momentos - não é assim também aquela festa de família em que há um tio que tentou tocar em você quando você ainda era uma criança? A gente bebe, na maioria das vezes, para conseguir conversar e sorrir com todas as pessoas que ali estão, pelo simples fato de não queremos estragar o momento de muitas pessoas de uma vez só, como aquele tio desgraçado estragou a gente em alguma medida lá atrás.

O incômodo que o livro me trouxe se deve a duas escolhas que Carl faz: uma é usar os termos "criança" e "infância" para distinguir o que seria um consumo adulto de drogas. Usamos muito comumente esses termos para indicar uma oposição à adultez em nossos escritos; entendo em que Carl lugar quer chegar, mas, como estudiosa da área, acho problemático indicar que atitudes imaturas são "coisa de criança". Ao querer reforçar que ser adulto/a é ser alguém cônscio de suas atitudes, Carl usa as tais palavras como forma de encontrar um lugar seguro para as pessoas adultas, lugar esse que, efetivamente, não existe. Eu entendo a premissa, e acho que o texto do livro dialoga o tempo todo com essa dificuldade em decidir o que seria mais adequado para as pessoas no mundo atual, em que temos acesso a informações de substâncias que dão prazer e, ao mesmo tempo, podem trazer efeitos colaterais não tão agradáveis, devido ao desconhecimento de como anda sua saúde mental, por exemplo (ah, Carl ainda lembra que sem testagem da droga, algo que Carl defende no livro, fica quase impossível garantir que você sempre uma experiência gostosa com elas). 

Outra coisa que me chama a atenção no livro é a ideia que o autor repete: o uso da droga é um direito à felicidade, direito esse que está definido na Constituição estadunidense; como estou no Brasil, isso não me interessa tanto e acho que o autor repete essa ideia por vezes demais para um livro que está correndo o mundo. Além disso, eu penso: usar droga não deve ser apenas parte de um cumprimento legal expresso na constituição estadunidense. Se ela preconiza, ótimo, mas não acho que o uso de drogas precise se apoiar nesse documento. Acho que esperei algo assim, "não sou um legalista, mas uso a constituição para mostrar o quanto a felicidade é cara a nós", algo assim". Novamente, eu entendo onde ele quer chegar (argumentos para convencer um maior número de pessoas a lerem o livro). Além disso, penso que posso usar drogas não apenas para ser feliz, sim? Essa é uma ideia que faz parte de um modelo moral de sociedade que talvez não seja o que eu procure. Como parte do meu direito adulto de ser, posso usar droga para ter coragem, por exemplo (eu não sei bem se estou dizendo algo que faz sentido).  

A heroína me permite suspender a preparação perpétua para a guerra que se passa em minha cabeça. Estou frequentemente em estado de hipervigilância, numa tentativa de prevenir ou minimizar os danos causados pela vida diária em minha própria pele. Quando ela se liga aos receptores opioides mu (μ) em meu cérebro, eu deixo cair meu fardo" e "minha espada e escudo", exatamente como descrito no spiritual Down by the Riverside".
Fico de bem com o mundo. Sinto-me ótimo. Revigorado. Preparado para enfrentar mais um dia, mais uma reunião de docentes ou algum outro compromisso obrigatório. Todas as partes se beneficiam. (p. 278).

Tem mais coisa: fiquei com muita vontade de fazer enquanto lia o livro foi uma lista de músicas em algum aplicativo com todas as músicas que Carl cita no livro. Acho que alguém vai ter essa ideia também. Uma coisa que me deu extremo prazer quando li o livro e até mesmo agora, quando lembro dele, é a coragem que Carl tem em dizer sobre as coisas que ele não concorda, as que lhes causam estresse ou angústia, ainda que essa assunção possa comprometer, em parte, sua vida pública. Sei que nem todas as pessoas podem fazer isso em muitos momentos da vida, mas me pergunto por que aquelas que podem fazer também não o fazem. Dizer o que pensam, defender o que acreditam, essa é a sensação que fica em mim depois da leitura do livro. Sinto-me convocada por Carl não apenas a estudar mais e a desconfiar do que me dizer, mas também a não deixar a chama da coragem se apagar. Pode parecer bem pouco para quem tem a chamada "liberdade mental" (pessoas brancas), mas, para nós, ver um homem negro com coragem de dizer o que pensa e com sabedoria para fazer isso, nos estimula a seguir adiante.

Leiam o livro.

Carl Hart

Mó Paz, Iza.

Tudo que eu acho e quero com a pessoa que eu amo está nesse clipe.
 

Cotas Raciais: Repórter Justiça.


 

Projeto Querino: Podcast sobre a Independência do Brasil.

Rapaz, o pessoal faz umas coisas muito incríveis

Tiago Rogero


Love on the Spectrum: EUA, T2.


 

quarta-feira, setembro 07, 2022

segunda-feira, setembro 05, 2022

domingo, setembro 04, 2022

sexta-feira, setembro 02, 2022

quarta-feira, agosto 31, 2022

segunda-feira, agosto 29, 2022

Escolhas.

Eu vou ficar bem porque tenho amigas que me amam e demonstram amor. Se abrem e me contam o que dói e me ajudam a ficar bem também. Me ajudam a curar, falam palavras doces que servem de abrigo para suportar quando a solidão da vida a dois aparece. 


Insecure: the end.


 

O debate.


 

Debate com Presidenciáveis - Eleições 2022.


 

quarta-feira, agosto 24, 2022

quarta-feira, agosto 17, 2022

quinta-feira, agosto 04, 2022

Bahiaô.

Quando ela estava aqui, ela me perguntou

O que é Bahiaô?

Eu não sabia responder, mas eu entendi a pergunta. Ele me mandou um áudio em que ela me cantava por muitas vezes sem parar:

Bahiaô

Bahiaaaa

Bahia, cidade de São Salvador

___

Pai, tou com saudade da Bahia também e da Migh também

Me diz se você também não ia derreter inteira.

Pais.

Estava no meio de uma apresentação sobre um programa de parentalidade e a moça disse que de 670 famílias, apenas 4 pais tinham se inscrito. Todas as outras pessoas eram mães.

Agora eu entendi por que se diz que tem homem por aí que tu bate no liquidificador, não dá meio copo. Não tem nem meio por cento de pais nesse programa de parentalidade. 

É por isso que meu coração suspira quando vejo um pai perto presente amor amando feliz e contente com vontade de ser mais pai todo o dia pai cada vez mais pai. Não tem como o olhinho não encher de água.

segunda-feira, agosto 01, 2022

domingo, julho 31, 2022

MC Thá, Meu santo é forte.


Eu acho incrível como nós mulheres negras somos inventivas, vanguardistas, inteligentes, iluminadas desde Alcione até MC Thá. Muito orgulho de ser eu, muito orgulho de nós.

 

Desapegue se for capaz.




 

Eu disse que...

Eu o amo tanto e gosto tanto dele e admiro tanto ele que não sei mais o que. E eu sei e eu sinto que ele me ama não só porque ele fala, mas porque vejo nos olhos dele tudo que ele faz e o que ele tenta fazer por nós. As certezas dele quando eu estou vacilante me mostram que é difícil continuar com alguém que não te diz as coisas que a gente quer ouvir e essa pessoa sou eu.

Vacilante, nada confiante nas palavras, incerta, bagunçada, insegura, medrosa, inexperiente, pode chamar de todos esses nomes e daqueles que você nem sabe dizer quais são. Pode chamar porque me sinto perdida e confusa com perguntas com apenas três ou quatro palavras como

você quer ser mãe?

Eu respondo com muitas mil palavras e nada sai direito, é o medo de dizer sim e ouvir que bom, eu quero também, porque não sei o que fazer, nunca sei o que fazer quando todo o lugar é paz. Paz e a certeza de um amor que quer chegar e fazer morada, sem medo, com vontade de continuar sempre que o coração está apertado de dores. 

Eu sei, eu sinto, vai dar certo, não quero desistir, não vamos desistir e vamos saber até onde podemos ir. Ou vamos descobrir, porque a gente quer.

Sintonia: T3.


 

Irmandade: T2.


 

Mano a Mano: Drauzio Varella.

 Já escutaram esse, ?

Top Gun: Maverick.


 

TOC: Transtornada, Obsessiva, Compulsiva.


 

quinta-feira, julho 28, 2022

quarta-feira, julho 27, 2022

domingo, julho 24, 2022

Assunto.

Amanhã podemos falar sobre isso, pode ser?

Escrevi não, não pode. Estou cansada, me deixe descansar. Eu preciso de tempo. Me entender. Saber o que é que me afeta tanto que eu viro água. O que é que me consome tanto que eu viro areia pó de rocha quebrada moída amassada.

Escrevi mas apaguei mas não adiantou me calei. Não disse mais nada, porque não consigo pensar em nada para dizer. Minha garganta está seca, minha alma está em pausa, meu coração, desanimado. Eu não quero dizer mais nada e não sei a quanto tempo me senti assim. S E M  V O N T A D E de nada. A gente senta e espera, não é mesmo?

Eu não estou vendo o que fazer. 

quinta-feira, julho 21, 2022

Mano a mano: Seu Jorge e Jefferson De.

Eu às vezes não sei por que Mano Brown chama duas pessoas e faz o podcast ficar longo, mas tem gente que junto fica mais gostoso mesmo.

A mulher da casa abandonada.

 Eu estou ouvindo, achando chato, mas ouvindo.

quarta-feira, julho 20, 2022

Expectativa.

Eu nunca vi quem dá muito não esperar nada. Mentira. Você consegue? Porque eu não. É mais prudente dar menos, se dedicar menos e não esperar nada. Eu acho. Minha amiga diz, "mas você faz isso para evitar frustração e medo, não se entrega." É, sim, mas a gente não controla nada, nem o que a gente sente, quem dirás o que a outra pessoa sente e vai fazer, tem que botar alguma ordem nessa zorra toda, não?

Eu não sei se estou fazendo certo, vou sentindo as coisas e agora tou sentindo vontade de parar, olhar para mim e ver do que eu estou sentindo falta. Eu estou achando que estou sentindo falta de mim, mas preciso ter certeza.

É melhor ir com calma, coração. Não significa amar menos, significa amar quem você é e até onde você pode ir. Significa saber quando pode doer e dar um passo atrás. Significa esperar de você e não de ninguém mais aquilo que pode te fazer bem. 

Eu não sei fazer, só sei que estou fazendo.

Eleições e primeira infância: o que todos temos a ver com isso?

Pediram minha opinião e eu dei.

domingo, julho 17, 2022

Vestígios.

Cheguei e fui encontrando coisas que deixaram para trás. O isqueiro dele, a touquinha de banho que ela usava, o sachê do xampu, chorei. Depois foi a vez do bilhete

Te amamos

Tomei banho no banheiro arrumado do jeito dele quando lavou e senti falta das escovas juntas no pote. E aí achei a blusa dele e senti o cheiro dele e chorei de novo. As lágrimas vieram lentas, um riozinho de tristeza no coração, ligamos e achei todo mundo tão mais bonito do que a última vez que nos vimos, porque será?

Te amamos

Tá bom, mas eu vou chorar só mais um pouquinho.



Mano a Mano: Zeca Pagodinho.

 Acho que peguei o jeito de ouvir podcast.

sábado, julho 16, 2022

PCC, Poder Secreto.


 

Comum, Ávuà.


Porque ninguém me contou dessas pessoas?

 

Paz.

A gente não sabe viver um relacionamento tranquilo, porque viver bem nunca foi o nosso lugar, a gente não conhece um lugar de paz

Ela disse isso e eu levantei para aplaudi-la. Eu fiquei pensando em quantas vezes eu procurei briga e zanga e arrumei mais dor e tristeza só porque eu não sabia ficar calma, não sabia respirar. Eu ouvi aquilo e entendi que eu preciso entender que eu também posso habitar esse lugar, calmaria me chama e pode ser minha também. Então, agora, e eu não quero que seja só agora, eu aceito morar na paz que o amor me deu, eu aceito ser feliz, eu aceito estar bem, acordar e sentir bem estar e alegria, ainda que vários mundos estejam despedaçando, eles não vão parar de despedaçar se eu ficar menos feliz. 

Invade e fim.

Amar é maravilhoso, mas receber (e aceitar) amor é libertador, é a paz que eu não conheci.



Cilada.

As mulheres não vivem num lugar confortável nesse mundo machista, é isso mesmo. Não é seguro ser mulher e todas as decisões podem ser péssimas, porque vivemos a vida escapando das armadilhas machistas que o mundo prepara todos os dias para nós.

Ser mulher é viver a cilada do dia a dia, é esperar a próxima peça que vão nos pregar, com certeza. Eu sei. Por isso, prefira amigos que falam pouco e façam alguma coisa. Prefira amigas que te acolhem e te abrem o olho quando você precisa tomar nota de coisas que você não prestou atenção ainda.

Mas, alto lá. Não pense que está sendo esperta quando se aproveita das mancadas para interesse pessoal ou para desqualificar outra pessoa. Não ache que isso é o mundo te devolvendo o que é seu por direito. Não pisoteie a vida, não apague a chama da esperança, coisa fina que só aparece às vezes e quando a gente acredita muito. Não se entregue ao pessimismo bandido que nos rouba a existência risonha, não sucumba.

É difícil? Sim, é justamente por isso que escrevi essas palavras aqui. Eu quero continuar seguindo e sorrindo e, para isso, preciso de mais gente perto que acredite que ainda vale a pena.

quinta-feira, julho 14, 2022

Saudade.

Ele chorou depois que disse 

vou sentir saudade

E eu já estava chorando, mas desabei. A gente chorou de alegria misturada com saudade e felicidade, igual gosto de sal do mar na boca depois de um dia quente. A gente se ama mais que tudo e a gente se quer bem, mesmo que tenhamos um monte de coisa pela frente que a gente não gosta na gente mesmo e em tudo que nos rodeia. 

A gente é a coisa mais fofa desse mundo porque a gente se ama e acredita que vamos nos amar para sempre. Deixa a gente, deixa. A gente não quer saber o final, não. A gente gosta de sonhar sonhos no presente feitos de casa com brinquedos espalhados e piadas que só a gente ri.

sexta-feira, julho 01, 2022

terça-feira, junho 28, 2022

Pergunta.

O que você faz quando alguém que você ama faz uma coisa que você não gosta?

Eu queria perguntar isso para todo mundo no mundo inteiro. Queria sair perguntando essa pergunta para todo mundo na rua. Todo mundo. Eu perguntei para duas pessoas e já ouvi tanta coisa maravilhosa que já me sinto melhor só por ter feito a pergunta. 

Se você já sabe porque alguém faz uma coisa que você não gosta, você não deveria conseguir lidar melhor com isso?

Você consegue falar que não gosta de outros jeitos?

Você consegue não falar mais?

Você consegue amar aquilo que você não gosta, quando você descobre (ou inventa para você) porque a pessoa faz o que você não gosta?

Você consegue pensar se isso que você não gosta nele é só o seu controle falando mais alto?

Você consegue fazer isso não se algo que te deixe tão chateada?

Você consegue cuidar de você a ponto de não deixar isso te incomodar?

Você já parou para pensar que pode não ser nada com você?

domingo, junho 26, 2022

Me bloqueia, vida.


Eu ouvi mais de uma vez, sim.
 

Ciúme.

Às vezes é saudade misturado com medo e mais saudade. Aí parece ciúme. A verdade é que nunca soube identificar o que é o que e sempre fugi de anunciar essa coisa chamada ciúme. 

Eu achava que nem nunca senti isso, eu dava outros nomes. Só pra contrariar. 

Mas às vezes nem é. Às vezes é. Eu nem sou monogâmica e aqui não falo de vida sexual, embora possa ser isso também. Não ser monogâmica é não acreditar que a sua vida inteira de felicidade é quando você encontra uma pessoa para amar. Eu não acredito nisso. Para mim, essa pessoa é mais uma entre as tantas que eu quero perto e a quem eu quero me dedicar.

Acredite se quiser, mas amar muitas pessoas é a coisa que mais quero fazer na vida. Ser amada? Também.

Quero com você (que é Ele).

Chego em casa de uma festa e eu queria com ele chegar e dormir abraçado. Sinto tanta falta que me pergunto o que é que ando fazendo quando não estou com ele.

Eu não sei, às vezes sei. Nem sempre quero. É bom ter sonhos para sonhar e desejos para realizar com alguém. Com mais de uma pessoa, melhor ainda.


Mano a Mano: Mãe Carmen de Oxum e Ebomi Cici de Oxalá.

Venha ouvir, venha.

A coisa mais incrível do podcast de Mano Brown é que ele não é jornalista e por isso mesmo às vezes ele pergunta e fala coisas que parece muito com a gente.

Preto Positivo: #EP4 - Transmissão Vertical.

Reencontrei uma colega de tempos aqui no podcast. As pessoas se movimentando é sempre lindo de ver. E vale lembrar que movimento também tem pausa, calma e silêncios. Movimento não é pressa nem correria. 

Mano a Mano: Emicida.

 Eu estou demais, ouvindo (quase) todos.

quarta-feira, junho 22, 2022

Mano a Mano: Kondzilla.

 Eu tou ouvindo tudo, gente.

A vida vai bem II.

Tá ocupada? Queria ligar para dizer que te amo

Minha vida, você é meu Amor

Saudade saudade saudade, minha amora

Minha deusa

Como não te amar?

Quer mais? Só se eu te enviar todas as minhas mensagens de celular, SMS e whatsapp.


Imagens de Amor.

Eu tenho muitas imagens de amor na minha cabeça. 

Muitas.

Tem a imagem da nossa viagem de 36h num ônibus leito em que eu deitei a cabeça no colo dele grande parte da viagem, enquanto ele também tentava dormir. Não sei como foi para ele, mas ser pequenina me ajuda a não ter problemas para dormir em ônibus. Encostada em seu peito e embalada pelas estradas do Brasil, eu dormi sonhos de companhia e acalanto. 

Tem a imagem da gente num quarto de hotel minúsculo, mas nada barato numa região classe média alta em São Paulo, fazia frio e a gente enrolado nas cobertas assistia Canta Comigo. Nunca achei que ia ser tão feliz vendo um programa de TV' num fim de domingo.

Tem a imagem dele me olhando no meio de uma festa de família, meu olhar encontrando o dele quase todas as vezes em que eu o olhava de longe - quando ele não estava provando todos os doces do lugar. 

Tem tantas outras que aparecem aqui dentro e povoam minha cabeça e meu coração. Se eu sou feliz?

Você tem dúvida?