Você que me lê, me ajuda a nascer.

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quinta-feira, abril 03, 2025

Guia sobre uso de Dispositivos Digitais - Crianças e Adolescentes.

Rapaz, esse Guia é maravilhoso demais. Para quem não sabe como fazer, para quem quer mudar o jeito que está fazendo, para quem sabe e quer confirmar o que sabe e para quem acha que criança até 18 anos nem precisa de celular. 

Para todo mundo. 

Se eu fosse mãe, acho que até os 16 anos, não teriam celulares... aprender a ler é mais importante, então talvez tivesse livros digitais. Mas não sei bem. Vou pensar... minha mãe falava de não namorar antes de terminar os estudos do ensino médio e hoje eu penso que gostei muito. Pode parecer uma bobagem, mas à época eu tive tempo para pensar em muitas coisas, ler muitos livros e escrever bastante. 

Sim, brinquei de boneca até os 17 anos, porque só ganhei uma Barbie (branca) com 15. Por mim. 

Não me arrependo. Tive meu primeiro celular aos 23 e não acho que estive em falta com o mundo. Sei que o mundo mudou, por isso não precisa ser com 23 anos. Mas com 12, também não.

Nem com 5 anos, como muita criança tem. 

domingo, março 30, 2025

sábado, março 29, 2025

terça-feira, março 25, 2025

segunda-feira, março 24, 2025

quinta-feira, março 20, 2025

domingo, março 16, 2025

Mohammed in Texas, Mo Amer.


 

Cadê o Amarildo?


 

Crime na 113º Sul.


Ei vi aqui. Mas acho que vou ouvir esse podcast também.

 

Anitta Coachella 2022.


Que show pop, senhoras. Que show.

 

Davi, um cara comum da Bahia.



Já que comecei a ver, é overdose logo. Como falei, adoro ver as coisas quando a onda passa.




 

sábado, março 15, 2025

quarta-feira, março 12, 2025

12 de março.

Cinco meses atrás eu ouvi novamente um "quer namorar comigo?". Eu respondo sim, mas sempre com aquela cara de que tudo parece a primeira vez, que é uma grande brincadeira, que eu não tenho mais idade para isso.

Eu estava apaixonada, assim como hoje. Não como hoje, mas estou hoje. Eu não sei medir a intensidade. Só sei que foi tudo lindo naquele dia e continua sendo. Estou feliz, então. Não tem nada faltando por aqui. Sinto-me amada, querida, desejada por um homem que assim como eu, não sabe fazer tudo certo, mas assim como eu se esforça todo dia para aprender um pouco mais de mim.

Eu quero um lugar tranquilo para repousar, no fim, no meio do dia. Eu quero ser boba e falar coisas que me arrependa e que não achem que eu não valho nada só porque desisti, porque mudei de ideia. Eu quero companhia e quero meu canto, quero sorriso e emoji com olhinho de coração quando eu estiver menos esperando.

Quero áudios de amor a qualquer hora dizendo que me ama e que quer ficar mais tempo comigo. Quero caras e bocas me contando histórias e me fazendo rir quando eu menos espero. Eu quero isso para aguentar o que é difícil aguentar, os silêncios, os equívocos, as palavras duras, eu consigo.

Eu quero e sei que posso ter, porque tenho. Te amo você-sabe-quem (porque me amo, muito ou demais a mim).

Escrever.

Escrever me salvou de tantos momentos difíceis na vida, de quando eu não tinha mais nada a fazer, só continuar a sobreviver com muito pouco. Escrever me salvou a vida e me apaziguou de temer a morte, desde que precisei sair de casa para enfrentar o mundo sozinha.

Eu aprendi muito depois que a gente sempre está sozinha. E tudo bem. Só que eu não sabia disso, e fazia da escrita a minha companheira. Escrever me livrou de enlouquecer quando eu não sabia que poderia dizer não, quando eu só pensava que tinha que dizer sim e obedecer. Dentro de mim, mundos loucos coabitavam com a ordem, a disciplina e a cabeça baixa.

Escrever me manteve aquecida quando o mundo estava frio demais, triste demais, estranho demais para mim. Quando olho para trás e penso no que fiz e o que aguentei, lembro que eu sempre escrevi, sempre, sempre, sempre.

Escrever me salvou, escrever me trouxe aqui. É porque eu estou escrevendo que tô viva e você está me lendo e sabendo que ainda existo. E é escrevendo que eu vou conseguir continuar. Tenho muito tempo de vida para juntar palavras ainda. 

segunda-feira, março 10, 2025

Pesadelo de sonho.

Faz um tempo eu tive um sonho (ou uma sensação, não lembro), de que eu não havia ainda entregado a tese de doutorado. Eu não sei bem o que acontecia, só sei que eu me perguntava (não sei se em sonho) se eu de fato havia depositado a tese, depois de ter escrito.

Eu fiquei com dúvidas, por algum momento, se eu tinha fechado esse ciclo na vida. A gente fica quatro anos debruçada num texto, um trabalho e demora para ele sair da gente. A verdade é que a ideia não me assombrou de fato, mas achei que sei porque. Na verdade, no pesadelo de sonho não é que eu não teria escrito, mas sim que eu não teria entregue... é bem diferente, né? Me assombro com a sensação de não ter terminado o ciclo do doutorado, procrastinar, protelar, enrolar, não fazer, não terminar, essas coisas me cansam mais do que finalizar as coisas. Eu gosto é de acabar. Tem um prazer físico em acabar o que se começa, eu sinto. 

Escrever, tá tudo bem. Vira e mexe eu lembro das considerações finais do trabalho e penso que eu poderia ter escrito mais um pouco, talvez o dobro de páginas - foram apenas 15 pífias páginas de considerações finais, eu não me conformo. Hoje, eu teria escrito um pouco mais, sim. E pensar que eu não tinha ainda entregado o calhamaço de páginas escritas me deu uma alegria boba de pensar "e se der tempo escrever mais umas coisinhas?".

Não me assombro com escrever, porque eu aprendi a escrever muito pequena. Com uns oito anos eu já tinha diário, imagina. Eu não acho escrever um sacrifício, uma dor, um sofrimento. Fiz as pazes com as letras muito nova; na verdade, eu nunca fiquei de mal delas. Assim sendo, toda vez que lembro que algum dia sonhei ou pensei não ter entregado a tese, sinto um misto de frio na barriga (fim de ciclo) com tranquilidade (oportunidade de escrever mais), misto de emoção que tentei explicar aqui. Não sei se consegui, mas se consegui aqui, talvez as quinze páginas de considerações finais não estejam assim tão incompletas e mal escritas. 


Reality - A grande ilusão.


 

domingo, março 09, 2025

sexta-feira, março 07, 2025

Larissa: o outro lado de Anitta.


Aproveitem e vejam como Anitta é inteligente falando do filme:


Tirando a bobajada de que ela fez o filme para "mostrar que a gente também pode ser feliz", o que eu acho mais incrível é Anitta criar verdades ou mentiras e deixar a gente tão atordoada a ponto de não saber mais o que é uma ou outra. Chega um momento que nada mais importa, porque se você for ficar pensando se ela é uma ou outra, se ela está fingindo uma ou outra, você pira. A coisa toda é justamente deixar o filme te levar e parar de querer entender o que foi inventado ou não - ou alguém acredita naquela cena da "conversa que não acaba?". Aquilo é maravilhoso, cinema puro -  e só bater palmas para essa coisa toda que ela consegue fazer e se manter nos holofotes. 

Máximo respeito. 

 

quinta-feira, março 06, 2025

A substância.

 


Curso Equidade étnico-racial na Educação Infantil.

A gente faz tanta coisa, né? Tanta coisa linda. Eu acho, pelo menos.


Em memória de uma gata.


Sei que parece estranho um post com o título "Em memória de uma gata" estampar a foto de Namaste. A gatinha que eu tive morreu três meses depois que aqui chegou. Enterramo-la no quintal, se é que posso escrever no plural: quem enterrou a gata foi um amigo, eu só chorava. Eu escolhi esse título por conta do texto de Roberto Kaz, escrito na revista Piauí de dezembro de 2024. Li e pensei: finalmente, alguém conseguiu escrever sobre a relação entre um humano e um animal sem aquela pieguice cafona e imbecil que as pessoas que acham que são "mãe e pai de pet" têm. Finalmente.

Reproduzo aqui um dos trechos que mais gostei:

[...] Gatos e cachorros não são filhos, ainda que muita gente goste de chamá-los assim. Um filho deve sobreviver a você. Um bicho, não. O ponto de partida da relação com um bicho é a consciência da finitude: você envelhecerá alguns anos, enquanto ele irá de filhote a idoso. O fim está contratado. É bonito que a natureza nos dê o privilégio de acompanhar esse ciclo. E é mais bonito que esse ciclo possa ser acompanhado pela lente do amor.” Eu explicava, em seguida, que apesar de não ser meu filho, Aderbal era minha família: “E meu protetor. Isso é uma certeza que carrego: meus bichos são meus orixás, sempre regulando a energia que me cerca.” [...] Aderbal foi um gato de alma grande, como definiu a Patrícia, sua médica de família. E foi um miliciano, como também definiu a Patrícia. Apesar de obeso e castrado, tocava o terror nas casas da vizinhança. Pulava muros de 2 metros, passava a madrugada fora, voltava às quatro da manhã com a cara estropiada. Isso até o dia em que foi atropelado. Perdeu dentes e a visão de um dos olhos, mas não a gigantesca afetuosidade. Era tão expressivo e grosseiro quanto generoso. Hoje, quando choro, não é pelo vazio. É pela dor da perda (o fim é difícil) e sobretudo pelo reconhecimento da dádiva que foi passar dezoito anos ao lado desse bicho


Namaste já morava aqui quando ela se foi e foi o último a brincar com ela. Não sei se sentiu falta, mas a verdade é que brincavam muito os dois. Escolhi pôr uma foto dele e não dela porque eu quis. Não tem explicação. Mas esse texto, de verdade, é em memória de uma gato, Titilayo.

Tenho poucas lembranças dela e nem de longe conseguiria, com o tempo que tenho agora, escrever com tanta beleza como Kaz fez (ainda bem que existem os escritores no mundo, ainda que não sirvam para nada). De todo modo, ler o texto dele, lembrar dela e postar esse texto aqui já me faz feliz demais. Nessa ordem. 

 

terça-feira, fevereiro 25, 2025

sábado, fevereiro 22, 2025

segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Patrão.

Andando pela rua em São Francisco do Conde, vejo um senhor com uma camiseta

Se a coisa presta para o teu chefe

Essa coisa não presta para você

Por isso que eu amo esse lugar.

3%, T3.


 

domingo, fevereiro 16, 2025

Lula: Uma biografia, Volume 1.


Esperando o segundo volume, já. Não achei o melhor livro de Fernando, mas tá bem, eu leria de novo mesmo assim, porque nem todos os livros precisam ser incríveis para serem necessários. Eu digo que não é o melhor livro só porque eu queria saber mais sobre Lula, mais e mais. Uma coisa que aconteceu com a leitura desse livro foi copiar palavras que não entendia enquanto lia. Muito bom. 
O livro resume muito a vida de Lula, obviamente, mesmo pensando que ele terá dois volumes. E estou aqui, esperando o segundo volume. 

Lula e Fernando Morais



sexta-feira, fevereiro 14, 2025

Nayara Augusta.

Chego em casa, abro o email depois de uma noite intensa e leio

Oi, Professora Mighian! Eu sou a Nayara Augusta. Não sei se a senhora se recorda, mas fui sua aluna do ensino fundamental, na E.E. JARDIM MORAES PRADO, zona sul de São Paulo. Inclusive, tive a honra de recebê-la em minha casa no dia 26 de dezembro, se não me falha a memória, para um almoço, no bairro Jardim das Pedras, mas não me lembro do exato ano...
Confesso que foi bastante difícil encontrar alguma forma de contato, pois acredito que, assim como eu, a senhora também é distante das redes sociais. Gostaria de exaltar o quanto a sua figura transformou a minha visão de mundo, marcando-me de tal maneira que seria impossível rememorar títulos como "Menina Bonita do Laço de Fita" e, até mesmo os relógios analógicos, sem associar às suas aulas. A senhora foi, sem dúvida, a educadora de maior impacto em minha vida acadêmica. Me sinto imensamente feliz por prestigiar, ainda que de longe, a brilhante carreira que tens trilhado no mundo acadêmico. Lembro-me com carinho dos livros recebidos no fim de cada ano letivo e de cada ensinamento... "Primeiro o ferro marca a violência nas costas, depois o ferro alisa a vergonha nos cabelos", recorda? Eu guardei com carinho as cartinhas enviadas de São Paulo para a Bahia, quando morei com os meus avós.
[...]
Sobre mim? Tenho 26 anos [...] moro em São Paulo, sou formada como Técnica de Enfermagem e estou cursando graduação em Direito.

Com carinho e afeto,
Nayara

Precisei ler mais de uma vez porque as águas dos olhos não me deixavam terminar. Precisei ler mais umas duas vezes para sorrir com as água nos olhos ainda caindo, para ter certeza de que ser professora é, sem dúvida, a coisa mais maravilhosa que eu poderia ser na vida. Lembro de Nayara, lembro das colegas dela, da escola, lembro de tudo. Tenho desenhos dela espalhados pelos livros e às vezes esbarro neles sem esperar, enquanto procuro um texto, uma imagem. Aquele ano em que nos conhecemos foi um dos anos em que todo e qualquer pedaço de amor era bem-vindo, eu recém-chegada em São Paulo, só queria ser abraçada. Essas crianças fizeram por mim o que só pessoas abertas e curiosas conseguem fazer: amar sem medo, sem precisar de muita coisa, só pelo prazer de querer estar junto. 

Quis publicar essa carta (com o consentimento de Nayara) para registrar, para não esquecer do quanto me faz bem essa vida que eu escolhi.

Invejosa, T1.


 

terça-feira, fevereiro 11, 2025

sábado, fevereiro 08, 2025

sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Ciclos.

Essa semana, transferi o corpo de meu pai de um cemitério para o jazigo que temos da família. Finalmente, ele vai ficar junto com o filho, meu irmão, por bastante tempo agora.

Parece engraçado, e foi. Levei os restos mortais no carro ao lado da minha mãe, que foi contando histórias do velho durante a viagem. Eu sempre lembrava

ele está aí ao seu lado

Na hora do enterro, fiquei pensando que seria uma boa, quando eu morresse, convidar os coveiros que irão colocar meu corpo sob a terra para a festa que eu gostaria de fazer no meu sepultamento. Uma festa discreta, mas com bebida e comida. Na verdade, eu gostaria mesmo que tivesse um paredão de som, tocando todas as músicas que eu gostei durante a vida e meu caixão indo junto, as pessoas dançando, rindo e lembrando de mim. 

A morte é inevitável, a alegria também tem de ser. Não vejo porque não comemorar a morte sendo que vivi tão feliz e nunca quis viver para sempre. Vamos ver se convenço alguém que fica a fazer isso por mim. 

Sintonia, T5.


Chorei horrores.

 

quinta-feira, fevereiro 06, 2025

Quando o amor é coisa certa.

Quando o amor é coisa certa, você fica tão calma e quando viu, já nem escreve mais no blog, só posta os últimos filmes que viu, livros que leu, lugares que foi, peças que irá ver e coisas assim.

Quando o amor é coisa certa em sua vida, você guarda todas as palavras doces como brownie para o dia a dia cheio de demandas mas também de saudade e silêncio.

Quando o amor é coisa certa você até olha para os lados porque a vida é tão gostosa que você tem certeza que está fazendo algo errado. Parece criminoso ser feliz quando te disseram que amor e felicidade são coisas a se alcançar um dia, nunca no presente.

Quando o amor é coisa certa você escreve só para se certificar que ainda está viva e na mesma dimensão de sempre, como um beliscão.

Mas tudo isso, só quando o amor é coisa certa. 

quarta-feira, fevereiro 05, 2025

O que importa: Crianças reagem à crise climática | COP28.

Vejam todos os vídeos dessa mini websérie. Eu escolhi um para figurar aqui, mas apenas para isso. Recomendo todos!



Joy: The Birth of IVF.


 

terça-feira, fevereiro 04, 2025

segunda-feira, fevereiro 03, 2025

As PerALTICES de Júnior Pequeno.



A peça As perALTICES de JÚNIOR pequeno, que estreou em outubro de 2024 em Salvador, é um musical que conta a história de Júnior Pequeno (JP), um menino negro que acredita no seu potencial, sonha e faz de tudo para realizar os seus sonhos. E o melhor: ele realiza! A autoestima dele é tão elevada que toca o céu! A narrativa contada é entrecortada com músicas compostas por Raulino Júnior, que concebeu, atua e dirige o projeto. Durante a apresentação, todas as pessoas são estimuladas a brincar com o protagonista. O objetivo é formar uma comunidade, seguindo a filosofia Ubuntu: eu sou porque nós somos. Na pesquisa que fez para escrever o texto do espetáculo, Raulino Júnior, que é professor da educação básica, jornalista e produtor cultural, usou o livro Catálogo de Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-Brasileiras (Aziza Editora, 2022), organizado pelas professoras/pesquisadoras Helen Pinto, Luciana Soares da Silva e Míghian Danae, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, como fonte. Inclusive, o livro é parte integrante da montagem, porque é um objeto cênico citado duas vezes pelo protagonista. "Escolhi duas brincadeiras listadas no livro para fazer nos momentos de interação com a plateia", explica Raulino.

A peça está de volta à agenda cultural de Salvador e terá apresentação única no Teatro Gamboa Nova, no dia 9 de fevereiro de 2025, às 10h. Os ingressos, que estão à venda na bilheteria do teatro e na plataforma Sympla, custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Sinopse:

Em mais um dia de visita à pracinha que costuma ir para brincar, Júnior Pequeno encontra novos amigos e, através de muitas peraltices, conta um pouco de sua história de vida. A partir de um livro que ganhou do pai, ele apresenta aos amiguinhos brincadeiras oriundas de países africanos e convida todo mundo para brincar. Durante a narrativa, traz a reflexão de que brincar só é bom quando todo mundo se diverte e que o diálogo é fundamental para a resolução dos problemas. No desfecho, mostra um livro muito especial que ganhou da mãe e fala da importância de ter sonhos na vida.

Meu nome é Gal.