Você que me lê, me ajuda a nascer.

terça-feira, fevereiro 24, 2026

Ouro Marrom.

A primeira vez que ouvi essa música foi ao vivo. Imagina. Essa beleza toda por aí há tanto tempo. Mas assim, foi maravilhoso assim também, essa emoção que me pegou em cheio ao vivo, sem pudor algum. Um dádiva, um presente.



terça-feira, fevereiro 17, 2026

Maldito invento de um baronete, Luís Antonio Simas.

 

O livro é bem mais lúdico que a série em que o autor dá depoimentos sobre o jogo do bicho, veiculada e produzida pela mesma emissora que lucrou (e lucra) milhões com o jogo do bicho ainda hoje. Quer entender o Brasil?

Brasil é caso de amor, não para entender. Deixa disso.

O que mais me fascina é Simas dizer em alto e bom som para todo mundo ouvir: o jogo do bicho só não foi legalizado porque é coisa de preto, pobre, de gente que não era vista como civilizada no Rio de Janeiro do começo do século passado (e ainda não é). E hoje, não é legalizado por isso e também porque dá bem mais dinheiro para todo mundo que quer dinheiro do jeito que está, né?

Como uma tal plantinha que não faz mal à ninguém. 


Luis Antonio Simas

Abutres.


 

Valor Sentimental.


 

domingo, fevereiro 15, 2026

sábado, fevereiro 14, 2026

terça-feira, fevereiro 10, 2026

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Hipnotic.


 

Fortemente amada.

Fiquei sem saber qual seria o título desse post, se bolo de chocolate ou fortemente amado. Isso porque as duas expressões traduzem o que sinto ultimamente. 

A última vez que fiz um bolo de chocolate foi na graduação. Eu fiz um bolo no mês passado para alguém que ama bolo de chocolate, algo que eu não faço por aí assim. Precisamos de mais de um ano de namoro para um simples bolinho de chocolate aparecer aqui na bancada. O que me deixou mais feliz foi saber que ele, para além de amar o bolo, amou mais ainda porque disse que eu fui a primeira que o chamei para mostrar como se faz, assim ele pode fazer sempre que tiver vontade.

Um segundo bolo já aconteceu? Sim, mas ele também já fez seu primeiro bolo (que comeu sozinho, entre jogos do Flamengo e o filme Shaft), o que me deixa ainda mais feliz.

Fortemente armada? Não, fortemente amada, de verdade. 


terça-feira, fevereiro 03, 2026

Sabedorias.



Fiz essa foto no litoral da Bahia, numa cidade bem pequena e pacata, linda e cheia de luz que conheci em janeiro. Parece uma bobagem, mas tem algo de tão profundo aí. No capitalismo, quem começa transformando a corrupção em linguagem não é, necessariamente, o político. Pensa bem nisso e depois a gente conversa mais. 

Se o empresário desgraçado não chega lá no Congresso seduzindo políticos com presentes e privilégios mil, será que a gente teria essa coisa toda como a gente vê por aí? Não estou dizendo que o político não é responsável, só tou dizendo que passei a ter mais ódio ainda do capitalismo depois dessa frase.

Ando com tanto ódio do capitalismo e dessa ideia de VIP do VIP. Isso sempre existiu, né? Eu é quem não tinha acesso. Aí a pessoa se lasca de trabalhar para conseguir ter algo e quando chega lá, descobre que tem um valor a mais por alguma coisinha a mais e no final das contas, ela sempre vai querer aquela coisinha a mais, e o que ela conseguiu comprar já não vai valer mais nada, porque ela já está com vontade daquela coisinha que não deu para pagar dessa vez. 

E isso nunca acaba. Nunca acaba. O capitalismo (e o racismo) assim, sempre se atualizam. E fim (sem final feliz. Lendo Banzeiro Òkòtó de Eliane Brum, é difícil acreditar que o mais lúcido, na real é só a gente sumir do mundo mesmo e deixá-lo para todos os outros seres vivos (e os povos-floresta). 

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Eu, ele, o sol e o mar.


 

Filho Nativo, de Richard Wright.

 


Tenho resistido bravamente aos shorts e vídeos curtos e tentado voltar a ler com a frequência de antes. Acho que tem funcionado: agora, quando tenho alguns minutos de sobra entre uma atividade laboral e outra, eu penso: o que será que vai acontecer com o protagonista do livro que estou lendo?

Este livro é uma bomba. Me deixou extasiada com as primeiras 100 páginas e quando eu achava que nada mais incrível poderia acontecer, começa a segunda (e a terceira) parte. A história nos prende do começo ao fim e ficamos meio sem respirar, com medo e na torcida por Bigger, ainda que não concordemos com tudo que ele faz ou ainda que nos vejamos nele. Não sei dizer bem, mas eu mais entendo e abraço Bigger do que qualquer outra coisa, eu já vi o olho de Bigger me olhando em muitos lugares por aí, não saberia julgá-lo, mas ainda assim, eu o perdoo.

O autor consegue rechaçar a religião cristã em 1940, num país infestado de protestantes entre as pessoas negras. Só por isso o livro já vale muito, mas vale também por Bigger e pelo discurso de Max, que só tem a valia que tem por ser feito por um homem branco, que é judeu, que vale menos para muita gente, mas ainda assim manda no mundo (vai entender como funciona). A história toda é tão atual, mas o filme fica muito aquém do livro. É assim: o filme é outra história. Quer ver? Pode ver, mas não é o livro. O filme só se inspirou mesmo. Acho que ninguém patrocinaria um filme se alguém fosse filmar esse livro na real, ainda que ele seja um roteiro pronto e Bigger seja uma personagem e tanto. 

Vocês sabem, né? Eu não faço resenha de livro aqui, eu só registro o livro que li. Não esperem muita coisa desses escritos. 

Richard Wright



sexta-feira, janeiro 30, 2026

quarta-feira, janeiro 28, 2026

domingo, janeiro 25, 2026

terça-feira, janeiro 20, 2026

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome.

Não achei trailer para a série Maguila: Prefiro ficar louco a morrer de fome (direção Rafael Pirrho), então acabei vendo esse documentário que está no Youtube.


A série é ótima, recomendo também. E eu, que nem sabia que Magilla era um gorila de um desenho animado (na série descobri que Adilson não queria ser chamado de King Kong, por isso lhe deram outro apelido. Ele aceitou, sem saber que era na verdade o nome de um outro gorila), cada dia e toda hora me espanto como o racismo está entranhado na cultura brasileira. 


quarta-feira, janeiro 07, 2026

1 ateu VS 30 cristãos feat Daniel Gontijo.


 

Família.


Pensa numa felicidade. Agora multiplica por quatro. Não, por cinco. vai.

 

domingo, janeiro 04, 2026